Uma oportunidade perdida

Santana Castilho *

Que temos, dois meses depois? Pensões e salários violentamente tributados, dividendos e transferências para os offshores isentadas. Dez por cento do PIB nas mãos dos 25 mais ricos, cujo património aumentou 17,8 por cento. Impostos e mais impostos, que juraram não subir e de que se serviram para correr com o outro. Aumentos brutais do que é básico, da saúde aos transportes, passando pela electricidade e gás. Venda em saldo do BPN, sem direito sequer a saber os critérios da escolha da proposta mais barata, depois de todos nós termos subsidiado com 2.400 milhões de euros, pelo menos, vigaristas, donos e falsos depositantes. Afã para vender a água que beberemos no futuro. Quinhentas nomeações para a máquina do Estado, cuja obesidade reprovavam. Abolição da gravata. Espionagem barata com muito, mesmo muito, por esclarecer. Descoberta de um caixote de facturas não contabilizadas no esconso de um instituto em vias de fusão. Início da recuperação do TGV, antes esconjurado. Promessa de bandeirinhas nacionais em tudo o que se exporte. Um presidente que se entretém no Facebook, cobardia colectiva e mais uma peregrinação reverencial à Europa, que o primeiro-ministro inicia hoje. A tesouraria do Estado necessitou da troika. Mas o país dispensava o repetido discurso de gratidão subserviente de Pedro Passos Coelho. Aquilo a que ele chama ajuda é um negócio atípico. Atípico pelos juros invulgarmente altíssimos e atípico por o prestamista se imiscuir violentamente na vida do devedor, a ponto de ter tornado o Governo de um país com mais de 800 anos de história, outrora independente, num grémio administrativo de aplicação do acordo com a troika. [Read more…]

É exactamente ao contrário

Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, afirmou ontem que “os técnicos do Banco de Portugal trabalham no Banco Central Europeu (BCE) e são altamente reconhecidos no BCE“.

Falando do BdP convém relembrar que estas instituição perdeu a maior parte das suas funções com a entrada no euro, e não emagreceu o seu quadro de pessoal, nem como é óbvio o vai fazer agora.

E quanto à afirmação de Carlos Costa, é exactamente ao contrário: serem reconhecido pelo BCE como competentes é a prova mais próxima da incompetência do BCE, à vista de todos na crise actual. A nomeação de Vítor Constâncio para vice do BCE seria uma anedota, não fosse um drama. Se os homens que deixaram chegar o BPN e o BPP onde chegaram e passaram anos a falhar previsões económicas são exemplo, só pela incompetência.

Excepto numa coisa: Constâncio era o terceiro governador de um banco central mais bem pago do mundo. Suponho que Carlos Costa não lhe fique atrás.

LufTap?

Esquisito… Diz-se por aí que a TAP será brevemente privatizada e até agora, tal tipo de inovações obedecem a certos critérios. “Aventam-se” várias hipóteses, entre as quais a coligação Ibéria-British Airways que antes de tudo, significa a liquidação da empresa portuguesa e a simples tomada das rotas e da moderna frota. Fala-se também na dupla TAM-TAAG, a aliança que patrioticamente e em princípio mais interessaria, mantendo-se a empresa no âmbito CPLP, com o nome, logo e pessoal. Mas pelo que corre nos gabinetes de pessoal, há algo mais: os zunzuns falam do início de uma redecoração do interior dos aparelhos, obedecendo às normas da Lufthansa, aquela companhia que fundada pelo marechal Göring, tantos sucessos conseguiu nas últimas décadas.

São os “concursos privatizantes” à Esquema deste esquemático regime.

Política de consumidores para Portugal

Querida, encolhi as creches

A arte de Pedro Mota Soares, a caminho do Rossio metido na Rua da Betesga. Pode ficar descansado: por enquanto o seu filho ainda não vai ter de dormir a sesta de pé.

via Minoria Relativa

 

World Through My Eyes

"O Guardador de Uvas"

De repente, numa qualquer esquina de uma rede social, dá-se de caras com alguém que não se vê há anos. Com quem se partilhou farras, jantaradas e até uma confraria (o nosso Fernando Moreira de Sá que o diga, ou é melhor não…).

