O que seria de nós sem a música?

Hoje, dia 26, de volta à «realidade», o choque não foi tão duro, ouvindo na Antena 2, a música de G. Gershwin. Partilho com os amigos do Aventar esta fabulosa música escrita em 1925, que nos enche as medidas.

Proibido gostar de políticos

Gostar de políticos em geral é uma actividade para parvos. Ter gostado muito de Obama parece ter sido um pecado universal que, mesmo entre vómitos e o nojo das descrições de brutalidades praticadas pelos soldados dos States no Iraque e pelo mundo fora, parece difícil renegar. Gostar de políticos é uma actividade que deveria ser banida e ensinada como prejudicial nas escolinhas das terrinhas. Alias, gostar de políticos deveria ser algo declarado ostensivamente de “mau gosto”. As velhinhas dos comícios e os seus bonés panfletários deveriam ser inconstitucionais e neste tempo de crise os jantares/ encontro com militantes deveriam ser regulamentados por decreto. Um por ano no máximo. Haveria menos palhaçada e menos gaffes para alimentar a imprensa. [Read more…]

Os professores emigrantes: da ficção à realidade

expresso (2)

Quando escrevi este ‘post’, ignorava em absoluto o que seria a 1.ª página do ‘Expresso’, publicada horas depois.

O meu texto foi inspirado pelo conhecimento, não digo profundo mas suficiente, da comunidade de emigrantes portugueses no Rio de Janeiro, essa cidade maravilhosa dos meus sonhos, onde visito um núcleo de familiares muito próximos.

Infelizmente, e como era meu saber de que naturalmente a condição de emigrante, mesmo dos mais qualificados, em parte considerável dos casos, redunda em fracassos de ordem profissional, pessoal e familiar. À partida foi uma estória ficcionada. Todavia, menos hiperbolizada do que imaginado por alguns.

Como sabemos,  a realidade com frequência mitiga a ficção. Foi o caso. Para o provar, além do título do jornal que desmente a infeliz ideia de Passos Coelho, em relação ao Brasil e Angola, países por si citados, dominam agora partes do discurso de responsáveis brasileiros sobre a “leviana” sugestão do nosso primeiro-ministro:

Não é verdade que o Brasil esteja importando professores. Temos carências, de facto, nas áreas de Matemática, Física, Química e Biologia mas também temos problemas de absorção de mão-de-obra estrangeira, nomeadamente de ordem burocrática”

Nunzio Briguglo, assessor do Ministro de Educação Fernando Haddad

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Primeiro-Ministro contesta Passos Coelho

Já durante a campanha eleitoral, foi possível assistir a terríveis disputas entre Pedro Passos Coelho e o então presidente do PSD. Recentemente, já o Ricardo Santos Pinto pôde demonstrar que o actual Primeiro-Ministro tomou decisões contrárias àquilo que Pedro Passos Coelho tinha prometido. No discurso de ontem, o Primeiro-Ministro acabou por atacar o chefe do governo português, que, recentemente, defendeu a emigração dos desempregados:

Estou bem consciente dos problemas que tantos enfrentam, sobretudo o dos jovens que querem começar a realizar os seus sonhos e o daqueles mais velhos que, apesar do capital acumulado de saber e de experiência, se vêem afastados do mercado de trabalho. Uma sociedade que se preza não pode desperdiçar nem os seus jovens nem as pessoas que se encontram na fase mais avançada da sua vida activa.

Pela parte que me toca, devo dizer que já dei por mim a concordar, algumas vezes, com Passos Coelho, embora nem sempre tenha estado de acordo com o Presidente do PSD. Do Primeiro-Ministro discordo quase sempre, à excepção da última frase do seu discurso natalício. O facto de uma multidão ser a mesma pessoa já foi experimentado por um poeta com resultados fecundos e já deu origem a vários internamentos por razões psiquiátricas. Quando isto acontece com um governante, são os cidadão a beneficiar de tanta fecundidade e de parcos pagamentos.

Quanto custa uma monarquia?

Nunca acreditei na muitas vezes vendida teoria de que os Bourbons castelhanos ficam mais baratos aos nossos vizinho que o Palácio de Belém. E um dia o azeite viria à tona de água. No orçamento de 2010 tivemos “como despesas orçamentadas da Presidência da República: 17.464.000,00 €”, cito um blogue de propaganda monárquica.

Hoje o Público apresenta-nos os custos no ano transacto da família real:  8.434.280 euros,

Pero los 8,43 millones son sólo una parte mínima del coste real de la Corona. Hay que sumar las partidas que el Gobierno reserva para Juan Carlos y su familia –viajes oficiales, recepciones, salarios del personal de la Zarzuela…– y para la conservación de los palacios y jardines, y que figuran en otras partidas de los Presupuestos. Escondidas, pero ahí están. Ello haría un total de 59,28 millones. Aún habría que añadir los gastos de seguridad, de coches y chóferes, o de la Guardia Real. Estos costes los asumen los ministerios del Interior, de Defensa y de Hacienda, pero el importe se mantiene en secreto.

A mentira, as monarquias e os seus gastos ocultos sempre andaram de mãos dadas. Esta semana teremos números mais exactos.

Hoje dá na net: It Happened One Night

It Happened One Night, comédia romântica de Frank Capra de 1934, ocupa o lugar 138 no top 250 do IMDB. Foi o primeiro filme a conquistar as cinco categorias mais importantes dos Oscars: filme, realizador, actor, actriz e argumento. Página do IMDB. Legendado em português, consulte as instruções depois do corte.

 
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