Obrigado, rapazes… e agora que ganhe a Espanha

       

Na verdade, só estão de Parabéns os das fotografias. Foram os únicos que lutaram do princípio ao fim e que, pelo menos, dignificaram a camisola da Selecção.

No fim de contas, podia ter sido pior. Com um treinador sofrível, um conjunto de jogadores banalíssimo e um dito melhor do mundo completamente inexistente (como sempre na Selecção), cumprimos os mínimos. Somos maus em tudo, por que razão havíamos de ser os maiores no futebol, ainda por cima contra o Campeão Europeu?

Os crentes em S. Scolari bem podem andar todos contentinhos, mas a verdade é que neste Mundial fizemos exactamente o mesmo que no Europeu de 2008. Nem mais nem menos. Qualificação na fase de grupos (onde há dois anos se incluiu uma humilhante derrota contra a miserável Suíça por 2-0) e eliminação logo no primeiro jogo a doer.

Haverá sempre o Mundial de 2006 para comparar, claro. Um excelente quarto lugar, é verdade, mesmo tentando esquecer a copiosa derrota contra a Alemanha, as estrondosas vitórias contra esses potentados que dão pelo nome de Angola, Irão e México e o heróico festival de cacetada nos holandeses que nos permitiu chegar às meias-finais. Quanto aos jogadores, basta comparar e juntar-lhes mais quatro anos nas pernas.

 

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Não creio mas que as há…

O nosso amigo Adão Cruz, num belo e elucidativo texto fala-nos no Homem como um ser constituindo um todo, onde o “material” e o “espiritual” são uma e a mesma coisa, sem um não existe o outro e vice-versa. Essa diferença resulta das conexões que existem entre as partes que constituem o todo, há uma “causa-efeito” que funciona sempre, resultado das condições em que se formam, das circunstâncias de cada um e de todos os seres humanos.

Subscrevo inteiramente, não acredito em algo que não se possa explicar, aí estaremos no domínio da Fé, do acredito porque sim, o que não quer dizer que não exista( se existir um ser humano que acredite em Deus, eu acredito em Deus,Saramago dixit). A formação científica do nosso aventador, ainda para mais sendo médico, não poderia deixar de o levar a essa conclusão tão objectiva, tantas foram as vezes em que se viu perante a vida e a morte do seu semelhante, sabendo que para aquela “causa” só há um “efeito”, fosse ele um ente que pudesse tudo e muito sofrimento seria evitado. Não há pois nada para além daquilo que está ao alcance da ciência, e mal estaríamos se “um ente que pode tudo” não quizesse!

Há muito, no que me diz respeito, que percebi que eu na minha pequenez sou muito melhor do que “alguem” que pode tudo mas não quer. Seria um ser desprezível. Não parece no entanto, que a riqueza “espiritual” se possa reduzir a resultados “materiais” como a pintura, e a escrita, a música e o amor, o que seria por si só algo de extraordinário, mas que fazem parte do “todo” ser humano, onde tudo nasce e tudo morre, cada um de nós é a vida, o universo. E, no entanto…

Quantas vezes o médico dedicado se confrontou com situaçãoes miraculosas, o mesmo médico que aprendeu a dissecar cadáveres, como os grandes da medicina ensinaram e descobriram, um após outro, os segredos do corpo humano e foram, um a um, afastando preconceitos, doutrinas sem fundo de verdade, bruxedos e “maus olhados”…

O jovem médico alemão que perante uma plateia de “professores” mostrou, nele próprio, que o coração não é mais que um músculo e que se podia trabalhar nele como em qualquer outro orgão, o amor não mora lá; ou o cientista que vai de férias e que quando volta descobre a penincilina numas “culturas” que ía deitar fora, salvando milhões de vidas humanas; como a primeira operação a uma grávida, salvando mãe e filho foi feita por um médico à sua própria mulher e, hoje sabe-se, que não tinha conhecimentos cirúrgicos bastantes, há altura, para fazer uma cesariana…

Tudo se explica porque há um sistema “vivo” que encontra respostas para a sua própria sobrevivência, sem o que pereceria como todos os sistemas que não conseguem a autoregeneração? É por isso que nascem os talentos, os homens e mulheres capazes de fazerem o “mundo pular e avançar”?