Foi o que me aconteceu recentemente com o Rui Silva, que anda pela blogoesfera a exercitar a sua paixão pela fotografia: World Through My Eyes é um blogue a frequentar para quem gosta de explorar perspectivas.

Lisboa e Porto têm, os outros não

Foi criado um novo passe social para os pobrezinhos, que tem feito correr muita tinta. Defendo, como é óbvio, transportes públicos financiados pelo estado, mais que não seja por razões ambientais.

Mas há um outro aspecto neste caso que não chega aos jornais: é que este passe, tal como os transportes públicos subsidiados pelos impostos de todos os portugueses, limita-se a Lisboa e Porto. No resto do país contribuímos, com os nossos impostos, mas os transportes públicos são exclusivamente apoiados pelos municípios.

Nas cidades médias onde existem serviços municipais de transportes continuamos a dar sem receber. Chama-se a isto um roubo, com décadas, e na prática mais um pequeno empurrão para que duas metrópoles cresçam ao nível do insustentável, enquanto outras cidades caminham a passos largos para o estatuto de aldeias despovoadas. E depois precisam de mais transportes públicos porque as pessoas vivem cada vez mais longe do seu local de trabalho: assim se planifica o território em Portugal.

foto Denúncia Coimbrã. Espero que com a mudança de governo a CMC não retire esta iniciativa dos seus autocarros…

O 12 de março continua a 15 de outubro

Protesto apartidário, laico e pacífico

– Pela Democracia participativa.
– Pela transparência nas decisões políticas.
– Pelo fim da precariedade de vida.

Manifesto

Somos “gerações à rasca”, pessoas que trabalham, precárias, desempregadas ou em vias de despedimento, estudantes, migrantes e reformadas, insatisfeitas com as nossas condições de vida. Hoje vimos para a rua, na Europa e no Mundo, de forma não violenta, expressar a nossa indignação e protesto face ao actual modelo de governação política, económica e social. Um modelo que não nos serve, que nos oprime e não nos representa.

A actual governação assenta numa falsa democracia em que as decisões estão restritas às salas fechadas dos parlamentos, gabinetes ministeriais e instâncias internacionais. Um sistema sem qualquer tipo de controlo cidadão, refém de um modelo económico-financeiro, sem preocupações sociais ou ambientais e que fomenta as desigualdades, a pobreza e a perda de direitos à escala global. Democracia não é isto! [Read more…]

O Macdrive Está Aberto Até às Duas da Manhã

Linha do Sul.

Neoliberalismo e Materialismo Histórico

Parlamento

Estou ciente de ter escrito este texto antes de escrever e publicar o que escrevi e publiquei ontem, 28 de Agosto, com o título de Materialismo Histórico, definindo a maneira dos Marxs e Friederich Engels: materialismo histórico é uma abordagem metodológica ao estudo da sociedade, da economia e da história que foi pela primeira

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Ó George, não era em 1984, era para 2011

Em 1984, através deste anúncio, a Aplle’s Macintosh apresentava-se ao mundo. Em 2011 o governo de Portugal quer cruzar os dados do Ministério da Saúde com os do Ministério das Finanças.

Linda base de dados vem aí. Terá sem dúvida a vantagem de permitir um atendimento personalizado nos balcões das finanças – então sr. António, não o convido a sentar-se que ainda deve estar em convalescença daquela operaçãozinha à próstata -, e no SNS alguns médicos escusarão de perder tempo – ia-lhe dizer que na minha clínica o operava amanhã, mas já vi que não tem posses para isso – , é só vantagens, portanto.

