Coisas de que ninguém fala…

O actual governo quer acabar com o estado paralelo. Disso ninguém fala. Aqui vai o resumo do documento público em causa:

Em consonância com o PAEF, o Governo reconheceu, no seu programa, a urgência da redução do “Estado Paralelo”, normalmente identificado por institutos, fundações, entidades públicas empresariais e empresas públicas ou mistas ao nível da administração central, regional e local, definindo que nos primeiros 90 dias de governo, com base num levantamento da dimensão deste “Estado Paralelo” serão definidas as opções de extinção, de reorganização, de privatização ou de reintegração na administração direta das entidades que o constituem, sempre visando uma melhoria dos processos e simplificação das estruturas organizativas consideradas dispensáveis, de dimensão excessiva ou cujas tarefas e funções se encontram sobrepostas na estrutura do Estado, e introduzir alterações legislativas necessárias para melhorar a sua monitorização e operação.

Esta ação deverá estar concluída até final de Dezembro de 2011 e com base nos seus resultados a administração (central, regional ou local) responsável pela entidade ou pelo seu financiamento tomará as decisões consequentes com a avaliação, até final do segundo semestre de 2012, em conformidade com a lei, tendo em vista a racionalização do número de entidades. Até Julho de 2012, e com o resultado do levantamento, serão adotados novos regimes jurídicos para os diferentes tipos de entidades, definindo as regras aplicáveis à sua criação, funcionamento, monitorização, reporte, avaliação do desempenho e extinção, aumentando o controlo sobre essas entidades.

Summer time…

©Pedro Noel da Luz

Desenvolvimento e paz

     Dizia Churchil que a democracia é  o menos mau dos sistemas políticos.  É  verdade.  Tem defeitos e falhas,  como tudo o que é humano, mas tem vantagens incontestáveis sobre as ditaduras. Também se diz que a democracia é um  sistema político caro porque as  suas decisões  obrigam a debates e consensos,  não são tão rápidas como  as  imposições das ditaduras.  É  igualmente verdade.  Mas  a crítica,  unilateral,  vem dos que não querem ter o trabalho  de pensar  pela sua cabeça,  de participar activamente na coisa pública.  Exige civismo 365 dias por ano, 24 horas  por dia. É uma vocação  de bem comum,  de solidariedade,  de construção  cultural assente em liberdade  e respeito pelo próximo.

     Todo o ser humano tem direito  à  educação, à saúde, à habitação, ao trabalho,  à  livre expressão  dos seus pensamentos,  à associação na defesa  dos seus legítimos interesses –  seja qual  for a sua raça, religião, sexo,  orientaçao sexual,  opção  política  e  país de origem.  Não é preciso ser crente ou pertencer a  uma religião  para se saber que é assim.   Basta ser decente. [Read more…]

Ciberguerrilha em Portugal: era deste incêndio que falava Passos Coelho?

Um ciberataque a várias páginas institucionais começou esta manhã. Vítimas: psd.pt | ps.pt | cds.pt | sis.pt | idn.gov.pt | bolsa.sic.pt | http://www.parlamento.pt | ceger.gov.pt

Aparentemente trata-se de um ataque de negação de serviço.

O ataque partiu do grupo LulzSecPortugal, que deixou o seu manifesto também em formato vídeo:

a nossa equipa internauta, é um esforço além fronteiras e a consequência de todos os movimentos em uníssono. vamos provocar comichão aos governos on-line, e mostrar-lhes o que é um choque tecnológico quando nos privam dos nossos direitos.. da nossa privacidade e até mesmo da nossa humanidade. é por isso que temos como alvo as primeiras instituições corruptas a conhecer as nossas frotas e vão estar sobre ataque nos próximos dias. pelas ilegalidades que cometem ao nosso povo, e pela destruição gradual da Constituição Da República portuguesa. mas a revolução nas ruas, depende de ti, e dos teus. a revolução não passa na televisão.

Verdade se diga que descobri a notícia pela página online da TVI. O resto da comunicação social ainda não acordou.

 

Quem nos protege dos nossos protectores?

O João Miranda enumera várias das razões porque as secretas devem muito simplesmente acabar. E nem sequer pede a sua privatização.  É certo que tanto o Ricardo Alves como o João Lisboa têm feito a mesma demonstração exaustiva. Mas faltava a cereja para compor o bolo.

Forte Apache

Alguns desalbergados do espanhol, e não só,  entrincheiraram-se no Forte Apache. Acho muito bem: se há governo, que haja quem o defenda. A presença do nosso Fernando Moreira de Sá dá-me para já a garantia de que pelo menos no futebol temos coisas a comemorar juntos. Nada como uma faísca para incendiar a pradaria.

Rakia

Rakia @ Arredas Folk Fest, Tregosa-Barcelos, 2011.