Comunicado do grupo 1 milhão na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política

Comunicado 8 de Março 2011

Vimos esclarecer o seguinte:

1 – O grupo “1 milhão na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política”, ainda NÃO tornou pública qualquer iniciativa de rua.

2 – O grupo “1 milhão na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política”, NÃO está de forma alguma ligado à organização do protesto “geração à rasca.

Enquanto movimento livre e espontâneo de cidadãos, este grupo desde a 1ª hora se solidarizou com o protesto, divulgando e incentivando os seus membros participarem da manifestação do dia 12 de Março

3 – Email “Chegou a Hora”

A mensagem de correio electrónico de 30 pontos que tem circulado nos últimos dias no ciberespaço NÃO É um manifesto do grupo “1 milhão na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política”.

É um documento criado por iniciativa de um membro do grupo, num acto voluntário e espontâneo. Mas NÃO É de forma alguma vinculativo dos objectivos a que este Grupo se propõe.

4 – O ÚNICO MANIFESTO publicado até à data pelo grupo “1 milhão na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política”, é o que segue:

Um milhão na Avenida Liberdade porque:

1. Acreditamos que existem políticos, juízes e gestores públicos com honestidade e competência.

Exigimos que deixem de omitir e pactuar com o descalabro organizativo do país.

Contamos com essas pessoas para dar continuidade a uma democrática e honesta gestão de Portugal a par de uma renovação dos valores e das competências.

2. Todo o ganho ilícito, conseguido através do poder que democraticamente foi atribuído a alguns, deve ser restituído aos contribuintes.

Aqueles que ousaram servir-se desse mesmo poder devem ser julgados e assumir as respectivas consequências.

Exigimos uma justiça totalmente independente do poder político e célere.

3. Na origem destas exigências está unicamente o cidadão comum.

Qualquer tentativa de colar estas exigências a interesses de poder, ideologias partidárias, sectários ou outros é repudiada.

Apenas queremos uma renovação inequívoca na gestão de Portugal, pela transparência, honestidade e competência.

Comments


  1. Cometi o erro, gravíssimo, de ler este “comunicado” com demasiado sangue no sistema cafeínico! Resultado, levei 20 minutos a compreender o que queriam dizer e mesmo assim não tenho a certeza.

    Por muito louvável que seja a existência de um grupo que quer 1 milhão na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política, começa a ser difícil destrinçar tantos movimentos e contra-movimentos.

    De trapalhadas como esta e outras que irão surgir, vai resultar uma necessidade, que é necessidade de organização. Pouco tempo depois, vão descobrir que são mais eficientes se tiverem um núcleo central de tomada de decisões e não tarda nada vamos ter outro partido político.

    Estou a escrever este comentário exactamente para alertar dos perigos deste caminho. Sugiro, a leitura de Iron law of oligarchy. As “ciências” sociais estão longe de ser a minha especialidade, mas parece que esta lei até faz algum sentido…


    • As clarificações sucedem naturalmente, e nesta altura é assim; existe uma convocatória e uma manifestação dita geracional, e existe este grupo. O resto são grupelhos fascistóides que vão para os Restauradores (tinha de ser).

      Espero bem que não se organizem. Ontem li umas coisas interessantes sobre redes sociais e revoluções aqui: http://ponto.outraspalavras.net/

  2. maria paulo says:

    Renham juizo meninos, vivemos em democracia e os politicos escolhem-se nas urnas.
    Não corram o risco de querer um D.Sebastião, pois esse se vier será um ditador. Perguntem aos vossos avós, o que é viver com uma ditadura. Já tinham sido todos presos.
    Graças á democracia os meninos podem dizer e escrever todo o tipo de patetices que vos vem á cabeça. Organizem-se e criem pequenas empresas, ponham os vossos talentos a render. O nosso País e os outros, saem da crise assim que os especuladores financeiros tiverem um limite para as transacções de bolsa. è dificil perceber isto?


    • Que raio de tom paternalista. Desculpe o mau jeito, é o que penso.

      Vamos por partes. Em primeiro lugar a democracia. Concordo que é o menos mau dos sistemas de governo, não creio que ninguém queira mudar isso. Repare, a França já mudou várias vezes de regime e não deixa por isso de ser uma democracia. O facto é que a nossa democracia está para todos os efeitos cansada e sem soluções, talvez seja necessário mudar alguma coisa.

