Médico, o 1.º blogger condenado em Portugal

Um médico de Avis, segundo o ‘Sol’, foi alvo de uma sentença, por ter publicado um ‘post’ a criticar com dureza o jornalista Fernando Esteves da revista ‘Sábado’. A pena foi de 40.000 euros de indemnização e 133 dias de prisão.

Ainda segundo o ‘Sol’, no respectivo acórdão, a juíza Joana Ferrer Antunes exarou as seguintes considerações:

O arguido, pela sua capacidade, pelo discernimento que tem e em face das circunstâncias concretas da situação, podia e devia ter agido de outro modo, não podendo o tribunal esquecer-se que se trata de um médico. Por isso, não se ter mantido no exercício correcto dos seus direitos merece reprovação e censura da ordem jurídica

O médico em causa, Dr. João Adélio Trocado, referiu-se, de facto, ao jornalista em termos anti-cordiais, no  blogue ‘Médico Explica Medicina’. Todavia, é curioso constatar que “não podendo o tribunal esquecer-se que se trata de um médico…”  significa que o estatuto sócio-profissional, e não apenas o ilícito cometido, foi igualmente determinante para a sentença. [Read more…]

Noronha Manda Destruir, Já!

DESTRÓI ESSA PORRA PÁ
A coisa até é engraçada.
Noronha diz que é para destruir, Alexandre quer  outra coisa e diz que os intervenientes processuais têm de tomar conhecimento antes da destruição, mas, ao contrário do que disse, nada fez para que tal acontecesse. Vai daí, Noronha vem dizer agora que os intervenientes processuais não têm que tomar conhecimento por ser matéria irrelevante, e que quem manda é ele, e ele é a Lei.
Por isso, destrói essa trampa mas é já, óbiste?
Mas porque é que anda tudo tão aflito com a existência dessas gravações? Será que alguém tem medo que se saiba o que lá se ouve?
Destrói.as.escutas.pá,destrói.as.escutas.pá, destrói.as.escutas.pá, destrói.as.escutas.pá(com música)

Aqui me detenho

(adão cruz)

Aqui me detenho nesta pedra que sentámos no dia das canções antigas lembrando a canção que não cantámos

aqui me sento frente ao mar de coração vestido com as folhas secas do desejo

olhos dentro dos olhos que não tenho na profundidade do céu que nunca vimos.

O mar não fala do passado em seu imenso painel de séculos e o sol diz-me adeus com sua mão de violeta na paisagem que não vimos.

Mesmo assim quero demorar-me na partida acariciando o tempo no sensual enrolar das ondas que explodem orgasmos eternos nas rochas nuas

quero sentir a meus pés esta manhã de lábios doces sorrindo com olhos de donzela

quero enxugar neste sol do meio-dia as lágrimas das palavras não ditas no silêncio dos caminhos.

Deste-me o mar que nunca tive e pensei outrora vê-lo aqui mas não posso ter o que não perdi nem mudar o crepúsculo pela aurora.

Cordeirinhos do Médio oriente


Lembram-se dos manos Uday – o dos venenos e choques eléctricos – e Qusay – o executor – Hussein? Esses mesmos, os filhos de Saddam. Um deles, deleitava-se a fazer estourar cabeças de prisioneiros, alinhando-os para desferir tiros na parte posterior do crânio. Uma forma de diversão, como outra qualquer. O outro, adepto de desportos aquáticos, mandava alguns acompanhantes atirarem-se ao Eufrates, para depois, em forte trovoada de risos, alvejá-los à distância. Duas jóias. Além dos seus momentos de lazer, dedicavam-se aos seus trabalhos nas forças de segurança e claro está, ao mundo dos “negócios”. Estes dois” bolinhos de mel” acabaram como se sabe e como vimos, quase em directo pela tv.

Os filhos de Mubarak não eram dados a luna parks de balas, electrólises e outras habilidades do estilo. Preferiam o método da engorda de contas bancárias e da apropriação da coisa pública, como se privada fosse. Terão melhor sorte e um destino infinitamente mais consentâneo com os desígnios do nem sempre Misericordioso.

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Uns rachados, outros fendidos

No elevadíssimo e solene debate parlamentar de hoje, Paulo Portas comparou Sócrates a um disco rachado. Confesso ter-me divertido, inicialmente. Causa: o adjectivo rachado. Sei que provavelmente, para a maioria, a comparação e a frase estão despojadas de qualquer valor humorístico; mas, inadvertidamente, gargalhei, pronto!

Agora a frio, e em reflexão séria, do disco ao próprio homem, o ser ou estar rachado pode ser também sintoma de felicidade ou adversidade. Mudemos, então, de escala e falemos do país. Usando a linguagem figurativa do Portas, afirmamos que Portugal é um rachão; ou seja, é uma racha ou fenda grande, muito grande. De facto, neste sentido, de Norte a Sul mais Ilhas Adjacentes somos, no presente, terra de gente achacada por múltiplos buracos. Uns rachados,  outros fendidos.

Por Alá!!!


Cada vez mais parecido com o Mickael Jackson dos últimos dias, o coronel Kadhafi declarou ontem, não entender a contestação à sua pessoa. Segundo diz de si próprio este “grande líder revolucionário”, apenas desempenha o papel de uma “figura simbólica”. A quem o quis escutar, Kadhafi disse que o seu poder é “semelhante ao de um rei” e segundo corre, chegou ao ponto de comparar o seu “reinado”, com o da rainha Isabel II. Mais ainda, apontou o facto de Sua Majestade estar no trono britânico desde 1952, não sendo isso um motivo para a atacarem.

Tudo isto, apenas nos faz gritar um bem sonoro “por Alá!”

Na Líbia, o povo é que governa

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O homem diz que “o povo é que governa”. Pelos vistos governa melhor se aviões o bombardear. Coisas destas talvez expliquem o nervosismo de anónimos corporativos que se entretêm a postar fotos de outros com o Kadafi. “Ah e tal se errámos, não estivemos sós”. Puf!, grande coisa. Com o mal dos outros posso eu bem. Mas já ouvi dizer que a seguir publicarão as fotos do seu amado líder num jogging matinal em Tripoli.