Eu não acredito em bruxas mas que as há, há…

Agora se percebe por que razão determinados jogadores são chamados à Selecção

«Vocês [jornalistas] não sabem o número de vezes que eu chamo deteminados jogadores ao meu quarto.», Carlos Queirós, em conferência de imprensa após o jogo com a Espanha.

Salvador Allende-Biografia

o Presidente do Chile, mártir da oligarquia e dos Republicanos USA

O Chile perdeu uma batalha, mas ganhou um herói.

(troço de um livro meu que estou a editar)

Salvador Allende Gossens; Valparaíso, 1908 – Santiago de Chile, 1973, político chileno, líder del Partido Socialista, del que también fue cofundador en 1933. Fue presidente de Chile desde 1970 hasta el golpe de estado dirigido por el general Augusto Pinochet el 11 de septiembre de 1973, día en que falleció en el Palacio de la Moneda, que fue bombardeado por los golpistas.

Salvador Allende perteneció a una familia de clase media acomodada. Estudió medicina y, ya desde su época de estudiante universitario, formó parte de grupos de tendencia izquierdista. Más tarde, alternó su dedicación a la política con el ejercicio profesional. Participó en la elección parlamentaria de 1937, y salió elegido diputado por Valparaíso. Fue ministro de sanidad del gabinete de Pedro Aguirre Cerda entre 1939 y 1942. A partir de entonces se convirtió en líder indiscutible del partido socialista.
En 1952, 1958 y 1962 se presentó a las elecciones presidenciales. En la primera ocasión fue temporalmente expulsado del partido por aceptar el apoyo de los comunistas, que habían sido ilegalizados, y quedó en cuarto lugar. En 1958, con el apoyo socialista y comunista, quedó en segundo lugar tras Jorge Alessandri.

En 1964 fue derrotado por Eduardo Frei Montalva, que propugnaba un programa de “revolución en libertad”, cuyos puntos sustantivos eran la reforma agraria, el

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FutAventar – como o destino…

A equipa portuguesa na primeira vez que jogou com uma selecção do seu nível e ambas tinham que ganhar, perdeu! Tão simples quanto isto!

O defesa direito era um defesa central adaptado, a vigiar o melhor avançado espanhol? O médio mais recuado não jogava há seis meses , tinha sessenta minutos nas pernas, não tinha rotina nem ritmo? O melhor do mundo não jogou nada? O avançado centro foi substituído por um jovem que corre muito mas não acerta na baliza? O médio ala não se viu? O “10” que sabe inventar espaços não jogou por se ter zangado com o treinador?

Pois foi por essas razões todas, eles são melhores, jogaram melhor, se não fosse o guarda redes, tínhamos levado três ou quatro, que nem espinhas, o resto é mau perder ou não saber ver a bola. O Professor falha no banco, não tem a pontinha de sorte, ou a centelha que leva uns a ganhar e outros a perder? Mais uma razão para não termos passado da fasquia que é a nossa. Oitavos de final, já viram se em vez da Espanha é o Chile podíamos estar nos quartos de final?

Sem ler nem escrever! Agora o melhor é arranjar uma equipa favorita e continuar a ver e a divertir!

Só para quem gosta!

É preciso arrojo, eu sei!

(adão cruz)


É preciso arrojo, eu sei!

Nestes tempos futebolísticos, nomeadamente neste malogrado Portugal-Espanha, assunto de que não percebo nada, nem estou interessado em perceber, é preciso muita coragem e muito arrojo, para vos vir falar de Materialismo e Espiritualismo. Precavi-me no entanto, com a ingestão de uma boa dose de ameixas vermelhas, pequeninas, pouco maiores do que cerejas, deliciosas, do quintal de minha saudosa mãe, regadas com meia garrafa de Mouchão tinto. Dizem que tais frutos, com um bom tinto, produzem um belíssimo resultado em termos de equilíbrio metabolismo-catabolismo, e, por conseguinte, de homeostasia, termo que já aqui tenho utilizado várias vezes, e que significa uma total harmonia do todo do ser humano. [Read more…]

