Uma premonição

premonição

Será que há justiça na vida política? Será que a justiça é parte da vida política?

Antes de responder a questões tão evidentes, devemos saber o que é a vida política. É um conceito que vem da língua grega clássica, definida por Aristóteles entre os anos 320-323 antes da nossa era, manuscrito perdido e encontrado na biblioteca de Alexandria, após o grande incêndio causado pelos invasores romanos. Recuperado e restaurado no ano 80 antes da nossa era, define o conceito como o governo da cidade e do lar.

Aristóteles foi preceptor de Alexandre de Esparta, denominado O Grande, que conquistara todo o mundo da sua época, e da excelente governante Cleópatra, Rainha e Farão do Antigo Egipto. Cleópatra VII Thea Filopator (em grego, Κλεοπάτρα Φιλοπάτωρ, Cleopátra Philopátor; Alexandria, Janeiro de 70 a.C. ou Dezembro de 69 a.C. – 12 de Agosto? de 30 a.C.) foi a última rainha da dinastia de Ptolomeu, general que governou o Egito após a conquista daquele país pelo rei Alexandre III da Macedônia. Era filha de Ptolomeu XII e de Cleópatra V. O nome Cleópatra significa “glória do pai”, Thea significa “deusa” e Filopator “amada por seu pai”.

Alexandre III da Macedônia,[1][2][3] dito o Grande ou Magno (em grego, Αλέξανδρος o Τρίτος o Μακεδών, Aléxandros ho Trítos ho Makedón, Αλέξανδρος ο Μέγας, Aléxandros ho Mégas ou Μέγας Αλέξανδρος, Mégas Aléxandros[4][5]) nasceu em 20 de Julho de 356 a.C. em Pela (ou em Vergina [6]) – morreu em 10 de Junho de 323 a.C., em Babilônia[7][8][9] foi um príncipe e rei da Macedônia, e um dos três filhos do rei Filipe II e de Olímpia do Épiro – uma fiel mística e ardente do deus grego Dioniso.

Alexandre foi o mais célebre conquistador do mundo antigo. Na sua juventude, teve como preceptor o filósofo Aristóteles. Tornou-se rei aos vinte anos, na sequência do assassinato do seu pai.

Mais uma vez, guardo as citações do texto original, por serem hiperligações para outros textos.

Fonte; Para Alexandre:  http://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandre,_o_Grande#Rela.C3.A7.C3.B5es_pessoais

Para Cleópatra:  http://pt.wikipedia.org/wiki/Cle%C3%B3patra_VII, e os textos do historiador romancista Stepan Zweig.

Parece que Alexandre e Cleópatra nada têm a ver com o problema que nos faz sofrer estes dias. Eles sabiam governar com sabedoria, calma e justiça, como o Rei Israelita Salomão, relatado pela Bíblia de todas as confissões.

Que os tempos eram outros? Sem dúvida. O governante era considerado uma divindade, protegido pelo seu próprio poder quase mágico. De facto eram governantes que estudavam e eram ensinados, como narrei anteriormente. É sabido que Cleópatra falava sete línguas e sabia escrever. Os seus manuscritos originais, ditados ao seu servo Porfírio, narram a história do Egipto Ptolemaico, a vida de Roma, onde foi rainha, a vida de Júlio César e do seu amando Marco António. Para não ser exibida como botim romano e vilipendiada por eles, planificou o seu suicídio, escrito por Porfírio, e burlou o governado, o Imperador Octaviano.

Alexandre não era grande escritor, faltava-lhe o tempo ocupado nas guerras de conquista do mundo antigo, mas tinha a inteligência, as mãos e o amor do seu companheiro de toda a vida, Heféstion, filho de um nobre da Macedónia. Heféstion, para além de amigo pessoal de Alexandre, foi o vice-comandante do seu exército, até à sua morte, escrevendo, também, o que Alexandre lhe ditava sobre a guerra e as conquistas.

Sabiam governar, pactuavam com os seus inimigos, tratavam os seus prisioneiros como correspondia a sua hierarquia, respeitavam as hierarquias. Alexandre e Cleópatra eram exemplo de governantes,

É evidente que os tempos eram outros, havia mercadoria, havia artesãos, lavradores e profissionais. Havia trabalho.

Hoje em dia, apenas temos dívidas e empréstimos; os juros acabam de subir pelo desgoverno do nosso país, como a Grécia, a Irlanda, Espanha e outros países em todos os continentes. Que esta hecatombe começou nestes últimos anos? Que o antigo Primeiro-ministro e Gabinete não souberam governar?

Senhores, a falência começou com as primeiras repúblicas de Portugal, especialmente com Sidónio Pais, continuou pela ditadura e, mais tarde, pelo mau uso dos dinheiros entregue pela Comunidade Económica Europeia, hoje CE. O investimento foi, diz-se, em modernizar o país, nenhuma indústria transformadora foi aberta e muitos investidores levaram a sua mais-valia, para sítios como a Guerra do Golfo, vendendo armamentos e enviando tropas, pagas pelos norte-americanos. Que o Primeiro-ministro, até ao dia de ontem, não soube parar este desgoverno, é evidente. Esta felonia de um governante, demonstra a passagem de ser um grupo político com força. Os resultados das eleições, revela o mal emprego do lucro. Que Sócrates é um «bandido» e Passos Coelho um benfeitor, é um assunto que está para ser visto.

Apenas sei que esta não é uma luta económica, é política, para ganhar o poder. Vamos ver se o Passos Coelho em breves meses não terá que recorrer aos PEC 5, 6, 7….

O resto da história, está nos jornais e na televisão, no apertar o cinto. Não defendo o anterior chefe de governo, mas teve mais do que dez anos para parar a falência… e não o soube fazer.

De certeza deve continuar na vida política, quando Passos Coelhos não souber também o que fazer: uma Grécia…

%d bloggers like this: