Franco Jara, o Nosso Homem em Estugarda

A equipa que melhor joga futebol em Portugal quebrou final e merecidamente o enguiço alemão.

Franco Jara, o nosso homem em Estugarda, pôs os jogadores alemães de cabeça à roda, sem saberem se lhes serviam Weiss, se lhes serviam Pils, se lhes davam canecas ou rematavam imperiais.

Sálvio inaugurou, Cardoso confirmou, o Benfica dominou. O treinador das Águias no final do jogo só falou do Benfica. Continua a ser o segundo treinador que mais fala do Benfica em todo o mundo, Portugal incluído.

O fundamentalismo contra o tabaco é como o Rantanplan

É uma verdade comprovada pela ciência: o tabaco faz mal à saúde. Fumar as folhas secas da famosa planta já é mau quanto baste. Com os aditivos que lhes são acrescentados, ainda pior. Ao todo, um fumador absorve cerca de 400 mil substâncias prejudiciais à saúde. É verdade: O tabaco mata.

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Mas tal como o tabaco, os fundamentalismos também são prejudiciais à saúde. Já levaram a muitas guerras e mortes e, por eles, defendem-se comportamentos absurdos e acções parvas em nome de excessos ideológicos e outros parecidos.

Como, por exemplo, o fundamentalismo contra o tabaco, que está em crescendo nos últimos anos. As mensagens gigantes nos maços do dito, parecem-me bem, não vá algum míope se lembrar de tirar umas passas. As fotografias de pulmões encharcados de alcatrão nas referidas embalagens também não me afectam, porque já vimos muito pior em noticiários televisivos. Subir os preços e os impostos, até acho piada, porque quem se quer matar graças ao tabaco merece pagar bem cara a portagem desta vida.

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A TVI que os sustente!

O ‘Correio da Manhã’ deu o mote e outros meios de comunicação, jornal “i” por exemplo, interpretaram a cantata ‘Os Salários Milionários da RTP’. Confirmou-se, pois, que na RTP existem 64 profissionais com salários superiores a 5.000 euros mensais.

Do grupo sócio-profissional privilegiado na TV do Estado, existem ‘5 cabeças de cartaz’ que, pelas minhas contas, auferem mais de 978.000 euros anuais. Resta saber se o total apurado inclui encargos da RTP com a segurança social, seguros de acidentes de trabalho e outros. A despesa provavelmente será mais elevada.

E o que mais se pode dizer da afronta? Num tempo de sacrifícios impostos a milhares de funcionários públicos e outros do Sector Empresarial do Estado, onde a RTP se integra, este despautério é revoltante.

O tipo de Estado, de Governo e de políticos de que estamos servidos, pelo que se percebe, não respeitam critérios de decência (há dias, a maioria PS + PSD reprovou cortes salariais aos gestores públicos e, entre os ‘5 magníficos do écran’, existe gente afecta a uma e outra cor).

Corre a notícia de que José Alberto Carvalho e Judite de Sousa já disseram sim à TVI. Fiquei satisfeito e a implorar que a Prisa e o Sr. Pais do Amaral levem da RTP mais umas paletes dessa gente. Que todos comam toneladas de morangos bem açucarados. O risco de diabetes é deles e o dinheiro que custavam à RTP é dos contribuintes. Oxalá haja o bom senso de moralizar os salários na TV estatal. Os contribuintes ficarão gratos.

Boa viagem à Judite e ao Carvalho e, se possível, a outros oriundos da mesma banda. A TVI que os sustente!

Ludvig van Beethoven

Für Elise – Bagatelle in A minor WoO 59 by Beethoven

Sempre escrevemos sobre a crise económica, os jogos de bola, especialmente o Benfica, o meu amado clube que, de certeza, esta noite ganha 2×0! Mudemos de tema. Falemos de música e da melhor bagatela  nunca antes escrita!

O compositor, nascido em Bona, foi baptizado em 17 de Dezembro de 1770 — faleceu em Viena, no dia 26 de Março de 1827 de mudou a fase da música. Introduziu, com o saber do seu professor, Joseph Haydn (1732-1809). É possível supor que tenha nascido a 15 de Dezembro desse ano, porque era hábito cristianizar ao bebé, antes que a morte os puder levar. Como nos tempos de van Beethoven os pequenos morriam prematuramente, as famílias luteranas e católicas romanas, levavam ao bebé a sua paróquia enquanto puder sair de casa, especialmente no frio do inverno da germânica Bonn ou Bona.