Estação Futebol Beira Baixa

Portugal a comer e a televisão num restaurante junto à estação de Alcaíns, Linha de Beira Baixa. Golo!…

Governar à sombra da bola

Governar à sombra da bola

Bem, Agosto já não está assim tão distante. E daí ao Natal, passando pelas vindimas e pelo S. Martinho…

 

Hoje, em estéreo.

e agora, é assim

E não, não é só um jogo, temos a curiosa coincidência de o estado espanhol levar com a Catalunha nas trombas, hoje mesmo, e mais teremos, quando os scolaristas acordarem do pesadelo que lhes vai apagar a luz.

Força Argentina, e quero ver o Maradona nu em todas as televisões do mundo: a ver como lhe escondem a tatuagem. A luta continua.

Um Burro Tirou o Hugo Almeida

O Homem vê Futebol Pelo Olho do –?

Portugal jogou taco a taco, e jogou bem até aos 17 minutos da segunda parte. Nessa altura, um asno, que dá pelo nome de seleccionador nacional, resolveu tirar um dos melhores jogadores em campo e matou a equipa. Logo a seguir a Espanha marcou, e a equipa Portuguesa virá para casa sem honra nem glória.

Bye, bye, baby

Custa-me ter razão, mas é a vida. O sr. professor com habilitações vai fazer as malas e vem para casa.

“Hugo Almeida estava quase esgotado”, disse o sr. professor com habilitações. O Hugo Almeida não sabia que estava esgotado e abanou a cabeça ao ser substituído, mas compreende-se a sua ignorância, não é professor.

Ricardo Costa foi um passador, mas tese é tese, há que inovar. O sr. professor ainda quer o doutoramento.

Lá vai ter que ganhar uma seleção com um treinador sem habilitações nem curso superior, daqueles que já não se usa. Há teorias académicas tão boas e o futebol insiste em ignorá-las. Por falta de habilitações, claro.

comuna de paris e analise de marx

breve governo popular e federativo que gobernou París del 18 de marzo al 28 de mayo de 1871.

operariado marcha ao trabalho por auto determinação

(extracto do meu mais recente livro)

breve governo popular e federativo que governara París entre o 18 de Março até o 28 de Maio de 1871.

O governo revolucionário foi formado por uma federação de representantes de bairro (a guarda nacional, uma milícia formada por cidadãos comuns). Uma das suas primeiras proclamações foi a “abolição do sistema da escravidão do salário de uma vez por todas”. A guarda nacional se misturou aos soldados franceses, que se amotinaram e massacraram seus comandantes. O governo oficial, que ainda existia, fugiu, junto com suas tropas leais, e Paris ficou sem autoridade. O Comité Central da federação dos bairros ocupou este vácuo, e instalou-se na prefeitura. O comité era formado por Blanquistas, membros da Associação Internacional dos Trabalhadores, Proudhonistas e uma miscelânea de indivíduos não – afiliados politicamente, a maioria trabalhadeira braçal, escritores e artistas.

Eleições foram realizadas, mas obedecendo à lógica da democracia directa em todos os níveis da administração pública. A polícia foi abolida e substituída pela guarda nacional. A educação foi secularizada, a previdência social foi instituída, uma comissão de inquérito sobre o governo anterior foi formada, e se decidiu por trabalhar no sentido da abolição da escravidão do salário. Noventa representantes foram eleitos, mas apenas 25 eram trabalhadores, e a maioria foi constituída de pequenos – burgueses. Entretanto, os revolucionários eram a maioria. Em semanas, a recentemente nomeada Comuna de Paris introduziu mais reformas do que todos os governos nos dois séculos anteriores combinados:

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Pensem nisto!


Um bando de preguiçosos, parasitas, irresponsáveis, maus gestores, cretinos obcecados pela bola e a caminho da miséria. Entre risos de gozo e antecipado prazer por tudo aquilo que nos sucederá, os chineses vão-se preocupando, pois no futuro, serão eles a “enviar sacos de arroz para a Europa”.
Por cá, tudo na mesma.