Como estes ministérios não costumam usar servidores Macintosh e muito menos baseados em software open source, dada a necessidade de pagar o dízimo ao tio Bill, acresce que estarão também estes dados ao dispor de um hacker qualquer. Ou dos serviços de informação, que sempre podem descobrir umas coisas que não vêm nas facturas dos telemóveis…

Pois é George Orwell, falhaste as contas por uns 30 anos. No resto nem por isso.

Os feriados e a repetição das mentiras

Mais uma vez andam a plantar na comunicação social a tanga de que em Portugal há mais feriados que no resto da Europa, desta vez por via do estudo de uma página de hotéis. Pois, pois, estudos há muitos. Republico aqui uma tabela com os feriados reais (não inclui Domingo de Páscoa, nem o Carnaval, que não é feriado, mais sim um pesadelo de Cavaco Silva) e onde se pode verificar que Portugal está na média europeia. Entretanto descobri que na Alemanha os feriados mudam consoante os estados, havendo exemplos fantásticos que pela lógica desta gente a colocariam na cauda da produtividade mundial.

Mas uma mentira eternamente repetida já deve ser verdade. Preparem-se para levar com o 25 de Abril a 24. O Natal é que não será quando um homem quiser.

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FMI rasga memorando, adeus troika

A diretora-geral do FMI considerou como prioritário evitar a recaída na recessão do que endireitar à força as contas públicas no curto prazo, comentou a Eurointelligence. Viragem ao crescimento, em vez de austeridade, como prioridade, acrescentou esta agência europeia de informação. “Dito de um modo simples, as políticas macroeconómicas devem apoiar o crescimento. E a política monetária deve, também, manter-se altamente ‘acomodativa’, pois o risco de recessão ultrapassa o risco de inflação”, segundo as palavras da própria.

A citação é do Expresso, não é do Inimigo Público. E agora? Estava tudo a correr tão bem, a austeridade até ia chegar aos muito ricos… se calhar foi por causa disso. E nada a temer: arranja-se já um escândalo para Christine Lagarde. Trabalhadores da hotelaria de todo o mundo, cuidai-vos.

O triunvirato da manipulação

Existem três elementos básicos para manipular as massas.

O primeiro é o medo, recorrendo-se à tragédia eminente e à exploração da tragédia alheia. A primeira, explorando a ideia que o pior está para chegar castra os ímpetos da demanda. A segunda, faz com que os povos se conformem mais com o que têm que é melhor do que outros estão a passar. Combinadas, travam a reivindicação e estimulam a submissão.

Todavia, o medo nas sociedades democratas não chega, devido a empecilhos como a liberdade de acesso à informação, de expressão, entre outros. Vantagem das ditaduras.

Face às limitações da democracia aos intentos manipuladores, tem de se acrescentar mais dois instrumentos que se interligam com a génese humana: a vaidade e a inveja.

A vaidade, leva as massas a querem exibir. A inveja, a desejar o que os outros exibem. Mais ainda, a vaidade leva a que se queira ter para se mostrar que se tem. A inveja leva a que se queira ter o que os outros têm, independentemente de se poder ter ou não. Bem afinada, a inveja atinge o auge quando se deseja que os outros deixem de ter aquilo que se lhes cobiça.

Esta combinação da vaidade com a inveja, construiu um modelo de sociedade assente na ideia de que se vale não pelo que se é mas pelo que se tem.

Esta combinação do medo, com a vaidade e a inveja, articula-se e sintetiza-se por via da propaganda, que mais não é do que a técnica de convencer a vítima de que aquilo que a prejudica é bom para ela.

Este triunvirato do medo, vaidade e inveja, articulado através da propaganda, criou das mais pérfidas sociedades que acabam por se revelarem absolutamente contrárias ao que uma sociedade livre, democrata e plural deveria representar. E aqui é que está o requinte do triunvirato: tudo isto se alcança através da própria democracia.

