(produto oficial de Braga 2012)

https://aventar.eu/2011/12/07/1130230/

É trabalhar, vilanagem!

Aproveitando o facto de estar aprovada a meia hora de trabalho extraordinário no sector privado, resolvi publicar este texto meia hora mais tarde do que estava a pensar, o que se traduziu num ganho imediato de produtividade para o Aventar.

Ainda assim, penso que esta medida peca por defeito e defendo que estas decisões deviam estar completamente liberalizadas, dando aos patrões total autonomia para obrigar os trabalhadores a oferecerem mais horas de trabalho, porque só assim é que a produtividade aumentará. Para além disso, deviam acabar com as férias pagas, os intervalos para almoço ou a segurança social, até porque foi assim que a maior parte da humanidade trabalhou, desde o início dos tempos. E construíram as pirâmides e o Convento de Mafra, não construíram? Afinal, é fácil resolver o problema da produtividade.

Vira do banqueiro

Os nossos banqueiros em versão apimbalhada, mas engraçada.

Pela desclassificação do Douro como Património Mundial da Humanidade

Valee e Linha do Tua, foto de Jorge Câmara


O Douro Património Mundial deve ser desclassificado imediatamente pela UNESCO. Dresden já o foi, por causa da construção de uma ponte sobre o rio Elba, e Omã também, por causa da invasão do Santuário do Oryx por uma exploração petrolífera.
É exactamente o caso do Douro e da Barragem do Foz-Tua, que destrói todo o Vale do Tua e a sua linha férrea. São danos irreversíveis, como muito bem diz a UNESCO, por isso a continuidade da construção da Barragem tem de implicar obrigatoriamente a retirada da classificação.
Nada que preocupe demasiado quem manda em Portugal. O que interessa para os neo-liberais que nos governam é ganhar dinheiro e os números é que contam. Mesmo que os contribuintes sejam obrigados a despender milhões por uma infra-estrutura totalmente desnecessária, o que interessa é que a EDP leve adiante os seus negócios.
Desclassifiquem o Douro imediatamente. E de seguida prendam, entre outros, os criminosos Mexia, Sócrates e Passos Coelho.

Património Mundial à portuguesa

Património mundial

é orgulho, com certeza

falta pôr no pedestal

é uma treta à portuguesa *

* Adaptado de Sérgio Godinho

Mudar de vida

Não sei se vivemos acima das nossas possibilidades; não sei se, depois do que foi feito nas últimas décadas, era possível estarmos numa situação menos aflitiva; não sei se os políticos atuais têm feito tudo o que está ao seu alcance para defenderem os interesses dos portugueses…

Por muito que os números sejam dramáticos, por muito que os números sejam escondidos, por muito que nos custe, temos a maior dívida pública de que há memória; vivemos num país que há 37 anos que não consegue ter contas equilibradas; produzimos pouco nos últimos anos. Chegamos a um ponto em que ninguém nos empresta dinheiro. Aqueles que se disponibilizaram a emprestar, mesmo que estejam a defender os seus interesses, conseguiram impor as suas condições. Portugal, depois de ter chegado à situação atual, não tinha muita margem para negociação, precisava do dinheiro para pagar salários, pensões e demais despesas correntes. Podíamos ter optado por outro caminho? Podíamos, mas não sei quais seriam as consequências.

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Passos Coelho, o contabilista plutocrata

Santana Castilho

Para Passos Coelho, a Educação é uma inevitabilidade, que não uma necessidade. Ao mesmo tempo que a OCDE nos arruma na cauda dos países com maiores desigualdades sociais, lembrando-nos que só o investimento precoce nas pessoas promove o desenvolvimento das sociedades, Passos Coelho encarregou Crato de recuperar o horizonte de Salazar e de a reduzir a uma lógica melhorada do aprender a ler, escrever e contar. Sob a visão estreita de ambos, estamos hoje com a mais baixa taxa de esforço do país em 37 anos de democracia. É significativo o facto de, em seis páginas e meia de entrevista recentemente concedida a este jornal, Passos Coelho (e, diga-se também, a entrevistadora) terem remetido a Educação para a expressão das suas sensibilidades: o zero absoluto. [Read more…]

Mendigo, uma profissão com futuro

 

roubado no facebook

Para onde vais, Europa?

Por toda esta Europa governos de direita ascendem ao poder político. A receita é global e comum a todos os estados membros. Austeridade e mais austeridade. A saída para esta crise, dizem os apologistas do fatalismo capitalista e da submissão aos ditos “mercados”, passa por constranger ao máximo o consumo publico e privado, pelo aumento dos impostos e pelo corte dos salários e subsídios associados, assim como uma redução drástica e catastrófica do chamado estado social, ou seja, uma redução drástica e catastrófica dos direitos constitucionais dos cidadãos e contribuintes.

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Hoje dá na net: Framed

Framed – Mike Lambert, que procura um trabalho numa mina, transforma-se no bode expiatório das maquinações de uma mulher fatal. Filme de Richard Wallace, com Glenn Ford e Janis Carter. Página IMDB. Em inglês, sem legendas.

Os maus herdeiros de Sá Carneiro

Eles não se cansam de se auto-proclamarem herdeiros políticos de Sá Carneiro, sempre os melhores herdeiros, está bom de ver. Eles invocam o nome do fundador do PPD a pretexto de tudo e de nada, e sobretudo para justificarem o que não tem justificação.

Mas não fazem a mínima ideia do que dizem, quando apregoam tal herança, como se pode ver da redação de um diploma de Sá Carneiro; diz o artigo 17.º do Decreto-Lei n.º 496/80, de 20 de Outubro, aprovado em Conselho de Ministros de 30 de Julho de 1980:

“Os subsídios de Natal e de férias são inalienáveis e impenhoráveis.”

Carlos de Sá.