Neoliberalismo e Materialismo Histórico

Parlamento

Estou ciente de ter escrito este texto antes de escrever e publicar o que escrevi e publiquei ontem, 28 de Agosto, com o título de Materialismo Histórico, definindo a maneira dos Marxs e Friederich Engels: materialismo histórico é uma abordagem metodológica ao estudo da sociedade, da economia e da história que foi pela primeira

vez elaborada por Karl Marx e Friedrich Engels(18181883), mau grado ele próprio nunca tenha empregado essa expressão. O materialismo histórico na qualidade de sistema explicativo, foi expandido e refinado por milhares de estudos académicos desde a morte de Marx.

A tese do materialismo histórico defende que a evolução histórica, desde as sociedades mais remotas até à actual, e dá-se pelos confrontos entre diferentes classes sociais decorrentes da exploração do homem pelo homem. Teoria útil também para explicar as relações entre sujeitos. O resultado é simples, passível de observar nos exemplos apontados por Marx: durante o feudalismo, os servos teriam sido oprimidos pelos senhores, enquanto no capitalismo, seria a classe operária abusada pela burguesia. Resultado destas ideias, seria a frase que fizeram famosos ao trio Marx – Karl, Jenny a sua mulher e o amigo e colega Friedrich Engelsa: Não é a consciência que determina a vida, mas a vida que determina a consciência, frase definitória retirada da realidade e do seu debate contra os filósofos alemães, que pensam que as ideias e o capital nascem do céu e não do trabalho humano, como eles e eu observamos na vida real. No caso da troika Karl, Jenny e Engels, retiravam dados para teorizar, do seu convívio com o operariado que procurava ao Mestre Marx para pedir conselho sobre sindicatos, como pedir aumento salarial, organizar greves e outros assuntos da teoria económica desses tempos. Factos que não era da experiência de nenhures, mas que esta observação participante feita em casa e na Associação Internacional de Trabalhadores fundada por eles e os anarquistas, ou AIT, foram apreendendo pouco a pouco como lidar com na classe capitalista, classe que também não sabia o tratamento com os operariado: era a Revolução Industrial e a história da economia tinha mudado. Não havia experiência nem legislação. Enquanto a indústria se transformava, trabalhadores e proprietários aprendiam como não era ser servo, nem amo, porque é do feudalismo que são aprendidas as relações entre explorador e explorados.

  O operariado era recebido em casa dos Marx como pessoas amigas e iguais e comiam na mesa da família, impedindo ou privando ao grupo Marx de comer, porque a alimentação não dava para todos. Foi na AIT que os Marxs aprenderam que havia uma diferença entre lutar pelo trabalho, e outra, viver em família, como exemplo burguês para o trabalhador, que também não sabia viver em família. O conceito e realidade de grupo doméstico, era para os ricos, para os que podiam não trabalhar e dedicar-se aos seus.

Esta teoria de evolucionismo histórico fundamentava o pensamento Marxista que conduziu à implementação dos regimes comunistas pela “Revolução“, ou seja, a rebelião das classes operárias contra os capitalistas.

O materialismo histórico como propulsor da evolução histórica foi posto em causa quer pelos pensadores liberais, que levaram ao desenvolvimento das Democracias do Norte da Europa, Reino Unido e América do Norte, quer pelos pensadores corporativistas que levaram ao desenvolvimento dos regimes autoritários de Itália, Portugal e Espanha. Assim é que a troika escreve na Filosofia Alemã, a famosa frase citada antes sobre a consciência, ideia organizada apenas por Karl Marx, com a colaboração da sua mulher. Os pensamentos marxistas, estudados para o texto de ontem, hoje não vão repetir-se. Apenas acrescentar que a ideia de família nasce com a união dos trabalhadores e o apoio que entre eles começa a surgir. É assim que aparece a burguesia de classe média e as ideias do neo-liberalismo. O Liberalismo já existia desde o Século XVIII, mas a formação da AIT permite críticas fundadas para o sistema capitalista, aumento de salários, formação de sindicatos e direito à greve. De servos a operários, de operários a técnicos, a pequena burguesia emerge e se mantém até o dia de hoje. Reestruturação da sociedade e uma valente sociedade dividia em classes. Na Ideologia Alemã, os três revolucionários escrevem: Por conseguinte, o facto é este: indivíduos determinados, com uma actividade produtiva segundo um modo determinado, entram nessas relações sociais e políticas determinadas. Eram cada caso isolado, a observação empírica deve mostrar, empiricamente e sem nenhuma especulação ou mistificação, o elo entre a estrutura social e política e a produção. A estrutura social e o Estado resultam constantemente do processo vital de indivíduos determinados. Mas resultam desses indivíduos, não da maneira como surgem aos próprios olhos ou aos olhos dos outros, mas tal como são na realidade, isto é, da maneira como operam e produzem materialmente, como agem nas bases, condições e limites materiais determinadas e independentes da sua vontade.

