CAVACO, O PRESIDENTE SÓ DE ALGUNS

Para quem ainda tivesse dúvidas, a entrevista que o cidadão Aníbal concedeu quarta-feira a um canal de TV foi esclarecedora: ele é presidente apenas dos 26% de eleitores que nele votaram. A sua militância laranja levou-o mesmo a negar o que ainda há pouco dizia (“há limites para os sacrifícios”), tecendo loas ao roubo de metade do nosso subsídio de Natal. Nem uma palavra de censura ao desmando na Madeira; preocupações com a Banca, mas nem uma só palavra para com as famílias que estão no desespero; caucionou o aumento do IVA sobre gás e electricidade, e abençoou a isenção de impostos sobre os rendimentos do capital. Nem uma palavra sobre os cortes cegos com que o merceeiro de serviço no ministério da Saúde condena milhares de portugueses a uma vida miserável e a morte prematura E apenas insistiu no erro da descida generalizada da Taxa Social Única para as empresas, depois de o manda-chuva do FMI ter dito que ia reconsiderar…

E para o caso de alguns distraídos não perceberem bem o seu posicionamento, Cavaco lá foi zurzir o anterior governo – desculpa que o seu companheiro Coelho tinha dito que não usaria, mas da qual tem usado e abusado.

Depois daquela entrevista, apetece-me mesmo recomendar ao inquilino do Palácio de Belém: fale do sorriso das vacas dos Açores, senhor presidente.

P.S.: as vacas, como qualquer estudante do 2.º ciclo saberá, não sorriem; mas o cidadão Aníbal é economista…

Carlos de Sá

Comments

  1. Pisca says:

    O Sr.Silva é do tempo da redacção em que se dizia:

    “O Sr. Prior também dá leite, mas é em pó……”

  2. Konigvs says:

    Há já uns bons anos que digo que o homem está completamente senil, e não seria nenhuma novidade, pois já Reagan conduziu os destinos dos americanos com alzheimer!!
    Eu não vi a entrevista em direto – nada que o senhor diga me interessa – mas constato com interesse que o homem agora refere-se a si próprio na 3a pessoa!! Entre o Cavaco e o Jardel acho que o brasileiro leva vantagem na sanidade mental!!!

    Num dos períodos mais complicados da nossa história recente, temos um primeiro-ministro sem qualquer preparação para o cargo que ocupa, e a juntar-se à festa um presidente completamente senil das ideias. No meio de tudo isto, e segundo as sondagens, os portugueses estão felizes da vida com eles. Ainda bem.
    .

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