Eu sei que hoje não é um bom dia para os sportinguistas mas…

…se querem ver bom futebol, do bom mesmo, o melhor é dia 4 de Setembro (próximo Domingo) rumarem até à Biblioteca Almeida Garret (Porto, Palácio de Cristal) e assistirem, a partir das 14h, ao arranque do Foot Film Fest no âmbito do Douro Film Harvest 2011.

É grátis e serve para carpir mágoas para a falta de “paciência” com certos Domingos, eheheheh.

Nos Colégios Militares a homossexualidade é um vício?

“De facto nos Colégios Militares os professores ensinam, os alunos estudam, não há greves, não há graffiti, não há lixo; há respeito, organização e disciplina. Todo o mundo anda a horas, bem vestido e ataviado; existe hierarquia e sabe-se quem manda e em que circunstâncias. Mentiras, roubos, droga, homossexualidades e outros vícios são severamente reprimidos.”

Li isto no Público de hoje, um relambório fascista de página inteira em defesa dessa aberração que são os colégios militares, antro de violadores que vão aparecendo à luz do dia. Tão depressa não gasto 1,60€ no jornal da Sonae. A prosa tem como autor João José Brandão Ferreira. Ensinado a pilotar aviões com o dinheiro de todos nós “saiu da Força Aérea em 1999, após duas penas de prisão disciplinar“, e privatizou-se. Em 2008 escrevia isto:

Quanto a eventuais substituições do aparelho de Estado, por via não institucional, (…) só há duas questões verdadeiramente essenciais: saber claramente o que se faz no dia seguinte (uma das falhas clamorosas do 25 de Abril) e garantir o abastecimento de géneros à população. E é só nisto que pode haver problema.

A superioridade da democracia é que continua por aí, à solta e a escrevinhar a sua homofobia claramente de veado enrustido como se diz no Brasil. Pode ser que um dia se assuma.

Pouco a pouco dão cabo de tudo

Porque continua a destruição do património ambiental e colectivo, porque há erros que se pagam caro, porque queremos um país mais civilizado, porque há coisas que já nem deviam ser equacionadas, porque continua a sonegação do que pertence a todos a favor de poucos mas com interesses fortes, porque queremos um patamar de desenvolvimento mais inteligente, leia e, se concordar, assine esta petição.

O Tempo das Cerejas

Um burlão apoderou-se da minha conta de gmail – vmcdias2007@gmail.com – (para a qual não vale a pena escrever mais). Como essa conta gmail estava umbicada com o meu blogue «o tempo das cerejas» fiquei sem acesso como administrador ao blogue e, por isso, nem sequer lá posso colocar qualquer aviso aos seus leitores.

Salvo qualquer acto do burlão, em príncipio, todo o histórico de «o tempo das cerejas» continuará a poder ser consultado por eventuais interessados.

Mas a sua continuação e actualização, a contra-gosto meu, terá de ser feita a partir de agora aqui em http://otempodascerejas2.blogspot.com , num produto naturalmente ainda mal amanhado e incompleto.

Vítor Dias

materialismo histórico

marx_engels

Parece-me redundante falar do materialismo histórico. Bem sabemos que Marx o retirou dos Manifestos de Babeuf, dos seus estudos com Hegel em Berlim. No texto de 1848, A ideologia Alemã, Marx, Engels, e Jenny Marx ou a Baronesa Prussiana Johanna von Westphalen, de forma firme e decidida, proclamam e argumentam que não é a consciência que determina a vida, mas a vida que determina a consciência. Ideia retirada de Hegel, da sua investigação entre os operários, especialmente da AIT, dos debates que tinham entre eles sobre as leituras feitas.

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Ensaio sobre a sexualidade

homossexual

No mês de Maio de 2007, no Jornal A Página da Educação, escrevi um texto sobre a temática. Uma temática que tem preocupado o mundo desde que eu me lembro das minhas leituras, aprendizagem, os meus debates, observação participante em terreno e defesa da livre opção. [Read more…]

O estado da banca

É fácil culpar as agências de rating e os bancos pela crise, mas a verdade é que tudo continua na mesma. Se alguém chegar ao pé de ti e dizer eh pá estas acções são de elevado risco mas o seu retorno é garantido. Obviamente a bota não bate com a perdigota, mas o que o cliente pergunta é de quanto é o juro….