A produção das ideias, das representações e da consciência está antes de directa e intimamente ligada à actividade material e ao comércio material dos homens. É a linguagem da vida real. As representações, o pensamento, o comércio intelectual dos homens surgem, ainda aqui, como a emancipação directa do seu comportamento material. O mesmo se passa com a produção intelectual tal como se apresenta na linguagem da polícia, das leis, da moral, da religião, da metafísica, etc., de um determinado povo. São os homens os produtores das suas representações, das suas ideias etc., mas os homens reais, actuantes, tal como estão condicionados por um desenvolvimento determinado das suas forças produtivas e das relações que lhes correspondem, incluindo as formas mais vastas que essas forças e relações podem tomar. A consciência nunca pode ser outra coisa senão o ser consciente ( das bewusste Stein ) e o ser dos homens é o seu processos de vida real. E se, em toda a ideologia, os homens e as suas relações nos surgem de pernas para o ar, como numa câmara escura, o fenómeno resulta do seu processo histórico de vida da mesma maneira que a inversão dos objectos na retina deriva do seu processo de vida directamente físico.

Ao contrário da filosofia alemã, que desce do céu para a terra, é da terra para o céu que aqui se sobe. Por outras palavras, não se parte do que os homens dizem, imaginam ou se representam, nem tão-pouco daquilo que são, nas palavras, no pensamento, na imaginação e na representação de outrem, para se chegar depois aos homens em carne e osso; não, parte-se dos homens na sua actividade real e é segundo o seu processo de vida real que se representa também o desenvolvimento dos reflexos e dos ecos ideológicos desse processo vital. Mesmo as fantasmagorias do cérebro humano são sublimações que resultam, necessariamente, do seu processo de vida material, que se pode averiguar empiricamente e que repousa em bases materiais. Devido a este facto, a moral, a religião, a metafísica e tudo o que resta da ideologia, bem como as formas de consciência que lhes correspondem, perdem imediatamente qualquer aparência de autonomia. Essas formas não têm história, nem são susceptíveis de progresso. São, pelo contrário, os homens que, ao desenvolverem a produção material e as relações materiais dessas formas, transformam, com essa realidade que lhes é própria, tanto o seu pensamento como os produtos do pensamento. Não é a consciência que determina a vida, mas a vida é que determina a consciência. No primeiro modo de considerar as coisas, parte-se da consciência como sendo o Indivíduo vivo. No segundo modo, que corresponde à vida real, parte-se dos próprios indivíduos reais e vivos e considera-se a consciência unicamente como a sua consciência.

(Marx e Engels: A Ideologia Alemã, Oeuvres, t. V, pp. 15-16, Mega. “A Ideologia Alemã (1ª parte: “Feuerbach”), pp. 16-18, Editions Sociales, 1953) 

O texto de hoje é resultado do que redigi ontem. Um texto comparando o que não tem comparação. Intitulei-lo, como foi referido mais acima, materialismo histórico, com exemplos de pessoas que não são iguais: as classes existem e faz a diferença entre seres humanos. Vamos deixar em paz, por ter tratado mal uma temática que não devia. Quem leia o texto, saberá. Comparar o neoliberalismo com o materialismo histórico, é como tentar misturar água com azeite.

Bem sabemos, porque já o tenho referido em outros ensaios para este blogue, que o liberalismo é a teoria económica organizada por Adam Smith: essa proclividade, que ele denomina, do homem a trabalhar. Bem como explica, ao longo de mais texto, que do trabalho nasce os lucros que enriquecem às nações. É natural que um autor de 1776, elabore esse tipo de teoria: era escocês, porém britânico, tutor do filho do Duque de Buccleuch com quem percorreram todo o mundo, conheceram terras, formas de trabalho e estudaram com François Quernay, referido por mim como o fundador da teoria da fisiocracia: a indústria não é um bom investimento, alimenta-se com dinheiro, enquanto as plantas, os animais, os cereais, são o fruto da terra que, com trabalho cuidado, como descreveu nos seus textos para a Enciclopédia de D’Alembert e Diderot: Rendeiros (1756) e Cereais (1757). É destas teorias que Adam Smith, um dos seus discípulos, como Tourgaut, elabora 760 páginas de como se deve trabalhar, a necessidade de investimento, as épocas do ano pata lavrar e tratar do cruzamento dos animais, qual o país mais conveniente para comerciar porque pagam em alto preço os bens que recebem e são incapazes de produzir. O mais interessante, é a sua definição de mercado para as transacções, e a contabilidade para as efectivar. Das ideias de A. Smith, botam imensos discípulos, especialmente pessoas do Governo que orientavam a criação do tesouro para as arcas da Nação, na base da sua teoria. Os seus seguidores foram Alfred Marshall (Londres, 26 de Julho de 1842 — Cambridge, 13 de Julho de 1924), Sir John Maynard Keynes (Cambridge, 5 de Junho de 1883Tilton, East Sussex, 21 de Abril de 1946), que criara a teoria do Multiplicador de Investimentos, desenvolvida pelo seu discípulo Lord Kaldor.