      Quanto à sua visão económica, confesso que me ultrapassa. Eu tenho uma ideia diferente do funcionamento dos mercados e dos motivos pelos quais Portugal está a ser castigado na aquisição de dinheiro. Também não compreendo o que tem a ver hipotéticas limitações impostas no mercado bolsista com o mercado obrigacionista. Talvez queira elucidar os participantes neste fórum…

      Finalmente, concordo que os pequenos empresários são fundamentais para a economia de um país. Aqui está outra coisa que tem de mudar e depressa. Estou-me a referir à forma ignóbil como são tratadas as micro, pequenas e médias empresas neste país – sufocadas que estão por impostos e burocracias.

    • Maxx says:

      …há 10 anos que quero por o meu talento a render no que eu gosto de fazer mas só sou condicionado para usar o meu talento a favor de “ajuízados” que falam demais vestidos com as calças dos papás e debaixo das saias das mãezinhas, e já com idade para terem juízo e serem adultos. Reparem que ser adulto é um estado de consciência… e maioria das pessoas têm receio das arma… ops… de reclamar, desculpem.

  3. manuel says:

    Etse esquerdalhos ao fim de quase quarenta anos desta merda aínda não se fartaram de acenar com o perigo da perigosíssima direita e nem veem que são eles que estão a pedir de joelhos por ela! Boa viagem e não contem comigo pra divisões de esquerda direita que são coisas pimárias e sem sentido. Boa viagem idiotas!

  4. José Manuel says:

    Não sou desta geração (infelizmente), estou quase nos 60 anos, mas, e talvez por isso, sei o que é a necessidade de mudança e as aspirações de uma geração, que se vê, quase sem saída.
    Uma geração que está a pagar os erros de várias décadas de imobilismo e de outras tantas, de experiências fracassadas, nas diversas áreas, de algumas tentativas mais ou menos totalitárias e finalmente de um capitalismo, ultra liberal e de um socialismo amorfo e insipiente.
    Concordo que tudo isto tem de mudar e não é, nem com os politicos que temos hoje, a maioria pelo menos, nem com os (patrões) actuais.
    Mas, e a classe trabalhadora, os estudantes, onde é que ficam nisto tudo? Será que estão isentos de culpas?
    Parece-me que não. O país precisa de uma nova classe politica, é verdade, mas, precisa igualmente de uma nova classe empresarial, de um poder judicial isento, não corporativista, de professores com “P” grande, de trabalhadores capazes de terem níveis de produtividade idênticos, aos daqueles países com que nos queremos comparar, de ter alunos irreverentes, mas, disciplinados, respeitadores de professores e colegas.
    O país precisa de pais interessados na educação e formação dos seus filhos.

    Isto não se muda de um dia para o outro, mas, há que começar alguma vez.

    Mas, atenção, mudar só por mudar? Retirar de lá uns, para colocar, mais cedo ou mais tarde, outros de igual cariz? Não.
    É preciso cuidado com isso, porque, vão aparecer desde já, tentativas mais ou menos disfarçadas de um e do outro lado para minarem as boas intenções, de quem verdadeiramente quer a mudança.
    É de facto necessário um núcleo pensador organizador e congregador das iniciativas, que se possa auto-controlar, de molde a não permitir que surjam tentativas internas de desvirtuamento das acções a empreender e dos objectivos pretendidos, e enfrentar todos os ataques e resistências que necessariamente surgem do “statuos quo”

    Por outro lado, todas as acções, não podem deixar de ter em atenção as condicionantes externas que, conjunturalmente se nos apresentam neste momento, sob pena de piorarmos a situação.
    Devem a meu ver transmitir a ideia de mudança, sim, mas, de uma mudança segura, com objectivos claros e de uma mudança de mentalidade a todos os níveis, com novos paradigmas que, nos aproximem daquilo que são os padrões internacionalmente aceites de um povo cultural, civilizacional e economicamente evoluido.

    Esta geração é a que mais potencial teve neste último século.

    Tem de o utilizar bem. Com os meus quase 60 anos estou cá para ajudar.

  5. Rogério says:

    Será que ninguém vê que algo tem que ser feito??? Existe um outro modo de actuar? Penso que não! O poder está tão corrompido que a mudança não se faz através dos votos, pois os que para lá forem serão iguais aos que la estão! Ainda não viram isso desde há 37 anos? Será que somos assim um povo tão cego?

