Cenas do quotidiano no Inferno

Há uns tempos, estava eu ás duas da manhã a ver um documentário intítulado os “meninos de Gaza”. Eu pergunto-me como ainda por haver crianças, (ou até pessoas) em Gaza. Para já, não percebo muito bem como é que ainda há gente para morrer mas por outro lado, é um bocado como haver crianças no Inferno, se é que existe tal coisa (Talvez exista e seja em Gaza).
Não me apetece entrar aqui em discussões Palestina vs Israel, o post não é sobre isso. Contudo, é interessante como ás vezes nos esquecemos, por variadas razões que incluem certamente um bocadinho de propaganda e desonestidade intelectual, que há pessoas normais em Gaza. Que vivem lá, que tem uma vida, que trabalham.
Neste documentário só um dos rapazes é que tinha uma família (um tio ou coisa que o valha) ligado à Jihad islâmica. O pequeno Ibrahim, depois do pai ter sido morto segundo ele por um israelita diz, com toda a naturalidade, que se quer juntar á Jihad para vingar a morte do pai. O curioso no meio disto é que quando perguntaram ao Ibrahim o que é que ele faria se encontrasse uma criança israelita, ele disse que não faria nada. Porque para ele o problema não é a criança mas sim os adultos, os pais da criança.
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Salazar morreu há 40

Julho de 1937: atentado anarquista contra Salazar. Falhou.

com 33 anos e uns dias de atraso.

O Comboio em Viana Doca

Em 1952, o comboio “Foguete” visitava as docas de Viana do Castelo; este comboio era, naquele tempo, o mais moderno de Portugal e dos mais modernos da Península Ibérica.

Tal como o actual Alfa Pendular, também o Foguete era fabricado pela Fiat Ferroviária, tinha ar condicionado e assistentes de bordo. O Lugar do Real partilha connosco um documento vídeo deveras raro.

Fogos – uma pergunta incómoda!

A floresta propriedade das celuloses não arde! Porquê?

Porque aquelas empresas privadas têm uma politica para a floresta, desde o plantio, com acessos generosos, limpeza adequada, uma equipa privativa de bombeiros e de gestores da floresta, que limpam, vigiam…

O Estado não tem política nenhuma para a floresta, ano após ano, arde tudo, parece que é mais fácil deixar arder do que ter uma política preventiva de limpeza, rasgar acessos, vigiar, limpar. É melhor ou mais barato, deixar arder?

Há tanta gente no desemprego, tanta gente a receber subsídios, tanta gente presa, a troco de um vencimento a juntar ao subsídio não se impediria um prejuízo muito maior dando emprego a tanta gente?  Em articulação com os proprietários privados? Bem sei que as celuloses estão num negócio, a floresta é a matéria prima para as suas fábricas, pois então a gestão florestal Estatal é o que tem que fazer, desenvolver um cluster da floresta por forma a que a gestão da floresta seja uma actividade económica e não os fogos de todos os anos!

O Estado não faz nem deixa fazer! Até a cãmara do Porto não tem tempo para limpar a escarpa das Fontaínhas!

Ou se cria um cluster económico da floresta ou os fogos nunca se apagarão!

edward alexander westermarck

o fundador dos estudos e análises da família

Teoria que uso para o meu livro Esperanza

Parece-me necessário permiti ao leitor um descanso sobre teoria da trabalho de campo, e introduzir teoria antropológica para ser usada no livro que preparo sobre Esperanza, que criou toda uma família se saber as primeiras letras. É-nos ensinado no Século XIX por vários teóricos do lar, como é o caso do autor que estudo num livro escrito por mim em 2009, no repositório da Biblioteca do ISCTE – IUL e no internacional: O Grupo Doméstico ou a Construção Conjuntural da Reprodução Social, em http://repositorio.iscte.pt/ ou no http://www.rcaap.pt.

