
Terceira área urbana de Portugal.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Terceira área urbana de Portugal.
Lembro-me de ouvir Cesária Évora quase desde pequeno. Lembro-me, já lá vão muitos anos, dos discos de 33 rotações que passavam nas festas dos meus pais, dos singles de 45 que continham sucessos que todos os seus amigos cantavam. Eu puto, a ouvir aquilo e aquilo a entranhar-se em mim. Depois, sim, ouvi-a muito, vi-a menos do que desejaria.
Depois soube-se que já não cantaria mais, apesar de amigos em Cabo Verde me terem assegurado que preparava um último concerto nas ilhas que eram suas. Não foi assim. Quem canta agora, Cesária, mo da bô?
Ildo Lobo, Orlando Pantera e tantos outros estão felizes seguramente. Mais alguém para se juntar a eles e fazer a festa no paraíso.
No Público de hoje, surge um balanço acerca do impacto do Acordo Ortográfico nas escolas. Como tenho a intenção de escrever uma série de textos sobre o assunto, em Janeiro, limitar-me-ei, para já, a comentar alguns passos da reportagem.
Ana Soares: “Podemos ter questões pessoais [em relação ao acordo] mas estamos revestidos de uma obrigação perante a sociedade.”
É absolutamente inaceitável que alguém tenha “questões pessoais” em relação ao acordo, independentemente de ser contra ou a favor. Não é aí que reside o problema. Concordo plenamente com o facto de termos “uma obrigação perante a sociedade”. É, portanto, fundamental que sejam apresentados argumentos, desde que assentem em dados linguísticos ou pedagógicos, o que não acontece com os todos os que defendem o acordo e com alguns dos que o criticam. O Acordo deve ser revogado, como deve ser impedida a construção da barragem do Tua. [Read more…]
Para mim é , sempre será lectivo. Algo que acontece é um facto, já um fato apenas conheço o que se veste. Escrevo como aprendi e não como determinaram os políticos.
Esta afirmação de Luís Figo tem muito em comum com aquilo que Portugal quer fazer: vender tudo o que tem em Portugal, sendo a entrega – venda é outra coisa – da EDP um dos exemplos mais recentes.
É claro que há algumas diferenças: Figo vende tudo o que tem aqui para ficar melhor lá fora; Portugal venderá o que tem e ficará mal cá dentro. O ex-jogador conserva os dedos e troca de anéis; Portugal nem orelhas para brincos terá, até porque já perdeu a cabeça.
Na mesma entrevista, Luís Figo declara o seu arrependimento por ter apoiado José Sócrates e comenta a crise com esta clarividência: “Não me venham dizer que há uma crise financeira, uma crise mundial. Há é políticos que gastam mais do que há para gastar. E isso é o bê-à-bá da economia. Não é preciso ser muito inteligente para perceber isto – eu não sou muito e não gasto mais do que aquilo que tenho.”
Não sou obrigado a gostar do homem, mas esta frase poderia ser aproveitada para epígrafe das conclusões da Iniciativa por uma Auditoria Cidadã à Dívida Pública.
O comandante da Polícia Municipal da minha aldeia tem um processo disciplinar em cima porque anexou este powerpoint a um mail. Fantástico não é? para o presidente da Câmara. o beato Barbosa de Melo que herdou o cargo, é pornografia e uma pouca vergonha. O Natal para esta gente é só santinhos. Amén. Sendo verdade que as imagens estão ao nível de um calendário de oficina, eu subscrevo a petição “Quero que comandante da PM de Coimbra continue a enviar postais”
Esta semana só morrem os bons. Adeus Cesária.
Na ausência de qualquer vontade por parte das autoridades de encarar o problema da dívida na óptica dos interesses dos portugueses no seu conjunto, tomamos a iniciativa de iniciar um processo de auditoria à dívida pública com os meios ao nosso alcance. A auditoria deve avaliar a complexidade do problema da dívida, calcular a sua dimensão, determinar as partes da dívida que são ilegais, ilegítimas, ou insustentáveis, e exigir, em função dos resultados, a sua reestruturação e a sua redução para níveis social e economicamente sustentáveis.
