O exame de Português de 9.º ano (código 91)

O exame de Português de 9.º ano começava com um texto de Gonçalo M. Tavares, publicado na «Visão» em 22 de Setembro de 2001, sobre os Dicionários e as palavras que não são usadas normalmente nas «conversas de café». Seguiam-se 6 perguntas de resposta múltipla sobre o texto.
Um segundo texto, extraído da obra «A Casa do Pó», de Fernando Campos, remetia para o universo dos Descobrimentos e em particular para os estaleiros navais na zona de Belém. A narrativa decorre poucos anos depois da viagem de Vasco da Gama para a India. Seguiam-se 5 perguntas de interpretação sobre o texto.
O Grupo I terminava com Gil Vicente. Os alunos tinham de redigir um texto sobre o «Auto da Barca do Inferno» ou, em alternativa, sobre o «Auto da Barca da India», sendo que eram apresentados excertos das duas obras.
No Grupo II, 6 perguntas de Gramática e, no último Grupo, uma composição sobre a importância do vocabulário na comunicação oral e escrita.
Mesmo não sendo profesor de Língua Portuguesa, pareceu-me um exame acessível, embora, comparando com a vergonha que era nos tempos da Prevaricadora Maria de Lurdes Rodrigues, quase se pudesse classificar como sendo de dificuldade média. Definitivamente, atendendo ao universo dos nossos alunos, não era um exame que se fizesse de caras.
Também me pareceu um exame grande. A amostra vale o que vale, mas a verdade é que dos 13 alunos que «vigilei», só 4 não precisaram de utilizar os 30 minutos de tolerância.
Quanto ao resto, bem-vindos ao trabalho mais chato do mundo

Comments

  1. Pedro Marques says:

    O nível de ensino é muito fraco. Os alunos não sabem muito!


  2. Fui professora, júri e com certeza serei correctora de exames de Língua Portuguesa de 9º ano (se escapasse, seria a primeira vez!).
    Concordo com a apreciação que faz do exame.
    Achei a prova bem feita, interessante, adequada, sem rasteiras… apenas com um senão, algo relevante: não era uma prova para resolver (bem) em 90 minutos.
    Há que ter mais cuidado com este “pormenor”. A tolerância deve ser isso mesmo: um tempo a mais, para abranger os diversos ritmos, permitir a reflexão tranquila sobre as várias respostas a apresentar, proporcionar a revisão da prova, Com esta não era possível.
    Em 92 alunos que se apresentaram a exame, na minha escola, só os alunos com necessidades educativas especiais, com prova realizada a nível de escola, abandonaram a sala aos 90 minutos. É verdade que recomendámos previamente a tolerância, mas fazemo-lo todos os anos e há sempre os que não acatam.

  3. Gil Vicente says:

    O “Auto da Barca da India” deve ser um grande texto deve…. Indiano talvez….

    • Ricardo Santos Pinto says:

      Felizmente que estamos em presença de um ser perfeito que nunca se engana. Só não tem é a coragem de escrever o seu verdadeiro nome. Tirando isso, nunca se engana, é perfeito.

  4. Crespo says:

    Já o seu amigo cavaco o dizia.

  5. maria celeste ramos says:

    Os alunos de facto estudam menos excepto como sempre os que gostam de estudar e que o fazem por moto próprio valorizando-se mesmo com as dificuldades de todos, senão não fariam concursos europeus vencendo prémios o que muita satisfação de dá – mas o prof tem também de formar e encontrar fórmulas de estimular e não de armar-se sempre em vítima pois por mais que o ministério intervenha demais, e sobretudo mal, muito mal, o facto é todos perdem e não me contem histórias do ensino privado que sei muito bem como funciona (até fundei a 1ª escola profissional do país e espalada por muitos locais) excepto honrosas e muito poucas excepções – há serviços do Estado que competem mais que tudo ao Estado – Ensino e Saúde para não falar no estímulo pelo menos que devem partir do Estado como a Cultura e mesmo Comunicações e Transportes, o que não significa a obrigatoriedade do Estado de ser um BANCO para todos e tudo + etc – Ou então não precisamos para nada de governos e governantes de nenhuma região que parece agora serem apenas empregados das instituições – pois que cá nos arranjamos sozinhos

  6. sedfr says:

    kkkkkk


  7. odeio os exames

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