Luís Filipe Vieira: Um homem providencial

Conhecem aqueles homens mobilizadores, capazes de elevar a moral e provocar o orgulho de um país? Daqueles capazes de tomar decisões difíceis? Pois Luís Filipe Vieira não é um deles. Não eleva a moral de ninguém e não provoca qualquer orgulho.
Acredito que mesmo os adeptos do Benfica, apesar dos dois títulos em oito anos de liderança, não devem sentir grande orgulho no seu presidente.

O líder da agremiação veio agora anunciar que, apesar dos 225 milhões de euros de dívidas, números dele, “este é o momento chave do clube” e que por isso pretende “investir mais”. “Se tivermos que nos endividar mais, vamos endividar-nos mais”, anunciou com a pompa e a circunstância de quem deseja mesmo gastar (ele chama ‘investir’) mais dinheiro no futebol, essa indústria cada vez mais longe da realidade do mundo.

É destes homens que Portugal precisa. Homens que não hesitam em dar o passo em frente quando o abismo está apenas a meio passo. Homens capazes de acelerar mesmo com o muro à frente. É desta gente, capaz de exemplos dignificantes, que temos necessidade para afundarmos ainda mais.

Não é o único? Pois não, infelizmente estamos inundados de criaturas com espírito de kamikaze.

1.300 milhões euros/ano – parcerias.

Neste momento pagamos só em parcerias público/privadas 700 milhões de euros/ano. A partir de 2012 passaremos a pagar 1.300 milhões de euros /ano!

Esta é a factura das tais obras sem custos para o Estado, que durante anos nos andaram a vender. Começou, a ideia genial, com Guterres e fez caminho nos governos seguintes perante a indiferença de todos nós. Então com Sócrates até dói a mentira mil vezes repetida, que os grandes investimentos se pagam , faz-se agora paga-se depois, o velhinho de Bruxelas paga, tudo grátis, está aí a factura.

Ser  o país com mais autoestradas por metro quadrado custa dinheiro, fica muito caro alimentar as construtoras com ciclos de obras públicas cada dez anos.

E agora paga-se como? Com o empobrecimento da população, com mais impostos, congelar vencimentos e pensões, cortar nos subsídios sociais, arrefecer a economia reduzindo a procura interna, correndo o risco de entrarmos em recessão…

Há três meses atrás o grande desígnio de Sócrates era lançar as grandes obras públicas…

Homem de Estado, visionário, estadista…

O papel a que alguns jornalistas se dão:

Estou a ver mais uma sessão de “prós e prós” sem pipocas. Reparem:

A Câmara onde se encontra o Aeroporto Internacional Sá Carneiro e que passa a ter portagens? Não está. A Câmara onde se encontra a maior zona industrial do Noroeste Peninsular e que passa a estar rodeada de portagens? Não está. A Câmara onde está o centro de recolha de lixos da GAMP (LIPOR II) e que passa a ter portagem? Não está.

É a brincar, como já o afirmei AQUI em analogia com o Porto/Benfica/Sporting…

Nobel a favor de bancos do estado!

Joseph Stiglitz, prémio Nobel da Economia defende que se os bancos não emprestam à economia real, Pequenas e Médias Empresas e famílias, então os estados deveriam criar os seus próprios bancos. “Nos Estados Unidos entregamos à banca 700 mil milhões de dólares.Se tivéssemos investido na criação de um novo banco teríamos todos os empréstimos necessários”

Isto faz-me lembrar a nossa Caixa Geral de Depósitos que, em vez de andar nos negócios especulativos e nas grandes empresas do regime, deveria ser o motor da economia financiando as empresas que asseguram 80% do emprego e 70% da riqueza , que produzem bens e serviços transaccionáveis e viradas para a exportação.

Na verdade não há razão nenhuma, e ainda menos, depois desta crise e da imensa culpa que os bancos tiveram no seu  desenvolvimento, que os Estados não tenham nas suas mãos instrumentos de “padronização” da actividade bancária ( e para isso é preciso controlar uma parte importante do sistema financeiro) e uma regulação muito eficaz. Aqui em Portugal, o dinheiro que falta na economia foi entregue ao BPP, ao BNP e ao BCP, nada se sabendo quanto ao destino final desse dinheiro.

