Tomai e lembrai

Acabo de saber pelo telediário do Porto Canal numa reportagem em pleno Congresso do PS, que parece formoso e Seguro, que os militantes do PS andam muito esquecidos do seu hino: “A Internacional”.

Pois é, afinal não é só o queijo que faz mal à memória, o caviar também.

Assim sendo, ó “camarigueiros” – mistura de camarada, amigo e companheiro – aqui vai o vosso hino para mais tarde recordar, de preferência quando estiverem de novo no poder. É que  vocês são muito Esquerda antes do poder, mas depois tendem a guinar à Direita.

Provado suicídio do Presidente Salvador Allende

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Morávamos na 6ª Carlton Terrace, em frente a Holyrood Palace, a casa da Rainha Mary Stuart, mais tarde da Monarquia Britânica. Tinha, entre 200, ganho o terceiro lugar para acabar os meus estudos de pós graduação em Antropologia e Ciências da Educação. Éramos a minha mulher, a nossa única filha Paula, hoje psicanalista, e, por parto, os nossos amigos argentinos, a família Gaudio, Ricardo e Sida e o seu filho Santiago. [Read more…]

Opções

Não, eu não sou também norte-americano. Fui por uns dias, faz hoje 10 anos.

Mas  também já fui guineense, caboverdiano, sãotomense, angolano, moçambicano, indiano e timorense.

A solidariedade é uma escolha e cada um faz a sua.

Crime e castigo

Durante as últimas décadas, governos, partidos – mesmo os que não chegaram a governar – e eleitores colaboraram activamente para que a nossa qualidade de vida subisse consideravelmente. O salto foi de tal forma intenso que foi possível fazer um colosso cultural em Belém (agora emprestado a um particular), ergueram-se estádios em todo o país (que até vão ser demolidos por causa do custo de manutenção), a lista de aldeias com acesso por autoestrada gratuita cresceu exponencialmente (apesar de agora terem que ser pagas) e o número de pessoas a trabalhar directa ou indirectamente no Estado não parou de crescer (tanto bem público precisa, inevitavelmente, de mais eleitores – perdão, trabalhadores).

Talvez nem houvesse problema se por acaso os consumidores não preferissem o preço dos jeans feitos por orientais a trabalharem 14 horas por dia do que os nossos que eram feitos no Vale do Ave em condições laborais justas mas mais caros. Ou se os carros não viessem da Alemanha, os computadores de Taiwan, os tomates de Espanha, os lápis da China e o software da América. Ou então, que tivéssemos todas essas importações mas que a nossa balança comercial não fosse 10% deficitária ao ano, levando o país a endividar-se no valor do seu PIB a cada 10 anos.

Eleição após eleição vemos o crime da irrealidade ser premiado com o voto. Chegado o castigo da conta, é altura de irmos para a rua gritar contra os que até aqui nos trouxeram. Chega de conformismo, abaixo os eleitores. Ups, se calhar os culpados não são “eles” mas sim nós.

Rumo ao Norte

No sentido inverso ao dos pássaros.

O 11 de setembro que mudou o mundo

Friedman e Pinochet

No dia 11 de setembro de 1973 um golpe militar chefiado por A. Pinochet derrubou o governo do Chile presidido por Salvador Allende, eleito socialista que governava recuperando a unidade dos primeiros governos de Frente Popular. Foi para a esquerda um acontecimento que fecundou na altura discussões eternas sobre via eleitoral e via revolucionária, já para não falar da denúncia da mãozinha do Kissinger, sua CIA e governo dos States. A nostalgia ainda hoje é essa.

Para o Portugal que poucos meses depois iniciou um Processo em Curso que a bem dizer nunca foi Revolucionário, o massacre da esquerda chilena (30 000 mortos, segundo a Amnistia Internacional, fora campos de concentração e tortura) pairava nas constantes ameaças de pinochetazo, abortadas num 11 de março precoce e desaparecidas com um 25 de novembro versão português suave.

Isto mudou o mundo?

aparentemente não, o mundo não é o Chile. O aparentemente serve para a versão politiqueira que os media e algumas ciências de ocasião vão fazendo.  Mas mudou, e muito.

Em 1958 a Pontificia Universidad Católica de Chile tinha estabelecido um acordo com a Universidade de Chicago através do qual vários dos seus alunos foram aprender com Milton Friedman aquilo que hoje chamamos de neo-liberalismo. Augusto Pinochet abriu-lhes a porta para governarem, assumindo o que ficou conhecido pela experiência dos Garotos de Chicago, feliz tradução na Wikipédia para Chicago Boys.

Sob uma repressão brutal e 20% de desempregados a mais torcionária das ditaduras sul-americana do fim do século passado, construiu isto: [Read more…]

As ditaduras e o saber das crianças

criança e mãe

Metáfora dos meus netos defendidos

Para todos os meus netos, especialmente o primeiro, Tomas van Emden, filho de Cristan e Paula, nascida Iturra-González. Tomas, Mum shall explain this synthesis of my book of 1998: O crescimento das crianças, Profediçoes, Porto, what we have to live, what we had to fight to survive, and why we were in Viatuxe, Galiza. The little girl over there, is your Mother.

1. Os eruditos.

 

A ditadura não é virtual, é a materialidade da acumulação do poder nas mãos de apenas de uma pessoa que governa. A ditadura não é virtual, assume todos os poderes para agarrar. Para agarrar qualquer um que pense de forma diferente. Qualquer um que deseje a divisão do comando do poder. A ditadura apoia-se, normalmente, nas armas e na proibição de pensar de todos os seres que queiram serem diferentes. Principalmente na proibição de pensar. [Read more…]

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