confiança

Tal como a criança que dorme confiantemente em paz, há imensos factos da vida que nos fazem rir e estarmos em paz connosco e com os outros. Estou certo de que os meus amigos se interessam pela minha saúde. Estou mais do que confiante que a mulher que amo, é uma pessoa fiel porque faz tudo por mim. Confiante na paciência dos que pretendem ler os meus textos. Escrevo a palavra pretendem, não como insulto, mas como reconhecimento que é impossível ler tantos ensaios que eu envio. Não há tempo, entendo.

Vasculho algumas ideias com o objectivo de provocar o debate que, infelizmente, raríssimas vezes acontece. Assim, como é possível avançar no saber, como nos ensina o método dialéctico de pensar, se não temos contraditores a quem devemos responder? Estou convicto que se eu escrevo um texto com uma tese, que se baseia numa hipótese, a proposta pode estar enganada e é assim que esperamos ser corrigidos. Mas, sem contradição, podemos pensar que não há engano na nossa proposta. John Stewart Mill, no texto de 1848: Principles of political Economy, reeditado também em 1998 pela Clarendon Press da Oxford Univerity Press, debate as ideias dedutivas e indutivas. A lógica indutiva parte do que se vê e prova, remetendo-nos para teses que provam o que acontece na vida real, formulando, assim, um paradigma de ideias que orienta o nosso pensamento; as ideias dedutivas, servem para retirar do nosso pensamento hipóteses que se aplicam à realidade, compatibilizando assim um esquema lógico que Karl Marx, de imediato, usou para as suas hipóteses materialistas históricas, expressas nos seus textos filosóficos.

Confiança, enfim, e coragem são provenientes da convicção no nosso próprio valor. Não é minha intenção salientar o que penso saber e duvidar do que não sei. Apenas é a confiança que deposito em vós para que, uma vez por outra, apareça um comentário de um cientista para debater comigo uma ideia.
Agradeço essa confiança depositada em mim, por alguns dos que debatem as minhas ideias.
Foi, aliás, essa confiança que me levou a escrever estas linhas e a esperança de que mais alguém, um dia, queira debater comigo….
Quase que peço o impossível: a história da filosofia, ou das ideias que fizeram avançar (ou retroceder) o mundo, não rendem lucro. As pessoas estão mais preocupadas em pagar as contas no final do mês, enquanto outras estão focadas na obtenção de bens materiais.

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.