Serviu para pagar empréstimos ao estrangeiro e salvar amigos de apertos? Convinha esclarecer!

A Papoila Saltitante – Doutoramento

No post de ontem, A Papoila Saltitante, escrevi que a figura central do texto se fazia passar por professor doutor, ou seja, doutorado, quando apenas é licenciado. Baseei-me na descrição biográfica da  Wikipédia, a enciclopédia livre, a qual, de facto, não refere qualquer doutoramento de Fernando Seara. O site da própria AR (Biografia) apenas o cita como ‘Advogado’, não mencionando explicitamente licenciatura ou doutoramento.

Um comentador, José, teve a amabilidade de me conduzir para a Infopédia que, ao invés, o descreve como doutorado pelo ISCSP com a tese “O Parlamento no Sistema Político Português”.

Dada a diferença da informação existente, e a momentânea impossibilidade de saber qual a fiável, aplico o princípio in dubio pro reo, com o objectivo de reparar eventual erro de avaliação do grau académico da “Papoila” que deu mais um salto a somar àqueles que inicialmente imaginei – saltou do CDS para o PSD, segundo a Infopédia.

Do resto do conteúdo do primeiro post, aqui, não retiro nem uma vírgula.

O chip tem que se lhe diga…

É um negócio e tanto e, para além disso, está muito para além das portagens, tanto que já há uma petição a correr na blogoesfera a colher assinaturas para impedir as malfeitorias do sistema.

Isto vai dar tudo numa daquelas parcerias público/privadas com o risco todo do lado do estado e os lucros todos do lado dos privados. Numa altura em que o país enfrenta tantos problemas é no mínimo curioso a ansiedade e a pressa desta gente em gastar o nosso dinheiro numa questão não essencial.

Como já se disse aqui no aventar, isto é um negócio que vai movimentar muito dinheiro, com mercado certo, sem concorrência, com muitas possibilidades de crescimento. São as seguradoras, os bancos , as empresas privadas de fornecimentos de serviços, tudo vai comer num negócio que tem como único objectivo sacar dinheiro aos cidadãos e que não acrescenta nada à riqueza do país. Sai dos nossos bolsos directamente para os bolsos de uns quantos senhores , trata-se de uma transferência não se trata de criar riqueza.

Calcula-se que o montante do negócio possa chegar aos 150ME!

Diga não, assine a petição!

Mário Soares entre o PS e Fernando Nobre

Mário Soares não é de perdoar, longe disso, há muito que se sabe, um a um foi afastando quem se intrometia no seu caminho, incluindo “compagnons de route” de há muito tempo.

Agora a questão já não é entre Alegre e Nobre, é entre o PS e Nobre, Alegre já não conta para Soares o que não quer dizer que não dê a volta, mas vai manter-se nesta posição ambigua desgastando Alegre. Hoje apareceu com Nobre elogiando o discurso e o homem mas não dando apoio explícito, fica há espera do PS, sabe que há gente no PS que não está com Alegre, por isso só joga as cartas quando perceber o que vai acontecer no PS!

A sua candidatura de há quatro anos contra Alegre e com o apoio do PS redundou num fiasco e numa humilhação que Soares não esquece, vai contar os apoios e depois vai jogá-los quando se colocar a questão da substituição de Sócrates.

O golo maldito!

A bola esteve um metro dentro da baliza da Alemanha mas o arbitro não viu, e o fiscal de linha que devia ter visto tambem não viu, resultado, a maior bronca do Mundial.

A FIFA continua teimosamente, a não querer introduzir no jogo as tecnologias que dariam mais verdade, como é o caso das balizas e da grande área, onde os erros de arbitragem são decisivos. É a mesma gente que castiga com um amarelo quem tira a camisola a festejar um golo, não lhes interessa a verdade desportiva, interessa-lhes a discussão e não mexer num sistema que dá tanto dinheiro.

Entretanto, o Carlos Godinho funcionário da Federação de Futebol, que está na África do Sul com a selecção e escreve no estrolabio, mandou uma crónica onde se refere à nomeação dos arbitros de forma bem curiosa. Sabiam que Portugal tem sete amarelos e a Espanha não tem nenhum? É que não introduzindo tecnologias e outras ajudas à arbitragem quem manda é o restrito circulo de quem nomeia os arbitros!

