O realizador que queria agitar consciências

Morreu Sidney Lumet, 86 anos. O realizador que preferia as ruas de Nova Iorque às alamedas de Hollywood. Deixou, para a história, alguns filmes que ficam para a história do cinema. Como “12 Homens em Fúria”, “Serpico”, “Um dia de Cão” e “Escândalo na TV” (Network).

Sidney-Lumet

Admitia que o objectivo do cinema era entreter, mas o tipo de filmes em que acredita ia mais longe. “Obriga o espectador a examinar um factor ou outro da sua própria consciência. Estimula o pensamento e faz fluir a mente”.

“12 Homens em Fúria” foi o seu primeiro filme e o primeiro sucesso. Marcou muitas das histórias que se seguiram sobre o funcionamento da justiça e dos tribunais nos EUA. O maior dos seus filmes, apesar da marca de “Serpico” e “Um dia de cão”, foi mesmo Network (1976), que abordava o universo da televisão e de um apresentador que apontava o dedo, de forma inclemente, à hipocrisia da sociedade dos EUA.

O filme venceu quatro Oscars. Cuirosamente, apesar dos seus filmes terem cerca de 40 nomeações para os Oscars, Lumet nunca venceu, até que, em 2005, a Academia o homenageou com um Oscar honorário.

Há uns anos, numa espécie de entrevista de vida, confessou achar que a arte não muda nada. Porque fazia filmes? “Faço-os porque gosto e é uma forma maravilhosa de viver a vida”.

Comments

  1. João Carlos Correia says:

    O homem era muito bom e mesmo quando era menos bom, sabia fazer.

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