A teoria clássica de Smith, foi reformulada pelos cientistas referidos e por John e Rose Mary Milton Friedman. O segundo, no seu texto de 1981: Capitalism and Freedom, Universidade de Chicago Press, defende que o capitalismo competitivo rende mais lucro que o capital parado, para desenvolver mais à frente, também com a sua mulher, em 1980 Freedom to Chosse, Universidade de Chicago, que todo ser humano desde que saiba tratar os investimentos, ter escolas próprias para educar aos seus descendentes, casas e com acções ou shares de pessoas de fora, faz subir a mais-valia, pelo que o lucro fica assegurado. É o que se denomina a Escola Económica dos Chicago Boys

O materialismo histórico é absolutamente diferente. Foi criado a partir das ideais de ser o capital um modo de produção, que não apenas rende lucro, bem como mais-valia, é dizer, ganhar dinheiro com o dinheiro não pago aos produtores jornaleiros, esses seres despojados de bens materiais, os que deviam trabalhar para os proprietários dos bens de produção. As ideias nascem do economista e filósofo Karl Heinrich Pembrohe Marx. Foi discípulo de Hegel a quem abandonara mais tarde para formar o seu próprio grupo de discípulos, organizar sindicatos e reuniões internacionais de trabalhadores. No meu ver, Marx e a Baronesa Johanna von Westphalen, a sua mulher, católica mas convertida as ideias do materialismo histórico, estavam convictos, junto com o amigo da alma Friedrich Engels, de que a propriedade privada devia deixar de existir. A propriedade privada, escrito como está no texto O Manifesto Comunista, da autoria de Jenny Marx, baseada nos debates económicos, filosóficos que os três tinham, mais a situação miserável do operariado para o que formaram, no dia em que a Rainha Victoria de Inglaterra e o Imperador Luís Napoleão Bonaparte, da França pelos anos sessenta do Século XIX inauguraram uma exposição dos trabalhos feitos nas indústrias dos dois países e convidaram, a custo deles, mais de cem operários de vários países. Foi a altura em que Marx, que estudava economia no Museu de Londres em manuscritos antigos, Jenny tratava das filhas e de redigir os livros do marido e Engels ocupado com as suas indústrias de tecidos de lã, em que Marx e as suas filhas crescidas, como Eleanor, a mais nova, formaram a Primeira Reunião Internacional de Trabalhadores ou IIT, a Primeira Internacional.

Marx tinha sido influenciado por Hegel, filósofo e presbítero luterano, quem pela sua vez, aprendeu de outros cientistas, referidos mais em baixo, assim como pela Revolução Francesa. Muitos consideram que Hegel representa o ápice do idealismo alemão do século XIX, que teve impacto profundo no materialismo histórico de Karl Marx.

 Todos eles fizeram de Marx um interpretados materialista da história. Por outras palavras, de que as relações de trabalho eram governadas pela economia. Georg Wilhelm Friedrich Hegel (Estugarda, 27 de Agosto de 1770Berlim, 14 de Novembro de 1831) foi um filósofo alemão. Recebeu sua formação no Tübinger Stift (seminário da Igreja Protestante em Württemberg).

Era fascinado pelas obras de Spinoza, Kant e Rousseau, assim como pela Revolução Francesa. Muitos consideram que Hegel representa o ápice do idealismo alemão do século XIX, que teve impacto profundo no materialismo histórico de Karl Marx.

Para diferenciar aos dois que analisei no texto de ontem: As minhas memórias e a segunda morte de Allende, estas palavras são suficientes para separar as águas do moinho, especialmente quando no jornal de hoje, 6 de Abril do ano presente, leio com espanto que o PS reconsidera a sua posição de pedir ajuda, por pressão dos bancos.

Suficiente para esclarecer o que me parecia um desencontro entre duas figuras que souberam fazer o que entendiam. O português, deve andar pelas ruas da amargura, enquanto Allende fez o que devia, acabou com a propriedade privada, orientou os trabalhos do país pela economia, até o dia da sua morte…

Deixemos Allende reivindicado, ao português cheio de vergonha, mas antes de deixar o materialismo histórico, algumas elucidações sobre a teoria importante para mim: o materialismo histórico.

A religião é o ópio do povo. Karl Marx, parece-me a mim, é e será sempre lembrado pela frase que intitula este texto[1]. Frase que o define como devorador de sentimentos e de ideias de fé[2]. Após pesquisa prolongada com enfoque na vida privada do revolucionário das ideias predominantemente burguesas do seu tempo e as dos nossos tempos, as da sua família e análise do (s) motivo (s) da origem dos seus textos, concluo que essa lembrança é uma grande e pura falácia. Reitero que pesquiso (processo em curso há já vários meses) a vida privada de Marx, a da sua família e o (s) motivo(s) dos seus textos. Vou de surpresa em surpresa. Essa minha prolongada pesquisa tem dado origem a um livro que será publicado com o título de: Marx, um devoto luterano[3]. Entretanto, para este congresso pensei que era de justiça explicar, pelo menos, o motivo desta frase, por ser da doutrina de Marx a mais usada entre nós. A minha questão é: até onde sabemos de Marx e o quê se sabe dele?

O livro que escrevo durante estes dias, de quase 400 páginas, intitulado, como anteriormente referi, Marx, um devoto luterano, parece uma curiosidade. Pelo menos para mim. É bem sabido que sou um social-democrata materialista histórico e dialéctico, quero dizer, social-democrata à maneira de Marx, ideias aprendidas ao longo de observar e analisar a vida e de ler não apenas Karl Marx, Friedrich Engels e as suas obras, bem como ter comigo todas as biografias escritas sobre este homem que revolucionou o mundo na sua interacção social. Pensador que retirou da sua fé luterana as ideias de economia e que teve por mulher, uma aristocrata católica radical, a Baronesa Prussiana Johanna von Westphalen, ou Jenny Marx, como é conhecido pelos poucos que sabem da sua existência[4]. Johanna “Jenny” von Westphalen (12 de Fevereiro 1814, Salzwedel2 de Dezembro 1881, Londres), filha de Johann Ludwig, Barão von Westphalen, professor na Friedrich-Wilhelms-Universität de Berlim e Conselheiro Privado do Governo de Prússia em Triers, foi esposa de Karl Marx. Como diz na biografia do seu pai, Eleanor Avelyn-Marx,  preguiçoso como era, não teria organizado uma teoria que revolucionou o mundo, se não fosse  a sua mulher que  redigia os seus livros, o dinamizava para trabalhar e abstrair dos factos, a teoria que dividiu o mundo em prol dos desamparados. Não teríamos governo de hoje em dia em Portugal, que nos mata à fome e novos impostos, se não fosse por essa minoria de ricos lusos, que tem medo da grande maioria dos sindicatos. O neoliberalismo tem a tendência a aparecer quando não é esperado….

O neoliberalismo e o materialismo histórico, podem ser todo, menos duas espadas uma mesma bainha… Concidadãos, sim, mas camaradas, essa pequena minoria que nos faz viver em falência, pode representar a nossa soberania, de espaldas viradas…Se os Marx estiverem ainda vivos…. O materialismo histórico não permitiria a subsistência da nova forma liberal de governar, a sermos pedintes…


[1] Frase de Karl Marx no seu livro de 1843: Crítica a Filosofia do Direito de Georg Hegel Escrito: 1843-1844, mas citando Hegel. A frase não é de Marx.
Publicado: 1844 na língua original. Transcrito por Eduardo Velhinho; HTML por José Braz para The Marxists Internet Archive. Pode-se ler em: http://www.marxists.org/portugues/marx/1844/criticafilosofiadireito/index.htm

[2] Adesão absoluta do espírito àquilo que se considera verdadeiro. Testemunho autêntico dado por oficial de justiça. Fidelidade. Prova. Crença. Fé religiosa. Confiança. Opinião. Fonte: http://www.priberam.pt/DLPO/default.aspx. Também: No seu aspecto religioso, a fé é a crença nos dogmas particulares que constituem as diferentes religiões, e todas elas têm os seus artigos de fé. Nesse sentido, a fé pode ser racionada ou cega.
A fé cega nada examina, aceitando sem controlo o falso e o verdadeiro, e a cada passo se choca com a evidência da razão. Levada ao excesso, produz o fanatismo. Definido em: http://espiritananet.blogspot.com/2008/03/f-religiosa.html