A Papoila Saltitante

O famoso homem é meu vizinho. De volta e meia, vejo-o ao sábado de manhã, a caminhar com duas sacadas de jornais. Uma em cada mão. Dirige-se para casa, cheio de informação daqui e de acolá, e disto e daquilo. Antes esteve sentado no pequeno café, frequentado por gente muito formal e vazia de conteúdo. Saúdam-no com reverência, sobretudo elas, com vozes melífluas e gestos curvilíneos. O cabotino sente-se idolatrado. Crê ser génio. Agradece, de ar babado, com sorriso de fingimento, as manifestações bacocas de popularidade.

Tem o peito enfunado de presunções místicas. Intitula-se professor doutor e é apenas licenciado. E assim consegue ser tratado por ‘Senhor Professor’. Tem escasso mérito de cidadania, mas é um mestre do saber viver neste país de abundante acefalia. Consegue atingir e desempenhar cargos tão destacados quanto ecléticos.

Pelo comportamento exibido, uns quantos, dos poucos que ouço, tratam-no por ‘melga’. Outros dizem que é a ‘Papoila Saltitante’, em alusão implícita à preferência clubista. Prefiro este último epíteto. O acasalamento do símbolo da flor campestre e vermelha com a procura de se juntar ao poder – e de bons resultados remuneratórios – dão todo o sentido à alcunha.

Tal ‘Papoila Saltitante’ é o equivalente, em imagens televisivas, a um emplastro de luxo. É, pois, o assimétrico do emplastro anónimo, de olhar e sorrisos esquizofrénicos a mostrar-se nas costas dos repórteres desportivos de TV, como réplica psiquiátrica a Jack Nicholson, em ‘Voando sobre um Ninho de Cucos’.

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S. João

(adão cruz - S.João - mais um 2010)

(Texto de Marcos Cruz)

S. JOÃO

João estava são, mas não tencionava ir ao S. João. Era uma contradição quase evidente, pois, no Porto, só não vai ao S. João quem estiver em má fase, morto ou doente. Mas João tinha uma explicação assaz convincente: o seu cão, pouco paciente, não lhe daria paz em noite tão exigente. Uma solução era deixar o cão na vizinha, mas esta, tripeira dos quatro costados, queria também ir à festa, e sozinha, sem atrelados. O que fazer, então? Das tripas coração? Talvez não. Afinal, o S. João não valia tanto, para o João, como aquele espanto de animal. No entanto, mais do que ninguém, estava o dono seguro de que quem troca o pão, mole ou duro, e a sardinha na brasa por passar, com o cão, em casa, um serão distinto, sem um grãozinho na asa, não sabe o que perde, pois como isso não há nada, nem o chouriço, o vinho, verde ou tinto, a martelo, nem a própria martelada. Bailarico popular é o S. João, e só ficam a ganhar os que lá vão. Foi já resignado à desdita que o João, acabrunhado, teve súbita visita de uma cantora de fado. Ainda ela lhe dizia que viera de Lisboa rever uma velha amiga mas não a tinha encontrado, logo o João, animado, deu corda à imaginação, pensando se não seria a sumida rapariga a sua vizinha do lado. Era mesmo, pois então, e foi em tom de cantiga que o bom do João propôs à querida fadista condição oportunista para lhe dar guarida até ao regresso da amiga: tomar-lhe conta do cão. Ela ficou convencida e, pronto, missão cumprida, lá foi ele, feliz da vida, cumprir também a tradição.

Mais um 2010

(adão cruz)

 Tantas vezes o silêncio tem vontade de fugir e necessidade de gritar!

Casa de Praia

Aproveito para informar o meu único leitor (se é que ainda me resta algum) que continuo a morar aqui no Aventar, mas aluguei um quartinho num blogue junto à praia onde planeio passar alguns tempos tempos livres. Se o meu único leitor quiser fazer uma visita, está à vontade, é só introduzir estas coordenadas no GPS.

O chip da crise!

