Nova História da Porcaria.
Khadafi incita à guerra civil
O uso de meios militares e assassínio de centenas de contestatários, a fuga de milhares de estrangeiros, a deserção de embaixadores, a redução drástica ou mesmo paralisação de petrolíferas constituem sinais marcantes da luta do povo líbio pela queda de Khadafi.
O ditador falou ao país pela TV. O local escolhido, estrategicamente, foi o palácio bombardeado pelos EUA na década de 1980. O que disse de essencial? Subestimou os acontecimentos registados e o grau de adesão à contestação.
De semblante perturbado, agarrava e largava os papéis inspiradores do discurso. Intercalava palavras com silêncios, procurando uma comunicação consistente. Sem o conseguir. A certa altura, socorreu-se do ‘código penal líbio’. Intimidou os revoltosos com a pena de morte. Não faltou o recurso ao ‘inimigo externo’, argumentando também que uma minoria de jovens líbios, sob o efeito de alucinogénios, estão a ameaçar a estabilidade e os superiores interesses do povo líbio. “Há que combater essa minoria”, acentuou. De seguida afirmou: “Em defesa da revolução, digo sobretudo aos jovens que constituam comités populares para lutar a partir de amanhã”. [Read more…]
António de Melo Pires sobre a Autoeuropa e a economia portuguesa

foto (c) Sofia A. Henriques / Negócios
À Antena 1, no programa “Este Sábado” o director geral da Autoeuropa (AE), António de Melo Pires, deu uma excelente entrevista sobre a AE e sobre a economia portuguesa.
Para uma entrevista, António de Melo Pires apresenta interessante informação, como por exemplo questões logísticas e de estratégia. Uma questão interessante foi sobre os obstáculos que as empresas enfrentam ao tentarem estabelecer-se em Portugal, sendo a burocracia o principal obstáculo apresentado. Que as empresas estrangeiras têm muita dificuldade em entender a lentidão dos processos e a indecisão.
Com tantos anos de propaganda a Simplexes, apoios e sei lá que mais, não deixa de ser curioso que o responsável por uma das mais importantes empresas em Portugal, o qual por acaso até português, continue a apontar o dedo à burocracia. Nada, ou vá lá, pouco, mudou.
Alguns dos tópicos abordados:
Kadhafi, esse pobre diabo à beira túmulo
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Ditadores houve que partiram discretamente, passando ao anonimato em exílios mais ou menos longínquos. Outros, optaram por um bunker na sua capital, recusando-se à rendição e evitando a captura pelo inimigo. São estranhas formas de queda do poder, mas sem dúvida, muito mais dignas que aquela que presenciamos em directo pela CNN, a televisão do “fero inimigo”.
Apelos à “religião, a heróis, a tumbas de antepassados” perdidas entre as areias do Saara. Segue-se o apelo ao ódio pelo ocidental, o clamar contra o infiel. Conclui e afinal tudo se resume à mais descarada mentira, indicando o leste do país e as bases militares líbias ali situadas, como “ocupadas pelos imperialistas americanos, ingleses e italianos” e claro está, insultando as cavilosas fontes de falsas informações que o Ocidente domina.
É possivelmente o derradeiro, paupérrimo e ridículo discurso do sr. Kadhafi. Um vergonhoso fim para quem mandou durante quatro décadas.
Tínhamos a percepção de o seu regime se encontrar condenado, mas após este patético estrebuchar, estamos certos de a “jamahiria” já se encontrar morta.
Botas com Biqueiras de Aço, por Causa de Uma Segurança Insegura
Diz-se por aí à boca cheia que no nosso País a segurança é muito insegura, que antigamente é que era, que agora há medo de sair à noite, que não se vêm polícias na rua, que a GNR, a PSP e a PJ nada fazem para nos ajudar, etc., etc., etc..Diz-me com quem comemoras
Na hora da verdade para a Líbia faltava um pormenor, aqui por estes lados: Gadaffi foi em tempos um “revolucionário”, e os seus petrodólares espalharam-se por muita causa de esquerda. Ora a nossa direita anda muito caladinha, ainda ninguém bateu à porta de Otelo Saraiva de Carvalho (diga-se que com toda a razão), ou do PCP, já que a Líbia teve stand na Festa do Avante (onde em tempos obtive o célebre Livro Verde).
O problema do Ceausescu do deserto é que dava para os dois lados. Nos últimos tempos deu mais para a direita. Olhem quem, o ano passado, foi comemorar a revolução líbia para a sua embaixada…
print screen do blogue Família Real Portuguesa
Nota: convém não exagerar muito quando se ataca a opção governamental pelos negócios com os ditadores árabes. É ver Ângelo Correia presidindo à Câmara do Comércio e Indústria Árabe Portuguesa, onde não podia faltar o impagável (que palavra tão desadequada) José Lello, é claro.
O comentador Pinguim sobre as visitas de Sócrates
as minha memórias-14-o nos nossos ancestrais, amavam?

