Pedofilia no futebol francês – e vão a julgamento…

Já tinhamos falado neste assunto, Pedofilia no futebol francês, com reacções muito azedas por parte de alguns, mas a verdade é que passados três meses, dois dos jogadores vão mesmo a julgamento.

A advogada dos jogadores diz o óbvio, eles não sabiam, bastaria ela não se ter feito passar por adulta (dizia que tinha 20 anos) e nada teria acontecido, mas pelos vistos há provas que a prostituta tinha 17 anos e os jogadores vêm-se numa situação muito apertada.

O Ribéry, esse que está aí em cima com a mulher, um dos mais conhecidos jogadores franceses, nunca mais se vai ver livre desta notícia, a opinião pública é impediosa, e com a exposição que um jogador internacional tem, vale -lhe de pouco a verdade.

PSD – é bom poder optar…

Há quem diga que o PSD apresenta estas propostas encostadas muito à direita, para ter margem de negociação. Na altura de negociar o Orçamento, vai às trocas com o PS, dá cá esta alteração na Constituição que eu dou-te folga no Orçamento. Pode ser, até pode ser que esteja a tirar força ao povo, porque agora quem quer mudar de governo tem que ir para eleições, e se for  o Presidente a ter essa possibilidade, abre a porta aos arranjinhos de gabinete.

Mas no que diz respeito à Saúde, a coisa é mais séria, há muito quem não entenda que o que está em cima da mesa é a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde.E com um SNS a funcionar como até aqui, não tem futuro, há que salvá-lo. Como? Complementando-o com os privados. Dizem-me que isso seria aceitar uma saúde para os pobres e outra para os ricos. Já há! E sabem porquê? Porque o SNS não se aguenta sendo” universal e tendencialmente gratuíto”.

O que está verdadeiramente em equação é haver uma boa saúde gratuíta para quem não pode pagar, essa é que é a questão! Os ricos terão sempre uma boa prestação de cuidados de saúde, se não for aqui no país, é num sítio qualquer, têm dinheiro, vão onde é preciso, o Estado tem é que assegurar que os pobres sejam beneficiados com a prestação de bons cuidados de saúde. E, isso, só é possível, se o Estado tiver meios de equipamento, instalações e humanos do melhor. Não os poderá ter se continuar a querer prestar todos os cuidados médicos a toda a população.

Quanto à Educação, as escolas privadas não deixam de crescer, resultado da inexorável degradação da escola pública, que é pasto de lutas corporativas, experiências pedagógicas votadas ao fracasso e ao arrepio dos verdadeiros interesses dos alunos.É, bem melhor,que o estado tome a iniciativa de promover uma concorrência transparente e deixar as famílias optar.

Defender a escola pública e o Serviço Nacional de Saúde , bem como o Estado Providência, não é querer que o estado preste serviços universais que são impossíveis de prestar com qualidade é, antes, promover as medidas necessárias para que o Estado assegure os direitos conquistados, mas sem precisar de os prestar na sua totalidade..

O rejuvenescimento amargo da Diáspora Portuguesa

Há dias, na RTP2, vi fortuita e parcialmente um programa dedicado à relação dos portugueses com o Brasil. Integrava imagens e depoimentos de um jovem luso licenciado em informática – penso – emigrante em S. Paulo. Manifestava contentamento. Encontrara emprego compatível com as habilitações académicas. Fora muito bem acolhido na empresa. E a terminar reforçou não sentir saudades do país onde nasceu, cresceu e estudou.

O citado fragmento de programa trouxe-me à memória Rui e Joana, dois jovens namorados, que emigraram para Paris há cerca de ano e meio.

O Rui formou-se em farmácia, com 16 valores. Para ingressar no ensino superior escolhera medicina. Mas a média de 18,4 valores, precisamente 0,2 abaixo do mínimo, impeliu-o para a segunda opção, farmácia. A Joana optou por psicologia. Terminou também com nota equivalente a ‘bom’.

Concluídos os cursos, desunharam-se na busca de emprego. Distribuíram centenas de C.V., uns no formato clássico, outros no formato europeu e ainda alguns em formatos ditados por impulsos ocasionais. Compareceram a dezenas de entrevistas, de tempo desperdiçado.