Estamos a viver pior, vêm aí mais cortes nos salários e nas pensões, aumento de impostos? A resposta é o chip! Negócio calculado ,por alto de 150ME, são as portagens e mais umas quantas coisas que ninguem explica. Carro estacionado, transmite o tempo de estacionamento, segundo carro na garagem, abre mais um negócio para as seguradoras, o seguro começa a contar a partir do momento que o carro arranca, carros fora do ambiente urbano, por onde anda, mais umas portagens daqui a uns tempos, agora por uma razão qualquer que vamos descobrir deixa aí a porta aberta…

Depois é preciso montar todo o sistema que nós todos vamos pagar, mais serviços de controlo e pagamento, é um ver se te avias, agora é a ocasião certa, os gajos estão por tudo, saca que eles nem dão por nada, grande medida de ajuda a quem vive pior.

Mas o negócio chega para alguns afinal são um milhão a pagar e dois ou três a receber, 25 euros por chip, dá muito chispe, desculpem, muito dinheiro, empresas de tecnologia, bancos, seguradoras, estamos a precisar de chispe ,perdão, de chip como de pão para a boca , nadamos em dinheiro, 25 euros? andamos nós a discutir o aumento do IVA  e do IRS…

Saia uma chispalhada aqui para a mesa do canto!

Bem Que Lhe Parecia, e Tinha Razão

Depois de ler o artigo abaixo, de Fernando Moreira de Sá, escrevi sobre o meu S.João.

Aquele S. João que não tinha martelos mas tinha alho pôrro, que não tinha tantas roulottes mas tinha cidreira, que não estava espalhado por tudo quanto é cidade mas que tinha nas Fontaínhas o seu ponto principal, a par da Avenida dos Aliados, de Santa Catarina e da Batalha.

Aquele S.João que tinha [Read more…]

Foi você que pediu um chip?

Alguem pediu um chip? Alguem sente necessidade de ter um chip? O seu carro exige um chip? A que título teremos que comprar um chip?

Temos a “Via Verde” e as portagens tal qual as conhecemos, as coisas funcionam bem até demais, levam-nos a massa sem dor, e um belo dia vêm-nos dizer que a partir de agora precisamos de comprar um chip! Eu compreendo que é um belo negócio tornar obrigatória a compra do chip, milhares e milhares de carros vão ter que incorporar o “espião” e dormir com ele, tira-nos a privacidade, tira-nos a segurança ( quem sabe desta tecnologia diz que basta um aparelhómetro baratíssimo para tirar a fotografia e ficar com todos os dados da viatura) e tira-nos o dinheiro.

E mesmo assim somos nós que temos que comprar o chip! Porra, mas eu não preciso do chip, não preciso, não quero, não compro e não pago!

As televisões já mostram os bem comportados ou ignorantes ou bem intencionados a comprarem o chip, longas filas para comprar o maldito, duas horas à espera, então está aqui há quanto tempo? como quem diz, estás a ver ó atrasado, mexe-te ainda ficas sem chip…

E depois? Eu não preciso de chip, não quero e não tenho que o pagar. Dou cabo do negócio? óptimo, é isso mesmo!

My May Malen

May Malen playing away in Parede,26th,6th,10

May Malen playing away with Abuelo, Parede, Portugal

….thanks to Ricardo Ferreira por the images….

As you fly away- you are going away exactly now-, as you flight back home, I think of you, of the week we spent together, with your parents, of your happiness, of your easy laughing about, of your tongue coming in and out of your sweet mouth, running away not to be kissed. Of your free spirit and of your wanting to be always sat down on Mum’s lap, my daughter Camila, or jumping away on the immense arms of Pa, Dad Felix by name. [Read more…]

Bem me parecia…

…que alguma coisa justifica tanto amor a esta terra e a esta FESTA

Mas nada como ver a minha teoria confirmada por um grande “Senhor” como o Júlio Couto. Sim, sim, eu sou um dos muitos (e somos cada vez mais) que estão sintonizados no canal 13 da Zon (e parece que agora está também no 14 do Meo). E por falar em coisas da minha terra, esta semana dediquei o meu artigo no semanário Grande Porto ao blogue “A Baixa do Porto“.