    Basta a ler um pouco de História para ver que as grandes mudanças foram feitas à custa da acção do povo!

    Ainda não repararam que desde o dia 25 de Abril de 1974 o rumo do nosso país foi tomado de assalto pelos que ainda lá estão? Eu nem sou de esquerda nem de direita, sou por um país melhor, gerido por pessoas que queiram servir o país e não por pessoas que queiram servir-se dele. Critico também a comparação a atitudes de esquerda quando se quer romper com o estado de coisas. Querer justiça e igualdade entre todos não é uma atitude de esquerda nem de direita, é uma atitude pós-convencional.

    Ainda ontem li no Económico e transponho:” No Relatório e Contas de 2010, a subsidiária da EDP para as energias renováveis revela que, no total, 10 administradores não executivos da empresa e a CEO, Ana Maria Fernandes, receberam 1.157.939 euros relativos a salários e prémios no ano passado, mais 53% do que em 2009.

    Entre os 11 gestores, mais um do que em 2009, só a CEO Ana Maria Fernandes recebeu um prémio de 208.939 euros, que se somou aos 384.000 euros em remunerações fixas. Em 2009, a EDP Renováveis não tinha pago remunerações variáveis.

    A estes valores juntou-se ainda o plano de poupança de reforma de que beneficiam os membros da Comissão Executiva, que funciona como complemento de reforma e corresponde a 5% do valor do respectivo vencimento anual, explica a EDP Renováveis.”

    Fonte: http://economico.sapo.pt/noticias/salarios-da-administracao-da-edp-renovaveis-crescem-53_112945.html

    Ficar indiferente a isto quando se observa o corte de vencimentos e apoios sociais a quem mais precisa, só pode ter duas leituras: ou come da mesma gamela ou então é sadomasoquista!

    Agora multiplique-se isto por GALP, RTP, IMTT, EP, CGD, CMVM, ANACOM, TAP, ERSE, ISP… fundações manhosas, as inúmeras empresas público-privadas, parcerias público-privadas, comissões de estudo e etc que existem por esse país fora!

    E atenção, fala um indivíduo com emprego garantido, sem preocupações na vida, por isso até poderia estar aqui a defender uma posição de total indiferença perante o estado de coisas.
    A minha preocupação maior não é para comigo, mas sim para os meus filhos e netos.
    Acordem e deixem-se de rotulagens hipócritas!

    • joão cardoso says:

      Concordo inteiramente com o que afirma. Há um ponto que gostaria de pôr à reflexão que é o facto dos jovens que conseguem emprego miserável terem que trabalhar mais de 10 horas por dia. Se têm que estar 10 horas ou mais a trabalhar, os patrões com os lucros poderiam admitir mais jovens.

    • joão cardoso says:

      Há um ponto que gostaria de pôr à reflexão que é o facto dos jovens que conseguem emprego miserável terem que trabalhar mais de 10 horas por dia. Se têm que estar 10 horas ou mais a trabalhar, os patrões com os lucros poderiam admitir mais jovens.

  6. maria m.m. says:

    SR. Rogério, não podia estar mais de acordo consigo. Por isso subscrevo todas as suas palavras.
    E permitam que dê só mais um exemplo, e deixo aqui uma pergunta:- para onde foram os milhões de euros vindos da UE para formação nas empresas e, outras..???
    Aqui no vale do ave só serviu para despedimentos, em nome duma suposta modernização.
    E andam por aí umas vozes que tentam enganar-nos a dizer que os texteis estão bem. Mas quem cá está ou ouve as notícias sabe que estão todas a fechar. Porque será que ninguém vem mostrar a verdadeira realidade desta região??????? SERÁ QUE TEÊM MEDO?????

  7. Bismute says:

    E lamentavel que o mobilizador mail com propostas concretas seja repudiado nesta pagina, substituido por um ‘manifesto’ vazio e sem sentido.
    Mas talvez o processo que esta em marcha ja nao possa ser parado, apesar dos egos e tentacoes de poder individuais, a bem de Portugal.


    • É melhor ir queixar-se ao “grupo do milhão de pessoas que…” Limitei-me a transcrever a sua tomada de posição, e a de quem convoca a manifestação.
      Mas é a tal coisa, há gerações que não têm emenda, e confundem um esclarecimento com um repúdio (e ninguém repudiou o tal mail, que até subscrevo na quase totalidade).

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