O melhor que Rui conseguiu foi trabalho temporário, intermitente e mal pago: substituir ajudantes de farmácia em duas ou três semanas de férias. Hoje aqui, depois a 30 ou 40 km de casa. A Joana, por sua vez, sujeitou-se a regime de trabalho semelhante, como promotora nas chamadas grandes superfícies. Um fim-de-semana promovia a margarina, daí a três semanas os corantes de cabelo e não logrou fugir desta capilaridade de trabalho raro e retribuído à média de 5 euros à hora.

Rui e Joana comungam de relação sólida desde os tempos da secundária; e ainda de atributos louváveis. Têm bom senso e há muito ambicionam constituir família. Sempre alimentaram o firme desejo do ingresso efectivo na idade adulta. Quebrar de vez a dependência em relação aos pais e a subjacente adolescência prolongada. Sentiam, porém, que a precariedade do trabalho era a precariedade das próprias soluções de vida escolhida. Percebiam que, no seu país, se integravam no grupo social que, na gíria, se chama a “geração à rasca” – na década de 90, do século XX, já houvera a “geração rasca”; mas, nos tempos correntes, o problema é mais sério e não é propício a euforias, atreladas a concertos de Pedro Abrunhosa. [Read more…]

Há crise? Não sabemos o que fazer? Façamos uma revisão constitucional

 constituicao

Desculpem a expressão mas é sempre a mesma merda. Quando há crise económica e financeira, e porque não sabem fazer nada sem dinheiro (muito dinheiro), os partidos políticos da oposição, dentro da esfera da ‘vocação de poder’, inventam.

Fracos de ideias e a terem de alinhar com o governo ‘dos outros’ na maior parte das soluções de carácter económico, que é aquilo que verdadeiramente interessa, procuram encontrar um caminho alternativo. E da cartola já gasta sai-lhes a brilhante ideia de fazer uma revisão constitucional.

Senhores do PSD, se lerem estas linhas fiquem a saber que não quero saber de revisão constitucional nenhuma; que penso (tenho quase a certeza) que não é preciso mexer na Constituição para fazerem a vossa política caso cheguem ao poder; quero é saber das vossas ideias e planos concretos para o país e não meia dúzia de ideias vagas e dispersas

Enfim, o país até está habituado, já teve várias revisões do documento, e a última já tem uns anitos, assim sendo, porque não propor outra… Sempre se procura marcar a agenda política, coloca-se a comunicação social a falar do tema, e como é Verão e o Mundial já acabou até há mais espaço para o assunto, e entretém-se o povo.

Em rigor, as propostas mais relevantes da proposta são obsoletas. É para dar mais poderes ao Presidente da República? O PSD diz que não. É para retirar a expressão “tendencialmente gratuita” no que diz respeito à saúde e à educação? Tirem lá isso, porque num e noutro sector já há muita gente a pagar e, aliás, todos pagamos, quanto mais não seja através dos impostos.

Dizem que é para tirar a conotação de esquerda à Constituição? Tiram lá isso, afinal não aquece nem arrefece. Houve vários governos à direita e não vi que não pudessem governar por impedimentos da Lei Fundamental.

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As Propostas de Revisão da Constituição do PSD Para a Educação & Saúde.

Os Srs do PSD deveriam ser coroados com um

Tal o Calibre do seu Pensamento!

PS.: Eleições Já!! para lhes retirar o Assento Parlamentar. Estas 2 propostas só confirmam inimputabilidade do PSD dado o alto grau de anormalidade que demonstram ser possuidores face ao Bem Comum, aos princípios Éticos – Básico & Elementares.  O Simplório cultivo de valores americanos em decadência deslumbra estas mentes de uma forma que colocadas em prática só alavancarão o lado GROTESCO a que a Humanidade pode consumar. O PSD ainda não compreendeu que o Séc. XXI a aposta é no bom uso das Faculdades Humanas Y não no teimar no endeusar o pitoresco da saloiice de prestar  vassalagem a vertentes de políticas  um País – EUA – que já as reconheceu como inumanas y Vergonhosas. Atrasados como sempre, o PSD não acompanhou –  em nada – o último ano, o virar de pág. dos EUA face à políticas na Saúde.  O mais constrangedor de tudo é sentir uma profunda pena pelo Dinheiro Gasto Pelo Estado Português em ter Pago os Cursos destes Ilustres Burros seres “humanos” do PSD que sob esta forma de inexplicável mediocridade dão uso ao pensar.