Anw, é sabido que os bancos podem creditar 90% do seu investimento. Isto é o mesmo que alguém me emprestar 100 euros e eu por de lado 10 euros e ir jogar à roleta com os outros 90 euros. Agora imaginem isto em larga escala, até mesmo mundial. O sector financeiro joga com dinheiro que na realidade existe apenas uma pequeníssima fracção. Logicamente muitíssimos negócios acabam por ser secundados por dinheiros que apenas existem em teoria, na assumpção da felicidade do sucesso das negociatas. [Read more…]

A descida da TSU e a competitividade das empresas portuguesas

Tenho visto várias opiniões acerca da redução da Taxa Social Única (TSU). A diminuição da TSU reduz os custos de produção, pelo que as empresas exportadoras, principalmente essas, sairão beneficiadas. Parece ser esta a explicação de quem defende a diminuição da TSU. O raciocínio está correto. Esta medida é equivalente a uma desvalorização cambial, pois torna as nossas exportações mais baratas. Aumentando-se a taxa de IVA, as importações ficam mais caras.

Espera-se que a desvalorização fiscal sirva para aumentar a competitividade das empresas exportadores, via redução dos custos de produção. É aqui que eu tenho mais dúvidas. Apesar da descida da TSU conduzir uma redução nos custos de produção, não acredito que essa redução tenha repercussões significativas nas exportações. Os bens produzidos pelas nossas empresas não têm custos de fabrico maiores do que os produtos fabricados na Espanha, na Alemanha, nos EUA ou na Noruega. De igual forma, mesmo que reduzíssemos os nossos custos de produção em 40 ou 50% continuaríamos a não conseguir competir, através do preço, com as empresas chinesas, polacas, indianas ou marroquinas. Estas empresas têm custos de produção incomparavelmente menores do que os nossos. Por isso, baixar os custos para competir com as empresas destes países é uma tarefa inócua.  Poderá haver casos de empresas portuguesas que competem com empresas estrangeiras pelo preço baixo, mas o número tem de ser reduzido. Por isso acredito que o impacto da descida da TSU na competitividade das empresas exportadoras será mínimo. [Read more…]

Os equívocos do senhor doutor

É, de facto, impressionante a quantidade de banalidades que o sr. doutor manuel de herédia caldeira cabral escreve no seu artigo.

Não quero discutir a questão dos salários dos outros – coisa que parece ser da manifesta preferência de muitos portugueses – e não tenho muito tempo disponível. Não posso, no entanto, deixar de fazer um breve comentário a uma passagem que parece absolutamente incrível ter sido escrita por um doutorado em Economia:

“Em áreas em que a densidade populacional é baixa, o transporte por autocarro é, em geral, mais eficiente, económico e em muitos casos até mais ecológico (se se tiver em conta todo o impacto de manutenção da via). Nesses casos, não faz sentido manter linhas só porque estas aí foram construídas no século XIX, nem em termos económicos, nem no que toca à justiça social.”

– O maior custo de investimento em transportes em “via dedicada” – como escreve o doutor – é exactamente o da instalação da “via dedicada”, pelo que o abandono de uma pré-existência em favor de uma outra alternativa deve ponderar esta perda de investimento como um acréscimo de custo para a tal alternativa.

– Dá por garantido (takes for granted) que a falta de rentabilidade de determinadas ligações não pode ser alterada, por exemplo, por reformulação dos serviços indo de encontro às necessidades das populações servidas, ou aumentando as ligações a transportes conexos, ou… (you should know, you name it).