É assim que vamos aos teóricos do Grupo Doméstico, sendo um dos primeiros, o analista que orientou o estudo da psicologia da família e do lar, que tem por nome o título desta parte de capítulo.

Edward Alexander Westermarck Sociólogo Finlandês, Suomi na sua língua, nasceu a 20 de Novembro de 1862 em Helsínquia, falecera a 3 de Setembro de 1939, em Lapinlathi, distrito de Helsínquia. Foi sociólogo finlandês, filósofo e de essa espécie de antropólogo que contradizia a vasta visão teórica sustentada em esses tempos, que defendia a ideia de que os seres humanos tinam vivido em estado de promiscuidade ou mistura confusa e desordenada de interacção social, teorizando, de forma contrária, de que os primeiros serem humanos tiveram uma relação sexual monogâmica. Afirmava que o matrimónio (marriage), bem como a sua associação familiar, estavam enraizados nas formas e necessidades da família nuclear (family), considerada por ele como a base fundamental e universal da união da vida em sociedade.

Reitero que Westermarck foi um sociólogo finlandês. As formas tradicionais do ensino na Finlândia, permitiam desde muito cedo aos estudantes, a aprender esse a saber ler comparativamente sobre a sua sociedade, a sua cultura e a de outros sítios do mundo. Não apenas esses costumes, bem como comparar línguas e maneiras. Pedagogia que ajudava a pensar de forma comparativa e sem escândalo por haver maneiras diferentes de ser em todos os sítios do mundo. Organização do processo educativo como tem sido denominado por mim na nossa Revista Educação, Sociedade e Culturas: ensino ou aprendizagem? Conceito elaborado por mim, sobre o qual tenho direito de autoria, publicado pela primeira vez no primeiro número da Revista, em 1994, pp. 7-28, Afrontamento, Porto. Para um Westermarck, ainda criança, o estudo da pedagogia, foi uma excelente preparação para ser, mais tarde, um antropólogo etnógrafo, comparativo, um não aderente a universal ideia unívoca, nunca provada, de se pensar em formas promíscuas de união reprodutiva entre os primeiros seres humanos: sabia que o saber evoluía. A Revista de Educación, Barcelona, no seu número extraordinário sobre Educação Comparada, 2006, páginas 237-262, publica um artigo do Director do Colégio Claret da mesma cidade, o Licenciado em Psicologia e Doutor em Pedagogia, Javier Melgarejo Draper, intitulado: La formación y selección del professorado: clave para comprender el excelente nível de la competencia lectora del alumno finlandés. Comenta no texto que os docentes são treinados para ensinar ao estudante não apenas a ler, bem como a fazer leituras comparativas, especialmente de comparação de diversos países e culturas do mundo. É pena não poder transferir uma cópia do texto para este livro Com tudo, o texto pode ser lido em: http://www.scribd.com/doc/2909065/analisis-del-sistema-finlandes. Esta forma de aprendizagem, existente ao longo de muitos anos, é o que permite a um antigo estudante, hoje investigador – esse hoje refere ao Século XIX para XX – saber que há formas de organização social distantes das, por engano e falta de saber, eram universalmente pensadas como promíscuas e não evolutivas. Westermarck foi um teórico evolucionista de formas sociais e dos costumes e das mudanças culturais. Ideias que transferiu ao seu melhor discípulo, Bronislaw Malinowski – escritos que desenvolveram em mim a ideia da análise do processo educativo, a etnopsicologia da infância e a psicanálise da sexualidade infantil, ideias todas convertidas em livros publicados ou em formato de papel e traduzidos a várias

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Fotografia – Coimbra

Férias parlamentares

230 mamões foram de férias.

