No poupar é que está a perda: o fim do Segundo Ciclo

Neste texto, o Paulo Guinote comenta uma notícia saída no Correio da Manhã de ontem, em que Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, e Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional de Associações de Pais, defendem que o Segundo Ciclo deva ser fundido com o Primeiro, de modo a evitar, entre outros problemas, o trauma das crianças de passam da monodocência para a pluridocência, trauma esse que é, apenas, mais um mito urbano.

A verdade é que estes e outros senhores querem, apenas, ajudar a encontrar mais uma maneira de diminuir a massa salarial, o que, em si, não seria negativo se não fosse feito à custa do desenvolvimento do país. No fundo, fazem parte da Escola Pires de Lima.

Sobre este assunto, já escrevi isto. Para pensar mais um pouco sobre este tema, está aqui uma proposta interessante.

 

Comments


  1. O 2º ciclo foi uma forma de, numa primeira fase de massificação do ensino, manter os miúdos fora dos liceus, que eram poucos e já rebentavam pelas costuras, durante mais dois anos, do mesmo modo que o «serviço cívico» e depois o «ano propedêutico» e finalmente o 12º ano foram formas de manter os alunos fora das universidades durante mais um ano…
    Integrar o 2º ciclo com o 3º, criando um nível com 5 anos, ao fim e ao cabo como era o antigo curso dos liceus, seria uma boa solução. Mas, parece-me, os nossos desgovernantes apenas querem poupar umas ma€€a€ à conta da educação…

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