Tornar-se pessoa

Durante a minha licenciatura em Ensino de Música, um dos livros que mais me marcou (talvez o que mais me marcou) foi, sem dúvida, Tornar-se Pessoa de Carl Rogers, um livro cheio de ensinamentos não só para professores mas para todos em geral!

Depois do indiano Krishnamurti (ver o meu post O Medo), Rogers vem por associação, porque são muito semelhantes, não obstante estarem geograficamente tão distantes! Rogers foi um importante psicólogo americano, que «revolucionou» a psicoterapia.

Comemorou-se, em Fevereiro, os 110 anos do seu nascimento. Penso que é uma óptima oportunidade de relembrar os seus ensinamentos e conhecer o que aprendeu na sua longa experiência como psicólogo, psiquiatra e psicoterapeuta através desta obra.

Escolho à sorte algumas passagens, para que fique o apetite em conhecê-lo melhor e com calma um dia destes:

Não ajuda, a longo prazo, agir como se eu não fosse quem sou (…) tentar manter uma atitude de fachada (…) quando me aceito a mim mesmo como sou, estou a modificar-me. (…) todos nós temos medo de mudar. Nenhuma ideia de qualquer outra pessoa, nem nenhuma das minhas próprias ideias, têm a autoridade que reveste a minha experiência. (…) a tendência do homem para se realizar a si próprio, para se tornar no que em si é potencial. (…) A pessoa que funciona plenamente, (…) não apenas experimenta mas utiliza a maior liberdade, quando espontãnea, livre e voluntariamente escolhe e quer (…).
[as ideias que eu gosto mais:] A criatividade como elemento da «vida plena» e «a natureza humana é fundamentalmente digna de confiança».
 
Mas atenção, diz Rogers, esta «vida plena» não é para quem desanima facilmente. “Implica a coragem de ser. Significa que se mergulha em cheio na corrente da vida”.
Uau!

Comments

  1. Infelizmente com reforma em escudos nã vai dar.... says:

    na capa cor de laranja ficava melhor…é um livro qu foi muito sobrevalorizado

    é como o Kahlil Gibran ou o Daniel Sampaio….cada leitor encontra a sua mensagem

    é o escritor pedagógico ao estylo do horóscopo

    resumindo: é muito básico


  2. É, talvez, o maior desafio da nossa vida: aceitarmo-nos tal como somos. À primeira vista, é simples, mas, muitas vezes, implica renegar tudo aquilo que nos ensinaram na infância.

    “Quando me aceito a mim mesmo como sou, estou a modificar-me” – obrigada por trazer para aqui estes temas, Céu 🙂


  3. Creio que, basicamente, quer Krishnamurti quer Rogers, sensata e inteligentemente enfatizam o que de mais importante existe para o ser humano tomar verdadeira consciência de si: o autoconhecimento!

    http://facedaletra.blogspot.pt/2012/04/da-necessidade-de-se-vir-ser-alguma.html

  4. Céu Mota says:

    infelizmente com reforma…
    Também eu conheci o livro com capa laranja(também gosto, traz-me boas recordações), mas não me lembro se foi sobrevalorizado.
    Conheço-o quase há 20 anos e não me esqueço dele! Será que é por ser «básico»? Porque não consigo concretizar bem o que é básico?
    Obrigada pela lembrança de Gibran. Será o próximo tema de um post!


  5. Boa próxima escolha, cara Céu! Kahlil Gibran é sem dúvida uma leitura assaz rica. Os meus livros preferidos são “O Profeta” e “O Louco”.

  6. Céu Mota says:

    Isabel, que tal “O Profeta”?


  7. Para mim é absolutamente fantástico! Através das várias pessoas, com as suas variadas profissões, de uma aldeia portuária, Kahlil põe a nu o quotidiano com uma incrível abrangência global.

  8. ó homem o povo só fez revoluções na monarquia says:

    aceitarmo-nos tal como somos …é fácil ele há tantos
    tentarmos mudar para que os outros nos aceitem é que é difícil

    o saldo do 85º exercício é de 20854,88 para ratear pelos sócios (caixa de previdência do Min Educa..calha a cada um entre 0,11 cents até quase 60 centimes

    subsídio por morte 88 eurros 125 eurros 182 eurros este é bué
    Aceitar a mortalidade é o que faz cada um das dezenas de milhares de mortos em lista de espera da Caixa De Previdência do Ministério de Educa a São

    o Administrador delegado ao menos podia usar de uns artifícios básicos

    Subsídio por chegar ao reino dos céus
    ou Subsídio por descer aos infernos

    a aceitação nunca acontece porque nunca nos vemos como de facto somos
    (porque o que somos é sempre uma percepção social não depende de nós como entidades individuais…o humor é um resultado de cocktails hormonais que variam com a espécie sexo classe etária e patologias

    a mente controla o corpo não…
    basta ir para uma fila de trânsito
    ou deixar uma porta fechar-se…

  9. essencialmente é apelativo para gente susceptível says:

    kahlil gibran é um paulo coelho com menos leitoras

    é como os pensamentos do ex-imperador romanum est

    ou as citações de FReud ou do Readers Digest

    são universais porque são bastante apelativos como slogans emocionais

    logo apelam mais a um typo de leitor

  10. Céu Mota says:

    Não escolherei nunca Paulo Coelho. Já Gibran merece: é considerado o maior poeta libanês.


  11. Ora aí está: é na escolha que se faz que se distingue o “básico” do inteligente! O “básico” mede tudo pela mesma bitola, já o inteligente aparta o trigo do joio! O “básico” lê um autor porque está na moda ou porque toda a gente o lê. O inteligente lê o que nutre e “aguça” ainda mais a sua inteligência.