[3] A frase que intitula o livro, seria gramaticalmente correcta se for referida como: Marx, devoto luterano, era gramaticalmente correcta. No entanto, o artigo um, reforça o conceito de devoção. Conceito que, para o título, é importante salientar, porque explica muita das brigas em que, habitualmente, se enrolava Karl Heinrich para defender os direitos do povo, e os seus como materialista histórico. O conceito devoção era um duplo problema: o primeiro, é que o nosso analisado professava a confissão luterana; o segundo, para mim o pior, é que a pessoa de Marx era “professada”, “venerada” pelos seus seguidores, até o dia de hoje. O que Karl Heinrich dizer, era uma opinião imbatível, venerada. Como materialista histórico, Marx usava e abusava de essa veneração. Apenas que a sua teoria não admitia veneração…  O materialismo histórico é uma abordagem metodológica ao estudo da sociedade, da economia e da história que foi pela primeira vez elaborada por Karl Marx e Friedrich Engels(18181883), malgrado ele próprio nunca tenha empregado essa expressão. O materialismo histórico na qualidade de sistema explicativo, foi expandido e refinado por milhares de académicos desde a morte de Marx.

De acordo com a tese do materialismo histórico defende-se que a evolução histórica, desde as sociedades mais remotas até à actual, se dá pelos confrontos entre diferentes classes sociais decorrentes da exploração do homem pelo homem. A teoria serve também como forma essencial para explicar as relações entre sujeitos. Assim, como exemplos apontados por Marx, temos durante o feudalismo os servos que teriam sido oprimidos pelos senhores, enquanto no capitalismo seria a classe operária pela burguesia. Fonte: as minhas leituras, os meus estudos, o meu ensino e a minha pratica como social-democrata socialista, com as palavras de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Materialismo_hist%C3%B3rico. Como é evidente, uso as palavras da Wikipédia para explicar melhor estas ideias, mas já as tinha definido e debatido no meu livro de 2008: O presente, essa grande mentira social. A reciprocidade com mais-valia, Afrontamento, Porto.

[4] Quem queira saber da sua vida, pode ler a excelente biografia da lutadora pelos direitos das mulheres, Françoise Giroud: Françoise Giroud, nascida Lea France Gourdji, (Lausanne, 21 de Setembro de 191619 de Janeiro de 2003) foi uma jornalista, escritora, cronista, ensaísta e política suíça, radicada em França.

Françoise Giraud, fez parte da resistência francesa durante a segunda guerra mundial, tendo sido presa pela gestapo.

Ocupou cargos políticos desde 1973 a 1979, tendo sido secretária de estado no governo de Jacques Chirac e posteriormente secretária de estado da cultura de Raymond Barre.

Comments


  1. “Jenny tratava das filhas e de redigir os livros do marido” Provas? factos? documentos? voltamos outra vez à literatura fantástica.

  2. Raul Iturra says:

    Obrigado por ter lido o meu texto. Para provas, há uma extensa bibliografia no texto. Para alegeirar o espírito: não me peça trazer o British Musem, não cabe no avião!
    Recomendo ler MacLellan, Hegel e Ratzinger 2007 e 2011, analiza o que lhe ibteressa. Para Jenny Mark, os escritos de Françoise Giroud, Laffont 1992 e o de Heinz Frederick Peters, Allen and Unwin, 1986,que começa com a citação da biografia sobre o seu pai, de Eleanor Avelling-Marx, que diz, e traduço: o meu pai não seria o que era, se a mãe o não estimular a investigar e e escrever os seus livros que ela redigia. Faleceu antes do marido, da cansaço, tanto o amava. Os marx eram cristãos. A fonte da frase de Hehek, pode-se ler em Pode-se ler em: http://www.marxists.org/portugues/marx/1844/criticafilosofiadireito/index.htm
    Não esqueça que estamos a lutar pela Pátria, vendidaà troika.


    • Isso não é uma prova, muito pelo contrário: estimular não é escrever, e a frase tem de estar mal traduzida, porque é em si contraditória: ou “se estimula” ou se escreve.
      Quanto ao Ratzinguer biógrafo de Marx, e à infâmia de chamares cristão a um ateu, fiquemos por aqui, é tão indigente que nem merece comentários.

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