Uns rachados, outros fendidos

No elevadíssimo e solene debate parlamentar de hoje, Paulo Portas comparou Sócrates a um disco rachado. Confesso ter-me divertido, inicialmente. Causa: o adjectivo rachado. Sei que provavelmente, para a maioria, a comparação e a frase estão despojadas de qualquer valor humorístico; mas, inadvertidamente, gargalhei, pronto!

Agora a frio, e em reflexão séria, do disco ao próprio homem, o ser ou estar rachado pode ser também sintoma de felicidade ou adversidade. Mudemos, então, de escala e falemos do país. Usando a linguagem figurativa do Portas, afirmamos que Portugal é um rachão; ou seja, é uma racha ou fenda grande, muito grande. De facto, neste sentido, de Norte a Sul mais Ilhas Adjacentes somos, no presente, terra de gente achacada por múltiplos buracos. Uns rachados,  outros fendidos.

Comments


  1. Mais fendidos… muito mais!!!!

  2. graça dias says:

    É mesmo assim e nada mais! …

Deixar uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.