  12. maria celeste ramos says:

    Quando e em que idade se começa a ler o quê além da bibliografia escolar que, essa tabém, nos dá alegria ou enjôo ?? É o pai e a mãe que nos mete o livro na mão para ler ??? Como é que se vai tomanda a autoconsciência de si de que falam ??? tem idade para ?? tem um período de tempo ?? fixado e tido como normal ?? O dia terá 24 horas e 4 minutos – mas e o autocnhecimento ?? – E porque é que há tanto idiota adulto ?? terá autoconsciència de quê – de si ??? E quem atinge de facto a autoconsciência não perceberá que afinal TODOS são “parecidos” e fazem o mesmo processo, mais lento ou rápido de encontar-se com o seu EU superior ?? Se é que todos o encontrampois que se de facto o encontrarem não serão os pulhas – adultos – que conhecemos pois esses encontraram só o seu umbigo – o seu ego não chega, mas não será por onde se começa ? e Miguel Portas não será um bom exemplo independentemente do seu backgroud familiar ?? E as idades da razão, como se vivem ?? e a consciência é tudo e só Razão ??? não faltará inteligência emocional e intuição que os livros poderão igualmente despertar mas que ainda não permitem (porque externos) ouvir o nosso silêncio interior ??? Essa liberdade da alma que quer falar connnosco e que tantos nem dão por ela ??? E ler ??? sim, ler ajuda e enriquece a informação que vamos acumulando – mas informação que leva ao conhecimento será o último degrau do autoconhecimento ?? Mas falta então abedoria e essa é um “cozinhado que a alma faz silenciosamente e e em solidão (não quer dizer solitário) – Só o “livro” ?? – E o livro que somos do que vivemos (mesmo sem livros) não tem também de ser interpretado ?? E então de onde vem a sabedoria dos simples e até analfabetos ?? Não haverá sábios de outras origens e formas de vida e de contactos com o exterior ??? Quem somos e porque somos o que somos que sendo diferentes poderemos “encontar-nos nos outros” ?? nos amigos e perceber porquê do outro lado ficam os inimigos ou os a quem somos indiferentes ? Os livros serão até “biblias” mas sem a pratica do viver e desvendar o que somos de dentro para fora, aí sim, somos o que somos pelo menos mais convictamente – o Livro é apenas “ponto de partida” mas o autoconhecimento não será um mergulho silencioso e honesto dentro de nós ?? são períodos ou etapes de crescimento – são até meditação, não do asceta e do religioso, mas de cada um que é honesto para consigo pois que se não for não se encontrou nem sabe viver consigo – só -e se souber saberá melhrr viver com os outros – é a liberdade interior que descobre depois de haver liberdade exterior, a do 25 abril – que é só exterior – falta liberdade interior individual para se espalhar aos colectico e então sim – haverá um 25 abril de alma – com e sem livros

  13. maria celeste ramos says:

    E que mal faz ler aos 15 ou 20 anos ou mais tarde, um livro qualquer e continuar com ese autor até o “aceitar” ou rejeitar ?? Não será o princípio de se ser inteligente seja ou não o livro inteligente – é claro que há quem leia sempre telenovelas – talvez falte também um atitude exterior de quem “ordena” a alienação e ter outros territórios de informação para não “formatizar” sem mesmo dar por isso – quem são os governantes locais e centrais com tantos cursos superiores ?? São todos burros e incultos ?? alguns até debitam muitos sabesres de livros que certamente leram – leram todos os livros não inteligentes ?? Não com certeza – mas como assimilaram o bom e mau dessa literatura mesmo superior ?? O que lhes faltou ??

  14. maria celeste ramos says:

    Exemplo concreto – é bom em geral – 99% ler o que escrevem os “aventares” – mas os que comentam não será na maioria grandes parvalhões menores e que nada acrescentam ao escrito do “aventar” ?? Que inteligência msotar mesmo que se situe, como têm direito, no lado “oposto” democraticamente, sem ser só “avacalhar” idéias inteligentes do aventar ?? que livros leram ou nem ler sabem ?? ler não é só pasar os olhos pelas palavras

  15. ܓ̰ܒܪܢ ܚܠܝܠ ܓ̰ܒܪܢ says:

    o próprio Gibran kahlil gibran dizia que a aparência das coisas altera-se consoante as emoções e assim vemos magia e beleza nelas (quando está dentro de nós)

    isso aplica-se à própria obra de Gibran

    logo tal como paulo coelho criou um conjunto de frases que se adaptam à psique do leitor e dão uma experiência particular a cada um deles

    a receita é já velha e começa antes da bíblia..constroem-se mais memes interessantes
    a partir de frases com sentidos múltiplos do que…etc

  16. ܓ̰ܒܪܢ ܚܠܝܠ ܓ̰ܒܪܢ says:

    ler não é só pasar os olhos ….pazar os olhos faz mal à vista

    e avatares ….fica melhor que 99% dos aventares…aventar é lixado

    avatar é sublimis

    quando escrevemos (ou falamos) deixamos de estar em paz com os nossos pensamentos…Gibran kahlil gibran…

    deixai os ventos quebrarem-se nas ameias do vosso pensamento….

    a 1ª parte é uma frase de uso geral

    o homem com capacidade para controlar os ventos

    se os deixa é porque os pode suster….

    quebrarem-se dá uma imagem mental do vento como algo material

    ameias sugerem que o pensamento necessita ser protegido…etc

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.