O Expresso e a coerência

O Expresso resolveu fazer uma parceria com a OpenLeaks para divulgar informação vinculadas por fontes anónimas. Nada contra.

Podiam era começar por cumprir o que se haviam proposto fazer quanto aos telegramas da Wikileaks, onde optaram por os divulgar censurados, depois prometeram a respectiva publicação integral para, finalmente, deixarem o assunto cair em esquecimento. Pelo caminho, divulgaram uma linha editorial com uma pseudo-explicação para a falta de coerência.

Uma visão curiosa quanto ao que se dá a conhecer das coisas que chegam ao jornal. Mas agora com a OpenLeaks é que vai ser. Das preferências gastronómicas do Ronaldo à vida social da Tátá-Belinha, não há-de haver importante assunto que não venha a público.

Comments

  1. Rodrigo Costa says:

    Tudo contra, Jorge. A gente percebe que as “fontes anónimas” são as únicas que nunca esgotam: E mesmo que não haja fontes, inventam-nas —assim uma espécie de “cartas dos leitores” ou as “chamadas dos telespectadores” ou os horóscopos, cujos palpites dependem do jornalista que está de serviço —meu Caro, e ainda a procissão vai no adro!

    Um destes dias, vou dar-me á pachorra de transcrever, aqui, partes dos Diálogos de Platão; na altura em Sócrates descreve para o Gláucon como é que se passa de um regime ditaturial para a democracia, e como é que acontece a passagem inversa. E digo transcrever, para não utilizar palavras minha; que, podendo não alterar da ideia, serria sempre um interpretação. Eu chamo-lhes notícias frescas, porque tudo regressa, invariavelmente, ao ponto de partida, porque, realmente, tudo se desenvolve por cíclos, ciclos que, mangas mais compridas ou mais curtas, se repetem. Uma delícia…

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