– Não tomou certamente muita atenção às escolhas dos seus hóspedes ingleses durante o tempo em que terá realizado o seu doutoramento em Nottinghamshire (terá tido que lá estar pelo menos uma vez, para apresentar a dissertação – digo eu…). Segundo os seus critérios este serviço regional seria impossível em Portugal e esta linha devia ser fechada por causa da pouca população (em termos relativos da muito povoada velha Albion) das povoações que serve.

Nada como uma “Robin Hood Line” para calar um pretendente a “Xerife de Nottingham”, hem? ;)

zedeportugal in comentário

“Para ver preço, por favor registe-se”

É a indústria e o comércio nacional no seu melhor.

A Monte Campo é uma empresa portuguesa de artigos desportivos; tem um site na internet e uma página no Facebook!

A página da empresa não me deixa perceber com tranquilidade se fabricam os produtos que apresentam e vendem. Mas como o segredo é a alma do negócio, se eu quiser saber os preços das tendas, por exemplo, tenho que me registar, por obséquio…

E terá esta empresa (fabricante?) uma rede de revendedores onde eu possa conhecer e testar os produtos? Não encontrei os contactos, deve ser só uma loja online. Que aborrecimento.

Se calhar vou é comprar esta tenda da Quechua que até tem revendedores em Portugal

Compre português!…

Braga é dos Carros…

Braga é carros, carros é Braga, por todo o lado carros…

nota: o novo hospital de Braga, Parceira-Público-Privada, só tem estacionamento automóvel a pagantes.
Mas passam lá os autocarros da cidade!

Os ricos que paguem a crise

A expressão que dá título a este pequeno texto está muito em voga nos dias de hoje, como sempre acontece em qualquer período de crise financeira.

Tal como a faca de dois gumes, ela dá jeito para cortar em qualquer sentido que seja útil, à  Esquerda e à Direita.

Ultimamente tem sido a Direita a capitalizar – algo que lhe é naturalmente intrínseco – com a dita expressão, colocando os ricos e suas fortunas numa espécie de limbo entre o paraíso do virtuoso capital e o inferno da ruína financeira.

Nesse limbo ser rico é bom enquanto não significar que pode pagar mais. Se significar, então passa-se de rico a trabalhador, como tão bem ilustrou Américo Amorim.

Não entendo que devem ser os ricos a pagar a crise, mas, outrossim, que sejam também eles a pagar a crise. Se tem de haver esforço de todos, que ele seja proporcional às capacidades de cada um.

Depois do PREC e da visita de Olof Palm a Portugal, parece-me que se continua mais preocupado em acabar com os ricos do que acabar com os pobres.

Tenho a convicção de que um dia que se elimine a pobreza, não teremos ricos para nos preocuparmos.

Estas mulheres não são do Norte

Pois são de Paderne, bem ao Sul, mas quase não parece. Filmado por Tiago Pereira. Imperdível.

Moças Nagragadas – Trava Línguas

A Linha do Douro em Agosto (2)

Ferroviários d’um comboio a vapor.

Javier, my Weñe

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I shall not say too much or write far too many words. There are more important feelings and ideas than words.

Your photograph speaks by itself. The way you look: your sweet, very serene and lovely face, your similitude to both of your parents. The way you look after the far too long fight to have a life of your own, away from Mum’s tummy, speak up by them. Is not only the relieve of having left Mum and Pa at ease as you arrived well and healthy into this cold world, cold as we have a crisis, [Read more…]

Câmara de Torres Vedras corta despesas com transportes escolares

Câmara de Torres Vedras corta despesas com transportes escolares

A Câmara de Torres Vedras vai deixar de pagar no próximo ano lectivos os transportes aos alunos que frequentem a escolaridade obrigatória e que residam a menos de quatro quilómetros da escola.

A “poupança” anunciada pela Câmara será de 0,29% do total orçamentado para o ano em curso. Pôr crianças de seis anos a andar a pé cerca de quatro quilómetros, para poupar zero vírgula vinte e nove por cento!

É gente assim que dá muito mau nome ao partido dito socialista.

Carlos de Sá

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