A Câmara Municipal de Alijó Pratica a Censura no Facebook

Já era de prever. A página Alijó 360º, mantida pela Câmara Municipal de EDP, perdão, Alijó, foi censurada hoje pelas 23h, poucos minutos depois de eu ali ter comentado um post. (Aparentemente, alguém pago com dinheiros públicos está a fazer horas extra! – a Bem da Nação)

Desapareceram alguns cometários e desapareceu também a possibilidade de serem feitos novos comentários a posts existentes. A verdade e a vergonha na cara parecem incomodar José Cascarejo, esse grande  defensor do progresso que a barragem do Tua há-de trazer. Aposto que esta personagem fosca da democracia transmontana vai, já nos próximos dias, manifestar-se totalmente CONTRA a barragem… pífia gente.

Depois de a EDP ter fechado o seu mural fendido no facebook, depois de Assunção Cristas, ministra do Ambiente, ter feito o mesmo, quem será o próximo a sentir-se incomodado pelas verdades em torno do embuste do Plano Nacional de Barragens?…

Para onde vão os nossos impostos em 2012

Noticias recentes dizem-nos que apesar de tudo a quantidade de impostos que pagamos até nem é muito elevada quando comparamos com o resto dos países da OCDE.

Claro que somos também dos países que mais tem aumentado os impostos mas isso não interessa nada.

Importante é ter uma ideia do destino desse dinheiro.
Imaginemos que recebemos o salário médio, que foram uns dez mil euros por ano em 2009, isso quer dizer que vamos pagar cerca de 3000€ de impostos.

Para onde é que vai esse dinheiro? Vejam na imagem abaixo ou experimentem “O teu Orçamento para 2012

Com Crato é sempre a poupar: viva a revisão curricular!

A divulgação da proposta de revisão curricular feita ontem pelo Ministério já está a ser comentada pelo mundo blogosférico, sendo de destacar, mais uma vez, vários textos do Paulo Guinote, com realce para este, e outro do Arlindo.

Nuno Crato afirmou, para não ser diferente das suas antecessoras, que estas medidas foram tomadas, tendo em conta, apenas, o interesse dos alunos. Permito-me duvidar.

João Casanova de Almeida, não querendo divergir dos seus antecessores, recusou-se a dizer se estas medidas iriam afectar os professores contratados, (não) respondendo que não iriam afectar os professores do quadro.

Tentarei, num texto posterior, explicar por que razão considero que esta revisão curricular faz parte de um caminho profundamente errado para a Educação, no que não serei, decerto, original.

Entretanto, embora compreendendo, em parte, a atitude quase festiva da Associação de Professores de Geografia, parece-me uma posição demasiado corporativista. Dos professores deve esperar-se uma visão mais holística do Ensino, porque, neste momento, não basta que uma disciplina seja beneficiada – mesmo que justamente – para que haja lugar a comemorações.

Rupturas

Com a Revolução do 25 de Abril, milhões de trabalhadores e de jovens, de todos os sectores da sociedade portuguesa, uniram-se para tomar em mãos os seus destinos.

Apostaram, então, na construção de uma nação livre e independente, que proclama a paz, que quer um País assente na justiça social, na saúde, na qualificação e na cultura, na cooperação entre os povos.

Um segmento importante destes homens e mulheres, destes jovens, voltou-se para o Partido Socialista (PS), construíram-no como o partido que defendia os sindicatos livres (unidade sindical) e independentes, a liberdade e a existência das comissões de trabalhadores, a banca nacionalizada (ao serviço da economia nacional), bem como da nacionalização dos sectores vitais da economia (transportes, energia, comunicações), para uma sociedade democrática e de progresso. [Read more…]

Angariadores de seguros de todo o mundo, blogai

É uma profissão tão digna como qualquer outra. Mas deve ter algures um código de conduta, que suponho não contemplar andar pelos blogues a vender PPR’s com o estafado argumento de que a Segurança Social não se sustenta, é um esquema Ponzi, etc, etc.

Não me assistem grandes competências matemáticas para explicar porque não é bem assim, a despeito dos esforços governamentais sucessivos para dar cabo do sistema, e sobretudo de não se saber muito bem por onde têm andado os seus fundos, mas a este esclarecimento do Tiago Moreira Ramalho ao iletrado do costume (e a tantos outros, este mês deve haver uma promoção numa seguradora qualquer, ou será por causa da aproximação do fim do ano fiscal?) sempre acrescento que bem pior do que a pirâmide etária (que numa economia em crescimento se resolve muito bem com a imigração) é o desemprego o principal inimigo da CGA, a menos que os desempregados comecem a descontar o que é capaz de ser complicado. Teremos 20% da população activa nessa situação algures no próximo ano (sim, é um prognóstico antes do intervalo).

