Portugal, 8 – Suiça, 0

Algo em que somos positivamente bons, genuinamente bons: Hóquei em Patins.

Decorre em Barcelos, até ao próximo sábado, o campeonato do mundo sub-20. Já malhámos em Angola, malhámos na França, na Áustria (pela módica quantia de 38 a 1), e hoje malhámos forte e feio na Suiça. Oito bolas secas, toma, vai buscar… a certa altura, o guarda-redes helvético senta-se a pensar na vida e nas três bolas que viriam a seguir… sábado é a final e Portugal vai lá estar.

Elogios à Junta de Freguesia de Tadim – 1

Na última Assembleia de Freguesia cá do burgo, o nosso ilustre presidente de Junta, José Manuel Cunha, acusou-me – e com razão! – que eu nunca vou às assembleias elogiar o trabalho da Junta.

Pois, senhor presidente, vou dar a mão à palmatória e dedicarei aos elogios à actuação da Junta de Freguesia de Tadim toda uma colecção de textos doravante; mas o senhor presidente tem que me ajudar, tem que me dar motivos para elogiar o trabalho abnegado que faz em prol de Tadim, com o dinheiro dos tadinenses. Desde já lhe agradeço a ajuda e a inspiração….

Fernanda Policarpo e João Vilas em Avenida à Rasca 193

avenida à rasca 193

Versão sem petróleo mas com bananas

Não vos faz lembrar uma célebre foto do antigo ditador iraquiano?

A Líbia e a Charia

Declarações dos novos dirigentes líbios narradas pelo El País estão a provocar uma reacção curiosa. Mustafá Abdel Yalil, antigo ministro da Justiça da ditadura, afirmou:

Buscamos un Estado de Derecho, y de prosperidad donde la sharía sea la única fuente de legislación y eso requiere unas condiciones previas.

Não é uma boa notícia, embora expectável, mas sobretudo não é uma novidade: a Líbia já incorporava a charia na sua legislaçãoMuammar al-Gaddafi teve como suposta originalidade criar uma espécie de ideologia que misturava Marx com Maomé, pendendo muito mais para o segundo que para o primeiro, que não é responsável pelas atrocidades cometidas em seu nome, na Líbia ou na China. O facto de se anunciar que a Líbia não será uma nova Arábia Saudita é tranquilizante, tanto quanto estas supostas intenções o podem ser.

Não estou à espera de uma Líbia campeã dos direitos humanos mas convém lembrar que pior do que estava é difícil. A arrogância de quem despreza as revoluções alheias, uns por islamofobia, outros por lerem Marx como quem lê o Corão, merece como resposta o lamento por não terem vivido na Líbia do ditador ora deposto.  Se no caso dos corporativistas se compreende a rápida nostalgia pelo amigo de Sócrates, se Helena Matos só descansará quando uma cruzada converter todos os infiéis, já à esquerda a cegueira é mais preocupante (e era só perceber o que Cunhal teorizou com a Revolução Democrática Nacional).

Ponto da situação

Encontrado num mail. Entrega-se a quem provar pertencer-lhe. Inimigo Público de sexta-feita, dia 9 de Setembro, e os meus agradecimentos ao leitor que deixou esta indicação.

Corta!

O primeiro-ministro anunciou hoje os primeiros cortes: 1712 lugares de dirigentes e 137 entidades públicas extintas.

É um primeiro passo, significativo. Uma medida fundamental.

Vamos colocar na Constituição um limite ao número de infectados com doenças sexualmente transmissíveis

A ideia é simples e resume-se ao que diz o título deste post. Já a explicação é um pouco mais demorada, pelo vamos a ela sem delongas.

Como é público, as doenças sexualmente transmissíveis prejudicam as pessoas e a sociedade em geral. Defendo por isso que se deve inscrever na Constituição um limite de 3% como tecto para o número de contágios devidos a esta doença.

Esta abordagem tem ainda a vantagem de ser familiar aos portugueses, o que facilita a respectiva adopção, já que segue o habitual padrão de se fazer uma lei sempre que há um problema e é preciso dar a impressão de se estar a fazer algo para o resolver.

Finalmente, assim defendidos pelo latex protector da lei das leis, outras liberdades naturalmente virão. Por exemplo, pode-se passar a morrer mais por insuficiência renal, já que, ao que parece, há que cortar nos transplantes dos rins.