Evento de Solidariedade com Jorge dos Santos (george wright)

Na próxima 6ª feira, dia 9 de Dezembro, 21:30 h. na Ler Devagar / Lx Factory em Lisboa.

Promovido pela Plataforma Guetto a finalidade deste evento, além da divulgação da causa e da situação de Jorge dos Santos, é também a angariação de fundos para pagar as despesas legais.

Na semana passada os EUA recorreram da decisão de não extraditação do Jorge dos Santos, pelo que se prevê uma longa batalha para manter o Jorge Santos em liberdade.

O evento inclui um debate a partir das 21h30 com Ana Benavente, António Pedro Dores (ACED) e um membro do Colectivo Mumia Abu-Jamal.

Haverá também um concerto com:

dUASSEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS, Chullage, Sophie Feat Lorenzo, DJ Mascarilha, Kromo Di Guetto, S For Seward, Dudu, Lord G, Souldjah, Hugo Pina, Hardcore 24, Jackpot, IPACO

É importante a tua participação. Aparece e divulga esta iniciativa de solidariedade.

Colectivo Mumia Abu-Jamal
6 de Dezembro de 2011

http://cma-j.blogspot.com
cmaj@mail.pt

Os ricos que paguem a crise e os números das receitas fiscais

Declaração de (des) interesse: não sou rico nem aufiro rendimentos enquadráveis nos escalões mais altos de rendimentos.

O Estado necessita de receitas e numa altura de crise aumentam as vozes a pedir para se tributar os ricos; eles devem contribuir mais para o “equilíbrio” das contas públicas. Na ânsia de se procurar aumentar a base tributável, e por consequência o valor arrecadado em impostos, novas formas de tributação são constantemente imaginadas pelos criativos do costume. Desde o aumento das taxas mais altas do IRS à taxação das grandes fortunas, todas as ideias que sejam populares são bem-vindas para os tais criativos. Era bom que as pessoas estudassem os dossiês antes de proporem quaisquer medidas. Não é necessário procurar muito para se concluir que as pessoas que pagam impostos em Portugal já são muito penalizadas. É errada a ideia de que os ricos não pagam impostos.

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E diz ele à sua protegida…

“Vou ali falar com aqueles senhores. Quando eles vierem, tens de ter abertura e flexibilidade, ouviste? E fazes tudo o que te pedirem ou vamos ter problemas, estás a perceber? E se os senhores disserem que tens de lhes pagar, pagas e mais nada, entendeste? Fica aí, que depois falamos melhor!”

Petição sobre a dívida da Alemanha à Grécia em reparação pela invasão na II Guerra Mundial

Justification – In Detail

Germany Should Pay its Long-overdue Obligations to Greece

In the summer of 1940, Mussolini, perceiving the presence of German soldiers in the oilfields of Romania (an ally of Germany) as a sign of a dangerous expansion of German influence in the Balkans, decided to invade Greece. In October 1940, Greece was dragged into the Second World War by the invasion of its territory by Mussolini. To save Mussolini from a humiliating defeat, Hitler invaded Greece in April 1941.

Greece was looted and devastated by the Germans as no other country under their occupation. The German minister of Economics, Walter Funk, said Greece suffered the tribulations of war like no other country in Europe.

Justificação – em detalhe

A Alemanha devia pagar as suas obrigações à Grécia, há muito em dívida

No Verão de 1940 Mussolini, apercebendo-se da presença de soldados alemães nos campos petrolíferos da Roménia (um aliado da Alemanha), considerou isso um sinal perigoso da expansão da influência alemã nos Balcãs e decidiu invadir a Grécia. Em Outubro de 1940, a Grécia foi arrastada para a Segunda Guerra Mundial pela invasão do seu território. Para salvar Mussolini de uma humilhante derrota, Hitler invadiu a Grécia em Abril de 1941.

A Grécia foi saqueada e devastada pelos alemães como nenhum outro país durante a ocupação alemã. O Ministro Alemão da Economia, Walter Funk, assumiu que a Grécia sofreu as atribulações da guerra como nenhum outro país da Europa.

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Ex-Scut, passa para cá o pilim e desenrasca-te

Independentemente de se concordar ou não com o pagamento de portagens nas ex-scut, o mínimo que se podia esperar é que, ao começar a pagar, a coisa funcionasse. Parece que não, segundo ouvi nos noticiários radiofónicos. Máquinas de títulos pré-pagos que não funcionam, falta de informação, troços “gratuitos” mas com cobrança de serviços administrativos, falta de alternativas viáveis, etc., etc. Ao fim de tanto tempo e estando no governo o partido que exigiu que não houvesse excepções nas estradas a pagar, seria natural que os utilizadores com custos encontrassem, pelo menos, as coisas organizadas.

Mas não, a portagem é virtual, a organização irreal, o pagamento é que é real.