E depois há aquele detalhe de as seguradoras, normalmente ligadas a bancos, tal como estes também falirem, experiência que no outro lado do Atlântico é bem conhecida em particular quando investem os fundos de pensões em activos tóxicos, uma medida pouco ecológica, e de também não andarem muito longe do tal esquema piramidal, simpaticamente conhecido entre nós por D. Branca no que também podia ser uma alusão à branca que dá na memória dos nosso angariadores de PPR’s disfarçados de fazedores de opinião.

Os estados também vão à falência? de  certa forma sim (a rigor até não, supõem-se eternos), principalmente quando se metem a tapar os buracos dos bancos. Mas convenhamos que demoram mais tempo e tem acontecido menos vezes…


Adenda por distracção: ah, e aquela banhada do fundo de pensões dos bancários que faz este ano da contabilidade do estado a maior vigarice dos últimos tempos, obrigado Sérgio Lavos, ando nefelibata de todo.

A Arte de não quererem saber

Depois dos britânicos se terem recusado a tomar parte no acordo que foi elaborado ontem pode-se adivinhar a reacção de toda a Europa. De facto, ingleses pobre e mal agradecidos que nem o euro têm, ai ai que chatice. Pois. Isto é um acordo económico e eles nem o euro têm. Sinceramente, se eu fosse ao David Cameron nem lá tinha posto os pés porque no fundo não é nada com eles. Vamos pensar, agora. Cameron fez isto para consumo interno.Sarkozy não gosta, Passos lamenta-se? Pois, mas basta olhar para as headlines dos jornais ingleses para saber qual a opinião. Aliás enquanto os jornais europeus (veja-se o público que nas primeiras linhas desta notícia) tratam o resultado como se este tivesse sido uma derrota de Cameron, os jornais ingleses tratam isto como uma corajosa tomada de decisão por parte do PM britânico. Ainda não fui à caixa de comentários do Telegraph mas não preciso porque já estou mesmo a imaginar.

Mais palavras para quê? é o organigrama do mundo actual

O meu pai, que me ensinou a gostar de organigramas desde pequenino (agora decidiram chamar-lhes organogramas, que mau gosto) deixando-me desenhar com aquelas réguas de programador com que até eu rabiscava figuras geométricas, mandou-me este. Fonte desconhecida.

Hoje dá na net: DESAMARRAS | Rostos do Rendimento Social de Inserção no Porto

Para que serve o Rendimento Social de Inserção?
Financia a preguiça ou é uma medida socialmente útil e indispensável?
Que problemas e questões se levantam na vida de quem dele beneficia?
Estas são algumas das suas vozes.

Meta a demagogia fácil no bolso e veja como é. Eles têm cara e têm vida. Por enquanto.

Moddy’s e mercados vencem a ‘Cimeira de Merkel’

Um par é sempre o dobro de um. Aritmeticamente é 2 = 1 + 1. Outra regra: a soma das parcelas é sempre maior do que qualquer partes. E por mais truques linguísticos que se inventem, matematicamente falando, Merkozy não é igual à soma Merkel + Sarkozy. É mera sinopse de linguagem.

Raciocínio complicado? Talvez. Serve, no entanto, para ilustrar que sendo Merkel uma fracção maior e Sarkozy um fragmento mínimo, a primeira parcela supera a segunda, criando uma falsa paridade à qual a Europa, excepto o RU de Cameron, está submetida.

Assim, a salvífica Cimeira de 9 de Dezembro, cujo desfecho foi aceite com subserviência por 17 + x países – e o x é simultaneamente uma incógnita e uma variável de 1 a 9 – está a corresponder a uma derrota para a Sra. D. Angel Merkel – e Sarkozy cai por arrasto. Não por acção do grego Papademos, do italiano Monti, do espanhóis Zapatero (de saída) ou Rajoy (de entrada), do português Passos ou de tantos outros que, na Áustria, Finlândia, Holanda e outras paragens, se juntam na confraria da sociedade do ‘bem estar e dominar’ alemão.

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