Avaliação dos professores: perceber a revogação

Carta aberta à ministra da Educação

São inumeráveis as coisas que ignoro: a vida íntima da formiga branca, os elementos da tabela periódica, os hábitos alimentares dos povos indígenas do Chile, as vicissitudes do quotidiano profissional que não seja o meu. Como sei que sei pouco, é usual – digo-o com toda a imodéstia – reduzir-me ao silêncio sobre todos esses muitos assuntos sobre os quais ignoro tudo. Como se costuma dizer: reduzo-me à minha ignorância. Ou ainda: procuro ser do tamanho daquilo que sei. Mais: se não sei, calo-me ou, no máximo, pergunto.

Todas estas características fazem de mim alguém completamente inapto para poder ser um comentador moderno, como um Miguel Sousa Tavares ou um José Leite Pereira ou um Pacheco Pereira, gente abrangente, capaz de perorar sobre tudo com base em nada.

Para aqueles que desejem continuar sem saber quais eram os erros contidos no modelo de avaliação dos professores, é aconselhável que continuem a ler os comentadores modernos. Se preferirem saber, podem, por exemplo, seguir a ligação para a carta aberta à ministra da Educação e lê-la. É certo que tem a desvantagem de ter sido escrita por quem percebe do assunto, mas, por vezes, é preciso experimentar coisas novas: uma pessoa até corre o risco de ficar informada.

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