Era o segundo filho mais velho de sete irmãos, dos quais apenas sobreviveram, Kaspar Anton Carl van Beethoven (17741815) que também tinha dotes para a música e que morreu com 41 anos; o quarto, Nicolaus Johann van Beethoven (17761848), que se tornou muito rico, graças à indústria farmacêutica, e que morreu com 72 ano. Os outros cinco três faleceram ao nascer, e os outros, com dois anos de idade. O seu pai, (1740

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O Aviador Líbio

Para a Carla Romualdo

e para o seu

Aviador Irlandês

O piloto recebeu ordens superiores.

Receber ordens superiores é o que faz um piloto militar. Receber ordens, assentir, não questionar, cumprir. O ar, para o piloto militar, é meio, não é fim.

O piloto olhou o co-piloto e ambos assentiram questionar e não cumprir. Não bombardear o povo a que se pertence, não bombardear o povo que se é, não bombardear quem se é.

Ao carregar no botão de ejeção, o piloto deixou de pilotar o avião e pilotou a vida. Uma história bonita, estória de heróis quando tudo arde, mesmo que tudo arda, ainda que tudo arda.

Uma estória de aviadores. A história do Aviador Líbio.

 

Gadaffi tem razão: o mundo droga-se

Depois de Daniel Ortega, chegou a vez de Fidel Castro aparecer em apoio de Gadaffi. Nada de espantar: Fidel prestou-se ao envio de Che Guevara para a Bolívia a mando de Brejnev, e as suas canalhices em nome da revolução que conduziu Cuba ao capitalismo de estado, sob a habitual regência do seu clã familiar são por demais conhecidas.
A argumentação é clássica:

Una persona honesta estará siempre contra cualquier injusticia que se cometa con cualquier pueblo del mundo, y la peor de ellas, en este instante, sería guardar silencio ante el crimen que la OTAN se prepara a cometer contra el pueblo libio.

Mais delirante ainda, no Irão, um exemplo de humor muito negro:

Ahmadinejad está chocado: “Como é que alguém pode bombardear e massacrar o seu próprio povo?

Gadaffi tem razão em duas coisas, como qualquer velho relógio parado. Uma: anda por aí muita droga, e andam a  tomá-las sem saber. A segunda quando choramingou: “A rainha Isabel II de Inglaterra governa há mais tempo que eu e ainda não foi derrubada”. Com duas revoluções em meio século temos de convir que em relação aos ingleses os líbios levam vantagem.

Adenda: como o dono latiu, os cachorrinhos amestrados para os lados do PCP, já levantam a patinha no ar. Quando há uma revolução na Líbia os traidores do costume olham para a América. Não é de estranhar, falamos de velhos amigos de Gadaffi.

Amigos amigos, negócios à parte


Os corporativos andam aflitos. Publicam fotos de toda a gente, mas nada daquilo que se espera, apesar das recomendações do sr. Amado quanto a “adaptações inadiáveis”, por exemplo. Já nem sequer falamos dos sectores camaradas do BES, PT e quejandos, mas tão só, de “assuntos de Estado” como eles importantemente gostam de fazer crer.

Aguardam-se ansiosamente, as fotos do grande líder Kadhafi em Lisboa e especialmente, aquelas onde surge o sr. Sócrates e a sua entourage de negociantes de areias em terra de desertos. O google está cheio delas, é só procurar as tendas, o forte à beira Tejo, as “valquírias” que tanto deslumbraram os cooperantes do Público, Expresso e afins. Pelo sim pelo não, já fomos recolhendo algumas fotos da passagem do “caixeiro viajante” que Ahmadinejad enviou às Necessidades, não vão os “boys de serviço” fazê-las desaparecer. Se estivesse no lugar deles, aconselharia o grande-chefe a agendar um encontro com Reza Ciro Pahlavi. Há que garantir os próximos tempos.

É vê-los agora, a sacudir a água do capote. O pior é que estão sob uma portentosa queda, ao estilo Niágara.