O rei dos mamões foi de férias. O segundo mamão foi de férias. A terceira mamona foi de férias. O quarto mamão foi de férias. O quinto mamão foi de férias. O sexto mamão foi de férias. O sétimo mamão foi de férias. O oitavo mamão foi de férias. O nono mamão foi de férias. O décimo mamão foi de férias. O décimo primeiro mamão foi de férias. O décimo segundo mamão foi de férias. O décimo terceiro mamão foi de férias. O décimo quarto mamão foi de férias. O décimo quinto mamão foi de férias. O décimo sexto mamão foi de férias. O décimo sétimo mamão foi de férias. O décimo oitavo mamão foi de férias. O décimo nono mamão foi de férias. O vigésimo mamão foi de férias. O vigésimo primeiro mamão foi de férias. O vigésimo segundo mamão foi de férias. O vigésimo terceiro mamão foi de férias. O vigésimo quarto mamão foi de férias. O vigésimo quinto mamão foi de férias. O vigésimo sexto mamão foi de férias. O vigésimo sétimo mamão foi de férias. O vigésimo oitavo mamão foi de férias. O vigésimo nono mamão foi de férias. O trigésimo mamão foi de férias. O trigésimo primeiro mamão foi de férias. O trigésimo segundo mamão foi de férias. O trigésimo terceiro mamão foi de férias. O trigésimo quarto mamão foi de férias. O trigésimo quinto mamão foi de férias. O trigésimo sexto mamão foi de férias. O trigésimo sétimo mamão foi de férias. O trigésimo oitavo mamão foi de férias. O trigésimo nono mamão foi de férias. O quadragésimo mamão foi de férias. O quadragésimo primeiro mamão foi de férias. O quadragésimo segundo mamão foi de férias. O quadragésimo terceiro mamão foi de férias. O quadragésimo quarto mamão foi de férias. O quadragésimo quinto mamão foi de férias. O quadragésimo sexto mamão foi de férias. O quadragésimo sétimo mamão foi de férias. O quadragésimo oitavo mamão foi de férias. O quadragésimo nono mamão foi de férias. O quinquagésimo mamão foi de férias. [Read more…]

Todas as crianças de seis anos devem pagar IRS

A ideia parece-me excelente. Se a crise afecta todas as pessoas, todas as pessoas devem contribuir para acabar com ela, incluido na redução do sagrado défice. Assim, nada melhor que colocar as crianças a pagar IRS. Sobretudo se, mesmo com seis anos, tiverem recebido uma bolsa para estudar na Universidade dos Açores.

O Correio da Manhã dá conta, hoje, de que o nosso fisco não anda distraído e que exige o pagamento a quem de direito.  Se a criança, então com quatro ano, usufruiu dos nossos impostos só tem de pagar o respectivo IRS.

A criança não teve qualquer bolsa, nem sequer para estudar na Universidade dos Açores? Então que prove. Hoje vou dormir muito mais descansado a saber que, de facto, ninguém escapa ao nosso serviço de finanças.

“Um pedaço de mau caminho…”

Hesitei. Hesitei bastante, mas decidi ser atrevido. Fui ao blogue de Rita Ferro e zás; já cá canta.

Fi-lo em nome do bem comum. Em especial, dos nortenhos ferrenhos que se desunham a incriminar a capital do abuso de privilégios. Eu e todos os lisboetas vivos não temos culpa que a norueguesa Caroline Dawson tenha preferido Lisboa para actuar.

O espectáculo será a 5 de Agosto na ‘Fábrica de Braço de Prata’. Dantes era conhecida pela ‘Fábrica do Material de Guerra’. Só que, de volta e meia, a guerra de hoje é outra. Desta vez, será a da sensualidade e de outros sentimentos e desejos que deixo à vossa imaginação.

Apontem ao ‘Alfa’ ou à ‘A1’ e venham por aí abaixo. Por mim, estão convidados para o espectáculo.

Como andamos às voltas com acordo ortográfico, resolvi escolher para título uma expressão idiomática brasileira: “um pedaço de mau caminho…”.

 

Uma adivinha:

Onde será que estudam os filhos de alguns dos paladinos do Ensino Público e do Estado Social? Será que o nosso Primeiro deu o exemplo e os colocou na Escola Pública? E o Ministro Silva Pereira, idem???