Nos últimos dias nas…

…Redes Sociais só dá passarada. O que será?

O PSD merece credibilidade?

Li atentamente o post de Carlos Fonseca, quase ficando entusiasmado, o PSD irá organizar em Março próximo os Estados Gerais, liderados por António Carrapatoso, coadjuvado pelo historiador Rui Ramos, pessoas que me merecem total e absoluto respeito, com as quais me identifico largamente, afinal também defendo uma redução do asfixiante peso do Estado na nossa sociedade, sem a qual o país continuará a definhar, como afirma o Compromisso Portugqal. Mas a memória é uma coisa tramada, já preparado para voltar a votar PSD nas próximas legislativas, não o faço desde 2002, acabo de me lembrar que na altura fui às urnas com um entusiasmo semelhante ao do adolescente que está prestes a concretizar a sua primeira experiência sexual. Confiante, à época lá fui eu depositar na urna o meu voto que haveria de contribuir para nomear um cherne primeiro-ministro de Portugal, exultando com a vitória na noite das eleições, certo que iria ver os meus impostos diminuírem, porque o PSD é um partido que respeita os seus compromissos eleitorais, e haviam prometido aos eleitores levar a cabo um choque fiscal, que diminuiria o saque sobre o contribuinte luso, mais brutal do que o que pende sobre uma prostituta ao serviço de um proxeneta da camorra napolitana, tenho aliás hoje em dia mais confiança na honestidade de quem me aborda na rua para tentar vender um artigo roubado ou contrafeito, do que na repartição de finanças. [Read more…]

A Pide de Segurança Pública

Fiquei hoje a saber pelo DN que a base de dados da PSP inclui campos para registar a “origem étnica, comportamento da vida privada, fé religiosa, convicções políticas, filiações partidárias ou sindicais” de cada cidadão. A CNPD é contra, o comando da PSP não quer saber.

A existência de um campo sobre a pertença à maçonaria talvez levasse o Ministro da Administração Interna a tomar as medidas que se impõem.

Assim não sendo, resta a todos os portugueses que têm convicções políticas, filiação partidária ou sindical, ou muito simplesmente ainda distinguem democracia de ditadura, actuar em conformidade, mais que não seja através do voto.

Ou ficamos à espera que o voto desapareça dos nossos direitos?

Uma mala de cartão e um posto dos correios

Cansado da dura labuta, como a de todos os que passam o dia a usar o CU*, perdão, o CC** para mandar currículos por mail digitalmente assinado, coisa que impressiona de sobremaneira todo e qualquer empregador disposto a pagar até 800 euros (ilíquidos) por um licenciado, dizia, cansado dessa vida, decidiu-se Antomílio Pinto de Sousa (o nome é apenas uma coincidência) por uma vida melhor.

Ainda a mala não estava toda desmanchada e já tinha um emprego de prestígio, dizia-lhe o patrão, onde “todos os que eram alguém em Bruxelas acabavam por passar”, facto que ele atestava de cada vez que levantava os olhos da louça para olhar através da janela da copa.

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Estados Gerais do PSD – “Mais sociedade …” ou “Mais do mesmo”?

antonio carrapatoso_

Segundo o ‘Expresso’, António Carrapatoso liderará a organização dos Estados Gerais do PSD, a realizar em Março próximo. Terá a colaboração do historiador Rui Ramos.

Desde as célebres e estéreis conferências do ‘Compromisso Portugal’, no início da década terminada em 2010,  o chairman da Vodafone tem  indisfarçável ambição  de ser  Ministro do Governo da República. Em  ‘Ano do Coelho’, é natural o recrudescimento das suas expectativas, no sentido de  ver concretizado o sagrado objectivo de coroar a carreira. E liderar os Estados Gerais do PSD é um excelente início do caminho para atingir a meta, há tanto almejada.

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Natureza by EDP…

A “natureza” no vale do Tua na visão da EDP (com o alto patrocínio dos ministérios da  Cultura e Ambiente, várias autarquias locais e alguns deputedos eleitos por Bragança e outros) e na visão da… Natureza.