família Mapuche Rauco, a festejar aos seu parentes Picunche
O leitor pode lembrar que faz tempo, tenciono entender o contexto da produção de crianças já adultas no dia de pesquisa, 1999. Bem como essa produção, não é o resultado de apenas a transferência de saber entre adultos e filhos de uma casa. Para entender esta pergunta, estudei as vidas de três raparigas de diversos continentes, nos anos 90 do Século XX: Victoria, do clã Picunche do povo Mapuche do Chile, Pilar, de Lodeirón, Paroquia de Vilatuxe, Pontevedra, Galiza, e Anabela, da aldeia de Vila Ruiva, Concelho de Nelas, Portugal. Analisei os seus pensamentos e os da sua família. De Pilar tenho já falado. De Victoria, apenas mencionado em outro ensaio, como é o caso de Anabela. Hoje vou introduzir Victoria, do clã Picunche do concelho ou municipalidade de Pencahue, que limita com a cidade de Talca, capital da Província denominada Maule. [Read more…]
O grande feito nas contas públicas
Passados quase dois meses de 2011, já os impostos tilintam em grande nos cofres do fisco, excepção feita para a banca que continua sem que os novos impostos se lhes aplique. O entusiasmo é enorme entre as hostes socialistas, a tal ponto que coube a Nicolau Santos saltar do caderno de Economia para a página 4 do caderno principal Expresso, onde traz a boa nova quanto ao défice.
A acção concertada na comunicação social, vulgo spin, continuou ontem no Público, dizendo que «o défice do Estado diminuiu 31 por cento em Janeiro face ao mesmo período de 2010, totalizando 787 milhões de euros».
É do senso comum que se gosta de receber na hora e de pagar quanto mais tarde melhor e o Estado não é excepção. Por isso, em Fevereiro, é muito fácil ter grandes feitos nas contas públicas, bastando adiar a despesa o mais que se possa. Que é o que tem acontecido em todas as execuções orçamentais.
Este ano está melhor do que no ano passado? Basta atender que houve muitos impostos que entraram excepcionalmente antes da ripada de Janeiro e adiem-se os pagamentos um pouco mais do que o costume e está feito.
Cá estaremos para ver se esta leitura é errada. Pelo sim, pelo não, cá fica.
Os canalhas nunca são do seu próprio povo
A canalhice é como a estupidez, universal. Tal como a estupidez, torna-se tanto mais perigosa quanto mais poder tem o canalha. É nessas alturas que se vê com quantos paus se faz um canalha.
Chegados ao poder, os canalhas submetem povos, não lhes pertencem. Chegam a acreditar que o povo e respectivos pertences lhes pertencem. É por isso que o canalha bombardeia o seu povo, com bombas, se preciso for.
Por vezes, há pessoas sérias que abraçam os canalhas e declaram publicamente amizades profundas tão eternas como eternos são os amores enquanto duram e juram que os canalhas não são canalhas ou que não se deve meter o nariz nas canalhices dos canalhas, como a colher entre marido e mulher. O que dirão as pessoas sérias se os canalhas forem castigados pela sua canalhice?









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