“Não podia ser mais simples”

Por exclusão de partes, encontrar a pessoa certa.

Sonhos de menino

Para o ex-primeiro ministro José Sócrates, pagar as dívidas “é uma ideia de criança” e pelo que parece, “as dívidas não se pagam, gerem-se”. Compreendemos o que quis dizer numa algaraviada de economês, mas a ideia que J.S. deixa urbi et orbi, vai ao encontro dos desejos mais recônditos de quem tem prestações a cumprir. O neo-filósofo parisiense, deixa transpirar um princípio tão mal compreendido, como perigoso. Se o leitor se esmifra para todos os meses depositar a devida quantia que lhe paga a casa, desista e passe a “gerir” a coisa, abrindo a possibilidade de um dos quartos ser utilizado à meia hora. Se por acaso lhe descontam os dois ou três centos de Euros que lhe garantem a condução do automóvel, não se rale, pois é melhor “gerir” a situação de outra forma, talvez recorrendo a trabalhos “extra” de esquina do próprio e da sua cônjuge.

Ainda ontem Mário Soares dizia em entrevista, que a política é que deve mandar nos mercados. Coisa fácil de proferir e que os ouvidos querem escutar. Com um bocadinho de sorte, talvez pretenda também uma “gerência” qualquer. Onde, isso é coisa que não sabemos.

A voz de Sócrates: a morbidez que a direita adora

Imaginava eu que José Sócrates estivesse politicamente defunto ou, pelo menos, em estado de morbidez profunda. Iludi-me. O homem, incapaz de assumir os danos infligidos aos portugueses, perfilou-se de súbito na boca de cena, no refúgio parisiense em que se albergou, declamando em tom pseudo-pedagógico:

A minha visão é esta, para países como Portugal e Espanha, agora é preciso pagar a dívida é uma ideia de criança…as dívidas dos países são por definição eternas…

A desastrosa intervenção dispensa comentários, porque já contém, em si, os ingredientes que a qualificam. Todavia, há a considerar as consequências para a dialéctica e a retórica no ambiente político nacional. Na hora, em que os portugueses são castigados com duras medidas de austeridade, a voz de Sócrates, remendada por esta desajeitada explicação, é um precioso activo que a direita no poder arrecada e com que se delicia.

A voz de Sócrates é, pois, a morbidez que a direita adora. Enquanto servir de tema central, esquecem-se os aumentos das taxas de moderadoras na saúde, o agravamentos dos impostos, a captura dos subsídios de Natal e de férias e mais o que está para vir, segundo se depreende da entrevista de Passos Coelho à SIC.

Só um pedido: “Cala a boca Zé Sócrates! Os teus disparates, mesmo de Paris, ainda fazem mossa.

Como evitar portagens na A25 e na A23

No dia em que todas as SCUT passam a ser pagas, é importante saber como pagar o menos possível aos assaltantes de estrada. Para saber como fazer na A25, aqui. Para o mesmo efeito na A23, aqui e aqui. Fiquem, ainda, a saber que a A23 é mais cara que a A1.

Dois exemplos de como a blogosfera pode ser um serviço público, ao contrário daquele que é prestado pelas concessionárias e pelo Governo.

PSD e CDS enxameiam Segurança Social com os seus Boys e Girls

Há alguns meses, Pedro Mota Soares, jovem líder parlamentar do CDS, exibia na Assembleia da República um powerpoint que comprovava a instrumentalização e partidarização da Segurança Social pelo PS, então no Governo.
Hoje, Pedro Mota Soares é Ministro da Segurança Social e não tem qualquer powerpoint para mostrar. Mas os factos falam por si.
A nova Presidente do Instituto de Segurança Social, com a saída de Edmundo Martinho, é Mariana Ribeiro Ferreira Costa Cabral, orgulhosa esposa de um descendente de D. Afonso Henriques e filha do jornalista António Ribeiro Ferreira, o tal que queria partir a espinha aos sindicatos e que era um grande admirador dessa «senhora adorável» que se chama arguida Maria de Lurdes Rodrigues. Não tem a experiência necessária para um cargo desta envergadura, apesar de ter passado pela Acção Social na Vereação de Cascais, mas tem o indispensável cartãozinho do CDS-PP, Partido do qual é Vice-Presidente.
Mas há mais. Luís Monteiro, Vogal do Conselho Directivo, foi assessor parlamentar do PSD; Miguel Coelho e Joaquim Caeiro, outros dois vogais, foram assessores parlamentares do CDS.
Nos Centros Distritais da Segurança Social, é o que já sabemos e que há bem pouco tempo foi denunciado pelo PS – Partido que, como se sabe, nunca faz este tipo de coisas. Os Centros de Coimbra, Bragança, Viseu e o Porto, pelo menos, já começaram a infestar a Administração Central com apaniguados seus.
Quanto ao Porto, estamos em presença de um caso deveras interessante. [Read more…]