Porque anda toda a gente com a boca cheia de dívida mas no fundo nem sabemos quanto devemos e sobretudo o que devemos. E seremos nós que devemos, ou andamos a pagar as dívidas dos outros? Apurar a verdade antes de pagar pareceria do mais elementar bom senso. Mas a direita quer que paguemos porque quem não paga é caloteiro. Pois é. E quem rouba é ladrão, ou os assaltos às finanças públicas vão continuar impunes?
“Chamei a atenção [antes das eleições] para os perigos que corria a região Património Mundial do Douro (…)”, Francisco José Viegas, Secretário de Estado da Cultura.
Qual destas palavras não perceberam?
“Um indivíduo que não acredita que há outra vida é que tem a fuçanguice de deixar uma marca. Eu gostei de servir e levo aspectos da vida muito bons, que talvez sirvam como referência, mas também cometi erros e talvez vá pagar por eles. Pelo menos era justo que assim fosse. Se não há esse sistema de justiça, é uma pena, mas andamos aqui a fazer de parvos.”
Quando Soares visitou Goa, uma cerimónia esperava-o no Palácio do Hidalcão e as necessárias formalidades protocolares foram cumpridas.
Ao ver a bandeira portuguesa subir no mastro, um velho goês, ostentando as suas condecorações dos seus tempos de servidor do Estado Português da Índia, disse a quem o quis ouvir, neste caso os milhões que na altura seguiam o telejornal da RTP:
-“Há trinta anos que esperava por este momento!”
Como já se tornou habitual, Soares regressou de Goa, Damão e Diu, declarando-se “espantado” pela ainda tão forte presença nacional naqueles territórios. Se isso lhe serviu de lição às balelas ocas que o Esquema vigente propala, ou contribuiu com algo que pudesse acarinhar aquelas gentes e manter os laços culturais com a antiga pátria, essa é uma outra questão. Aliás, nem sequer é questão, pois não existe.
O Tempo
caminho da razão no ventre das horas vazias o sonho de não serem horas todas as horas sem tempo.
O tempo
uma sinfonia de sonhos nascidos entre as asas e os dedos pintando as cores da razão por entre sombras e medos.
O tempo
a força do abrigo das mãos dadas com a haste frágil do trigo caminho incerto sobre abismos de gestos e palavras sem regresso.
O tempo
prisão de chegadas e partidas sem horas de liberdade um poema crucificado nos labirintos da verdade.
O tempo
uma guitarra chorando nos dedos da Primavera um beijo sempre à espera entre os lábios do Verão.
O tempo
horas de tudo e de nada na inquietude da mente a liberdade acorrentada entre as velas e o vento.
O tempo
uma paveia de esperanças nos braços da ilusão um poema abandonado entre o sonho e a razão.
After the Thin Man, comédia que faz parte de uma série de seis filmes “Thin Man”. Nick investiga o caso de um homem desaparecido. Filme de W.S. Van Dyke, com William Powell e Myrna Loy nos papeis principais. Este filme conta também com a aparição de um jovem James Stweart (28 anos). Página IMDB.
Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Dos Tradutores Contra o Acordo Ortográfico
“Costuma dizer-se que quem não chora não mama. Ah, esperem, não é isso”.
#abortoortográfico #anedótico #ridículo #línguadescaracterizada #revogação

Estive contigo há mais de 30 anos nas grades do Coliseu.
Agora é só descer a rua. Anda!
“A maior parte da música é uma merda”
–-Mário Barreiros
“Isto é muito confuso para a tua cabeça”
—Jorge Jesus
“Não está em causa o direito à opinião, está em causa o relativismo opinativo”
—Ana Cristina Leonardo
Mourinho é uma recente prova viva de que as derrotas não são inevitáveis, coisíssima nenhuma. E o jornalista da Cadena SER ficou sem resposta à altura e, pior, sem a informação.

Os africanos invadiram África. Ele há cada coisa…
É verdade. Escreveu aquele “agora facto é igual a fato (de roupa)” e nunca se retractou.

Foto:Paulo Novais/Lusa
The Guardian. O que interessa é a arte, a arte, a arte!

(Foto de Francis Goodman/Getty Images)
Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
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