Sindicalismo, tecnologia e idas à escola

Com toda a consideração que tenho pelo Luís Lobo, dirigente do meu sindicato e rapaz da minha criação, esta sua afirmação ao Público:

“Não trabalhamos por email ou por blogue, vamos, pessoalmente, escola a escola, alertar os professores, é um trabalho que dá frutos, mas não de um momento para o outro”

obriga-me a perguntar se entende por ir à  escola afirmar numa reunião sindical que o actual processo de liberalização selvagem resulta da queda da União Soviética, acrescentado com requintes de crueldade que as social-democracias nórdicas apenas existiam porque o sol na terra estava ali ao lado. Aconteceu na minha escola, no 1º período.

Pesem as nossas divergências ideológicas sei que o Luís não confunde uma sessão de esclarecimento do PCP com uma reunião sindical. Além disso repito o que já escreveu o Paulo Guinote: nós estamos nas escolas, vocês vêm cá reunir, e descobrir realidades que desconhecem. Tivesse o SPRC aceite a proposta feita há muitos anos de limite de mandatos dos dirigentes sindicais, ou seguissem estes a prática exemplar de alguns colegas, que se recusam a ficar no sindicato a tempo inteiro, e as coisas seriam mais fáceis.

Quanto ao mail, deixa cá ver quantos anos demorou o SPRC a descobrir que podia mandar mails aos sindicalizados, mais barato e eficaz que o jornal em papel, e já agora aproveito para contar que no dia 13/04/08 enviei um mail ao webmaster da Fenprof solicitando a implementação de um feed na página, o google reader facilita, que me respondeu “Feed RSS é coisa que está planeada, e que será implementada logo que possível.”

Azar, até hoje ainda não foi possível. Isso e deixar de usar software da Micro$oft.

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