Nota: as imagens foram obtidas sensivelmente no mesmo localfoto da esquerda e da direita. Sim, sim, aquele paredão, sim, avista-se, sim, do rio Douro – ainda classificado como Património da Humanidade. Resta saber se a única região turística que tem crescido nos útlimos anos estará disposta a abdicar daquele título. Os seus autarcas estão! As suas populações… também! Os deputedos… também!… os governantes também… ansiosamente!

as minhas memórias -1- campo de concentração

Por ser duro de ver as roupas de um campo de concentração, troquei por camponeses


Os pesadelos são os sentimentos mais hediondos da vida. Não há nada para mudar o sonho que nos causa essa infelicidade. Especialmente se derivam de uma realidade de tempos passados que nos persegue até a morte. Como tem sido o meu caso. Toda a história que me assusta está narrada no meu livro Para sempre tricinco. Allende e eu, editado pelo meu amigo Carlos Loures em Estrolabio.

Não é estranho que os pesadelos nos façam sofrer. Não é apenas uma sensação emotiva, é também fisiológica: é uma opressão angustiosa da respiração durante o sono. Como etnopsicólogo que sou, era capaz de curar essa sensação de opressão, mas não a mim próprio, sendo o sujeito de essa angústia. Uma angústia que advêm da realidade,

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Confirmado: vai haver despedimentos na função pública

O primeiro-ministro José Sócrates afirmou hoje que o Governo não vai fazer despedimentos na função pública. in Público

As empresas públicas e um novo Grande Porto:

O serviço público existe para servir as pessoas e não para servir as empresas que deviam prestar esse serviço público. É muito relevante fazer esta distinção. É preciso equacionar se o serviço público que está a ser prestado às pessoas é o correcto, o adequado e tem a dignidade que deveria ter. Se essas empresas são as que melhor asseguram esse serviço público ou se outras empresas, noutro modelo e noutro tipo de regime de prestação, as serviriam melhor. O Estado deixou de se preocupar com as pessoas que tem de servir para se preocupar com a manutenção das empresas” – Marco António Costa em entrevista ao i.

Nesta entrevista, o vice-presidente do PSD, esclareceu as dúvidas suscitadas e amplificadas, nalguns casos por má-fé, por muitos comentadores. Segundo estes, o PSD pretende fechar as empresas públicas que dão prejuízo. Não, não pretende. O que o PSD e Pedro Passos Coelho afirmaram é coisa bem diferente: a prestação do serviço público deve ser adequada à condição económica e social de cada um. As empresas públicas com constantes e reiterados prejuízos de funcionamento para as quais exista uma alternativa de gestão privada que preste o mesmo serviço, com a mesma qualidade e cumprindo o objectivo social pretendido podem (e devem) ser privatizadas. No caso das restantes empresas públicas, análogas, para as quais não é possível prestar o mesmo serviço através dos privados, terá o Estado que continuar a assegurar a sua gestão mas de forma mais disciplinada e rigorosa. Tão simples quanto isso.

Outra nota interessante da entrevista (a exemplo da publicada no semanário Grande Porto) é a posição de Marco António quanto a Vila Nova de Gaia sem esquecer o elogio a Rui Rio e o seu apoio a uma candidatura de Luís Filipe Menezes ao Porto. É só saber ler para compreender que o Douro pode, finalmente, unir o que aparentemente separa e o sonho de um verdadeiro Porto Metropolitano se tornar realidade.

Em suma, tendo presente que “a prestação do serviço público deve ser adequada à condição económica e social de cada um”, como afirma Marco António, cabe ao Estado verificar qual a forma economicamente mais eficaz para o realizar. Daí a fechar “todas as empresas públicas que dão prejuízo” vai uma enorme distância. Depois de termos visto o PS aos gritos a acusar o PSD de pretender acabar com o Estado Social ao mesmo tempo que o governo de Sócrates seguia de machado em punho a destruí-lo, temos agora mais um número de ilusionismo comunicacional: o PS a afirmar que o PSD quer fechar/privatizar todas as empresas públicas. Será que a seguir vamos ver o governo a exterminar as empresas públicas? Não é difícil, basta continuar a estrangular financeiramente uma a uma. Eu já vi este filme…

Outra nota interessante da entrevista (a exemplo da publicada no semanário Grande Porto) é a posição de Marco António quanto a Vila Nova de Gaia sem esquecer o elogio a Rui Rio e o seu apoio a uma candidatura de Luís Filipe Menezes ao Porto. É só saber ler para compreender que o Douro pode, finalmente, unir o que aparentemente separa e o sonho de um verdadeiro Porto Metropolitano se tornar realidade.