Zangam-se os compadres…

As relações entre o Primeiro Ministro e o Dr. Mexia já tiveram melhores dias. Uma compra de tecnologia de muitos milhões a uma empresa estrangeira, sem contrapartidas para o cluster nacional, azedou o Engº Sócrates. E desta vez com razão. O Dr. Mexia anda em roda livre, investe milhões nos US e no Mar do Norte, nada lhe importando que o cluster que nasce em Viana do castelo, seja um pilar essencial da estratégia de modernização do país.

Acresce que esse dinheiro investido lá fora, faz falta cá dentro, e uma empresa pública monopolista que pratica preços superiores à média europeia, não pode utilizar o “cash flow” assim obtido fazendo de conta que não tem nada a ver com as políticas do governo. Até porque deve grande parte desse dinheiro ao facto de estar encostado ao governo e operar num mercado que não encontra em mais lado nenhum. Monopolista com preços ao consumidor mais caros e gozando da cobertura do Estado.

Eu gostava era de ver estes gestores armados em gestores internacionais, investir com o dinheiro deles, dos próprios, isso sim, seria caso para admirar. Aposto que telefonava primeiro ao primeiro ministro, não fosse o seu (dele) dinheiro desaparecer com o vento dos aerogeradores que compra lá fora sem cuidar do interesse nacional.

Mas não é possível – contado ninguém acredita…

Às 15.30 de 14 de Julho, recebe-se, na ACOP, uma mensagem oriunda da Direcção-Geral do Consumidor a solicitar, nada mais nada menos, que a associação se pronunciasse, por meio de parecer, acerca de 3 (três) projectos de lei em matéria de serviços públicos essenciais:

– o da arbitragem necessária em tema de serviços públicos essenciais
– o da não-suspensão do fornecimento de serviços públicos essenciais em caso de indigência dos consumidores domésticos
– o da alteração do prazo para 48 horas (que não de 60 dias) para o decretamento de providências cautelares em matéria de fornecimento de serviços públicos essenciais.

O limite para a apresentação dos pareceres seria o próprio dia -14 de Julho – cerca do fim do expediente: 17.00/17.30 horas.
Na realidade, a administração pública, no seu aturdimento, parece haver perdido o norte… Como admitir que os direitos dos consumidores sejam preservados nestas circunstâncias quando se tratam de forma tão bizarra os seus preliminares? Como é possível em hora e meia / duas horas emitir parecer fundado sobre matérias tão delicadas, de tamanha relevância?
Ao que a ACOP respondeu à Direcção-Geral do Consumidor, nestes termos:
“A ACOP lamenta, mas face à distância (o e-mail acaba de chegar) exigida para a resposta às questões suscitadas, declara que não tem tempo disponível para reflectir e dar um parecer avisado.
Com mais tempo tudo seria diferente.
Os interesses dos consumidores não podem ser tratados desta forma, como se fora coisa menor.”
Depois, ponderando, emitiu, no lapso de tempo disponível, este risível parecer:
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Pedir o impossível

film strip - pedir o impossível

A notícia: «Pergunta do exame de Biologia pede algo que não é possível, afirma associação de professores», no Público. Imagem de fundo: Day and Night, Escher, 1938

Auto-estima, precisa-se!

Caro Galo de Barcelos!

Deixa-te de queixas e de complexos de inferioridade. Muda de estratégia, deixa de reagir e aje, explorando os teus próprios pontos fortes que são muitos. No passado já foste muito bem capaz e tiveste sucesso. Já te dei mais que uma vez dicas como se faz. Se te quiseres libertar das sombras dos outros, toma as respectivas medidas e ficarás ao sol sempre quando te apetecer e nunca à sombra dos outros.

Para isso, a crise ajudar-te-á, baixando através dos duros factos gradualmente as resistências à inovação social ainda existentes.

Rolf Damher

P.S. Lembra-te: o Sr. Schäuble não vai poder ajudar-te, pois a Alemanha, embora sofrendo a um nível mais elevado, encontra-se no mesmo rumo do declínio e já não há “cacau” da Alemanha nem de Bruxelas que te salve. Cada um vai ter que produzir o seu próprio “cacau” para haver “cacau” de novo.