Ele vai voar…

560, Made in Portugal


Não se trata apenas de bacoco patriotismo, mas sim, de sobrevivência. Uma ida ao supermercado, leva-nos direitos aos “produtos em promoção especial” e sem hesitar vamos colocando no cesto, tudo aquilo que de fora vem. O argumento é sempre o mesmo e reporta-se ao …”é mais barato”. Pois é. Mas até quando?

Como poderá a nossa incipiente indústria sobreviver, se continuarmos a dar preferência ao que além-fronteira chega? Conservas, massas, arroz, batatas, cebolas, alhos – invariavelmente chochos ou secos -, cogumelos, salsichas e enchidos, fiambre, café – muito mauzinho, por sinal -, chá, leite, vinho para cozinha, bolachas e até, pasme-se, verduras! Uma invasão sem fim ou controlo.

A falácia da “unificação de mercados”, impõe a aceitação apenas num sentido, erguendo os outros alegadamente mais poderosos, barreiras que se não estão firmadas em papel de Lei, existem pela prática de todos os abusos. regras atrás de regras, vida infernal feita à nossa camionagem, desdém das distribuidoras, etc.

Uma vista de olhos no código de barras, pode ajudar e muito, no mitigar desta situação escandalosa a que a incúria do regime nos obriga. Comprem o produto que no código de barras apresenta os seguintes primeiros três números: o 560 quer dizer Made in Portugal.

Em boa verdade, esta opção torna-se num sacrifício, mas este será mitigado por compras mais criteriosas e propiciadoras de uma melhor gestão do nosso dinheiro. Não se trata de qualquer boicote, mas de razão. De outra forma não vamos a sítio algum e bem podemos garantir a nossa completa ruína.

Parece, parece, e por vezes o que parece é

a rã e o escorpião Parece que o PCP se prepara para apresentar uma moção de censura ao governo. Não parece, mas é óbvio, que CDS e PSD se irão abster (votar uma moção contra a política de direita do governo, o grande capital financeiro e a submissão aos especuladores internacionais não está na natureza dos que alternam na defesa dessa mesma política). O BE nessas circunstâncias votará a favor, a menos que a sua direcção política tenha sido assaltada pela ex-Política XXI e os refugiados alegristas, o que não parece ser o caso, pelo menos para já.

Que o PSD também avance com uma moção de censura é possível. Que o PCP a não votará favoravelmente é óbvio. O resto é conversa.

Porque é que estas coisas me parecem assim? porque dei uma vista de olhos numas caixas de comentários, e também porque conheço a fábula da rã e do escorpião, e já agora, um bocadinho da História de Portugal no século passado.

"Que parva que sou" de Deolinda, ou como nascem os hinos sociais

Acredito que um dia ainda se vai fazer história sobre como se fazem os hinos sociais. Não aqueles que dão colorido a uma qualquer nação, sem dúvida significativos mas que perdem importância perante aquelas canções que, num dado momento, num certo contexto, são sentidas por toda uma comunidade. Não por todos, claro, porque há, em todo o lado, uns palermas que fazem gala em não querer gostar do que os outros gostam.

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Voltemos ao hino social. Aquele que é nosso, que fala para nós. Mais: somos nós que estamos ali retratados, um pedaço da nossa vida que ganhou relevância naquele instante. São assim os hinos. Há aqueles que o são por fruto do acaso. Paulo de Carvalho ganhou um lugar na história de Portugal porque interpretou a canção que serviu de senha para a revolução de 1974. Outros resultam do momento e ajudam a transformar-lo, como alguns dos temas dos Beatles, autores de diversos hinos ao longo da agitada década de 60 do século passado. Há uns dois anos houve quem visse em Movimento Perpétuo Associativo (MPA), dos Deolinda, o tema adequado para ilustrar o verdadeiro espírito português. O hino nacional a sério. [Read more…]

O fim da crise no cérebro de Sócrates

 

Cérebro humano está uma bola de ténis mais pequeno

Sócrates diz que Portugal foi dos países que melhor saiu da crise em 2009

 

Mais uma vez, as notícias, mesmo sem saber, estão relacionadas. Efectivamente, só um encolhimento cerebral pode levar Sócrates a afirmar que Portugal saiu da crise. Se for este o caso, penso que é arriscado mantermos um primeiro-ministro inimputável. Por outro lado, pode dar-se o caso de que o chefe do governo acredite que é possível proferir inanidades, graças ao encolhimento do cérebro dos portugueses, o que, a ser verdade, é um caso de desrespeito por pessoas com deficiência cognitiva. Seja como for, é grave.

5 anos por maus caminhos…

São cinco anos na blogosfera!!!

oIIIIIIIo

Obrigado Julio Verne

Jules_Verne_autograph Diz-me o google que o escritor e anarquista Julio Verne nasceu a 8 de Fevereiro de 1828 (183 anos não é número redondo? obrigado Google por combateres os redondismos).

Verne é conhecido como autor de novelas de ficção-científica para a juventude, versão limitadora do que foi a sua capacidade de sonhar um mundo melhor. Verne foi crítico do militarismo e da guerra, um senhor na boa e velha tradição anarquista do séc. XIX, tanto ou mais profeta na necessidade de mudança social como na sua extraordinária pontaria para imaginar máquinas, viagens e aventuras.

Devorei Verne quando ele sabe melhor, na adolescência, mas consumi em doses homeopáticas a ficção científica que poucas vezes me aqueceu. Com Salgari, outro humanista muito à frente no seu tempo, discretamente a literatura politizada tomava conta de muitas juventudes.

Obrigado Julio Verne, quem nunca sonhou ser um Capitão Nemo não percebe nada disto.

Quilo com auto-estima elevada, graças a perda de peso

O quilo perde peso

A secção de crónica social do Aventar descobriu que o Quilo anda a perder peso. Depois de aceder, gentilmente, a receber a nossa reportagem, ficámos a saber o segredo: “Vou ao ginásio e ando a dar o litro, para não ficar como o metro, quadrado.”

as minhas memórias-3-a vida rural no Chile

as casa dos trabalhadores rurais são todas de adobe na América Latina

A vida rural do Chile, é mal conhecida fora do país. O que se sabe, é apenas que são sítios agradáveis, com muito calor no Norte e Centro do País e frio e chuva a partir do centro sul, praticamente desde a cidade de Puerto Montt, que dos 794.529, de longitude do Chile continental e antes de começar a chamada costa desmembrada, por outras palavras, o Chile que é apenas milhares de olhas, até a cidade de Punta Arenas, que limita com a Antárctica Chilena, está situada no quilómetro 48.583,6, da placa continental e contínua. A partir desta cidade, é apenas possível transitar ou em barco, ou em ferries, ou pela nova carreteira que foi construída como pontes sobre as ilhas mais larga, ou carreteira de Puerto Aysén. Carreteira que não consegue unir a placa contínua entre Punta Arenas e Puerto Aysén.

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