…é como noutros sítios do Minho, é verde, tem sol, chove…
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Anda pelos jornais, e um deputado do BE requereu a confirmação ao Ministério das Finanças, uma estorinha que a ser verdadeira transformaria o caso BPN na maior burla da História de Portugal, deixando o Alves dos Reis no capítulo dos meninos de coro.
Em 2006 a Amorim Energia teria pedido um empréstimo de 1600 milhões de euros ao BPN, o qual entretanto não pagou. Ora e de quem é a Amorim Energia? do trabalhador Américo Amorim, da Santoro Holding Financial, da trabalhadora Isabel dos Santos, e da Sonagol. E quem é o accionista maioritário do BIC que comprou o BPN? a Santoro Holding Financial.
Com casos destes na vida real, quem precisa de ir ao cinema?
Compreendo a revolta do nosso Jorge quando pede ao Governo para não cortar mais na despesa porque a sua carteira já não aguenta mais.
Afinal de contas, estava tudo à espera que este Governo se referisse à despesa pública quando fala em cortar na despesa.
Talvez não seja bem assim.
O Governo parece estar preocupado, sim, em cortar na despesa privada. E não há melhor modo para isso do que tirar o dinheiro da carteira das pessoas.
Sem dinheiro o pessoal não gasta. A não ser que peça emprestado e se endivide ainda mais, além do tutano, e se agudize ainda mais a crise financeira e tal e coisa…
Pois…
Depois da publicação deste vídeo no Aventar o vice-presidente do PSD desapareceu das televisões (favor que generosamente fiz ao PSD, e não é para cobrar: sou um mãos largas).
Agora, depois do anúncio de um aumento de treta no IRS dos mais ricos leio nos blogues da direita herdeira dos garotos de Chicago que ganhar 5000 euros não é ser rico, blasfema-se e arma-se um 31 por causa do dito cujo.
Este aumentozito é mera manobra de marketing: taxar os ricos só seria eficaz taxando o património, coisa que não se faz com a desculpa de ser muito difícil (mas não impossível: até o Medina Carreira inventou um truque para o fazer, embora agora se mostre arrependido) e em ambos os casos com a ameaça da fuga de capitais (o que não é verdade: quase todos os nossos ricos sacam e sempre sacaram do estado, e não encontram outro estado à mão de semear onde governantes e empresas se misturem com a facilidade lusitana).
Volta Leite Campos, estás perdoado.
Não é novidade nenhuma que os concursos para professores sofram do eufemismo designado por erro informático (que tenta despachar para as máquinas as asneiras dos humanos).
Ontem os resultados forma publicados às 10h, mas 10 minutos depois retirados. Valeu que dois blogues (o Professores Lusos e o Blog DeAr Lindo) foram publicando os pdf’s que alguns tinham conseguido descarregar, prestando um serviço meritório e solidário.
Estamos a falar de umas 50 000 pessoas ansiosas por saberem onde vão trabalhar, e sobretudo se vão trabalhar. Mas como na maior parte dos casos são descartáveis o Ministério que só à tarde voltou a colocar as listas online nem uma explicação deu.
Como já foi por aí sugerido, subscrevo a ideia de que para o ano o Ministério enviei as listas directamente para os blogues, que a malta trata do assunto. E não estou a brincar: 50 000 a acederem a um servidor é realmente complicado, e trata-se apenas de seguir o exemplo dos resultados eleitorais, há muitos anos distribuídos por vários órgãos de comunicação social resolvendo-se assim os entupimentos de outros tempos.
Entretanto o dia amanheceu com mais uns 30 e tal mil desempregados. Nada de novo na frente liberal do oeste.
A propósito das imparáveis demolições de edifícios antigos nos centros urbanos portugueses, noutras paragens vão resistindo peças arquitectónicas de grande valor estético e que são também património nacional de dois povos. Neste caso, a foto documenta o hospital da Ilha de Moçambique, onde à pureza das linhas, podemos acrescentar uma certa grandeza evocadora de outras paragens. Lourenço Marques/Maputo, também tem sido poupada às demolições extensivas que são coisa corrente por cá, na sua antiga capital metropolitana. Sabendo que a falta de dinheiro e de “oportunidade de negócios” podem ser poderosos aliados da preservação de muito daquilo que os nossos antepassados construíram, a actual escassez de crédito representará (?) um feliz travão a tudo o que os “srs. Costas autárquicos” têm feito em Portugal.
Qualquer ilusionista sabe que um truque não se repete. Mas o nosso querido ministro das finanças já deve ser a terceira vez que faz o brilharete de anunciar que vai comunicar cortes na despesa pública e depois, com tremenda lata, tira novos impostos da cartola.
E ao certo, porque vamos pagar mais impostos? Porque temos boa saúde? Porque a justiça é célere? Porque estamos a formar uma geração altamente qualificada? Porque temos um país seguro? Porque vamos ter as reformas para as quais estamos a descontar?
Não. Estamos a pagar mais impostos porque a banca deu o golpe do baú, porque se fizeram obras públicas sem dinheiro para as pagar, porque se deram computadores como se fossem brindes de campanha, porque a torneira para a Madeira continua aberta, porque alguém terá que pagar as eólicas, porque… A lista parece infindável mas pode resumir-se em meia dúzia de palavras: uns poucos pagam a mama de muitos.
Por isso, senhor Vítor Gaspar, deixe de cortar na despesa. A minha carteira está nas últimas.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Descobri na passada terça-feira que este vídeo deveria ter saído no dia 22 de Setembro de 2024, às 23h30. Pronto, ei-lo.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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