NUCLEAR, as mentiras são mais que muitas e os medos reais

Se não é da tecnologia, é dos sismos, se não é dos sismos, é das pessoas, se não é das pessoas é a merda da realidade que insiste em não se domesticar.

Mas é seguro, seguríssimo, resistente a tudo, ataques armados ou acontecimentos naturais, e não poluidor, quem diz o contrário está apenas interessado em espalhar medos.

Ou, então, vamos inventar um mundo sem sismos nem fenómenos naturais, sem pessoas e, sobretudo, sem a chatice da merda da realidade.

Comments


  1. Sem a merda da energia acabamos como civilização. É uma questão de se correr um risco calculado.

  2. A. Pedro says:

    Eu levo a questão energética a sério, Hélder, e há muito tempo.
    Mas o risco calculado, em países de grandes movimentações tectónicas como o Japão, o Chile e talvez até o sul de Portugal, é sempre mal calculado. É como diz a Lei de Murphy -sim, eu sei que é um adágio- se alguma coisa pode correr mal, um dia correrá. E desta vez não correu bem, mas pode ainda ser pior.


    • Eu também levo estas questões da energia a sério.

      Não vale a pena diminuir o que está a acontecer em Fukushima. É o que é. A situação é muito grave, resta-nos ver o que dá. (Apesar de parecer não haver nuvem radioactiva – o que seria de esperar tendo em conta o design da central.)

      Apesar disto é a minha posição não devermos diabolizar a energia nuclear só porque sim. É óbvio que este tipo de reactores tem muitos defeitos. Por outro lado, como já vários comentadores referiram, há novos designs que nada têm a ver com este. Exactamente na véspera do sismo publiquei isto no Aventar.

      Nunca na história da humanidade houve um standard de qualidade de vida tão elevado como o que usufruímos nos países ocidentais nos últimos 70 anos. Para mantermos esse nível de vida necessitamos de energia. Se conseguirmos obter essa energia de uma forma limpa e sem recorrer ao nuclear, óptimo! Se necessitarmos de recorrer ao nuclear, devemos pesar os prós e os contras e decidir.

  3. Rodrigo Costa says:

    … Quer queiram, quer não, a energia nuclear é de enorme risco. Por mais extraordinários que os cientistas sejam; por maiores que sejam os seus cérebros e poder de equilíbrio, a Vida é um arame que ninguém domina, que, como se pôde ver, mais uma vez, é ela quem decide sobre a estabilidade dos equilíbrios. Felizmente, digo eu!… Porque, se alguém a dominasse… lá se iria a contenção, a réstia de contenção —por medo medo—, que ainda existe.

    Acho, inclusive, que as Civilização deve aproveitar o momento por que passa —não me refiro aos aconteciementos no Japão, mas à crise de identidade e de princípios que a Humanidade atravessa—, para reformular modos de estar e de ser; e perguntar-se se valerá a pena tanta ambição, tanta ganância, que obrigue à procura de formas perigosas de existência, sobrevivência e desenvolvimento.

    Nelas incluo as experiências de material bélico que provocam os abalos telúricos; perguntando-se, já agora, se, situando-se o Japão numa área susceptível de terramostos e erupções sumarinas, alguns destes acidentes não terão, também, na sua base e como soma, a mão humana; se não serão resultado, também, da acumulação de agressões continuadas que exponenciam este tipo de fenómenos.

    Quanto mais a Civilização se esquecer ou desrespeitar as traves-mestras do Universo, as suas fórmulas movimentos, mais a humanidade se aproximará do seu fim —com iPhones, iPades, plasmas, frigoríficos atómicos e pierings de última geração… porque, de facto, já não haverá muitas mais.

    • Nightwish says:

      A energia compra-nos comida segura a preços baixos, bem como medicamentos, liberdade de informação, educação, meios de comunicação eficientes…
      Pode ir para a montanha reduzir a sua pegada, mas eu gosto desses avanços e são sustentáveis se os políticos quiserem.

      Quanto à teoria de causa humana em desastres naturais, não discuto teologia.

  4. Nightwish says:

    Ocorreu um acidente com a falha de bombas hidráulicas a diesel depois de um terramoto seguido de um tsunami, causando uma central que seria desactivada no próximo ano a, até ao momento, soltar uma certa quantidade de radiação.
    Face a um cenário em que o número de pessoas com acesso a electricidade vai aumentar, em que os ganhos em eficiência não passarão de 300% e a necessidade de serviços aumentará, é necessário um milagre na produção energética. Um deles poderá passar pelo aumento em 10000% na capacidade de armazenamento do energia (baterias essas que poderão causar explosões grandes e em cadeia) ou pela investigação e desenvolvimento de nova tecnologia nuclear mais limpa que qualquer outra fonte.
    Enquanto esperamos podemos desligar as notícias e ignorar os milhares de mortos anualmente no uso de carvão, os mortos anualmente em guerras por petróleo, os mortos e torturados anualmente em regimes por nós suportados e ignorar o aumento de CO2 no planeta.
    São escolhas.

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