Bom fim de semana

No oceanário, mini-golfe, no aquaparque ou feira popular, o casal Kim/Rissol está em todas. Ovações tonitruantes, gritaria de provocar rouquidão durante uma semana. Kim casa-se com Rissol e algo parece mudar na Coreia do Norte, talvez na senda daquilo que foi o casal Sarkozy e aquilo que é a dupla Hollande/Trierweiller, aliás, Massonneau.

Geralmente, quem por cá mais ataca os monárquicos, são precisamente aqueles que gostariam de ver uma coisa destas em Portugal e arredores.

Comments

  1. Amadeu says:

    Só uma mente irremediavelmente cianótica poderia estrebuchar a pérola dedutiva da última frase deste post.
    Não te trates, não.

    • Nuno Castelo-Branco says:

      Apenas sigo os ditos do Sr. Bernardino Soares que diz “não ter a certeza de a Coreia do Norte não ser uma democracia”. O alfinete de peito cravejado de pérolas, é dele, não meu.

  2. o morias engomion ou stultitiae lau says:

    mas isto é a monarquia popular no estado mais puro…
    se o dom duarte nuno ou o phadista que o processou fossem assim…
    mas não são…
    e o álvaro cunhal não passeava a gaija dele

    já o othelo até ia com as duas que teria sobresselentes se lhe dessem o reynol
    assis só tem uma e outra é uma pobreza

    nem pode mudar de gaija como se faz às meias

  3. Amadeu says:

    Agora, sérios, não se riam :
    O presidente da Síria, Bashir al-Assad, é “um homem muito bem-intencionado”, afirmou o duque de Bragança, em Damasco.

    Dom Duarte, na capital síria a convite de Bashir, acrescentou que este “tem tentado democratizar e humanizar a política, e já conseguiu grandes avanços”.

    • clara says:

      Não sei o que a Síria tem a ver com a Coreia do Norte, Coreia essa que desconheço completamente.
      O vídeo em nada me elucidou. Não percebo a língua e como não costumo emprenhar pelos ouvidos, ou olhos…
      Eu penso que na Siria se está a passar uma barbaridade, onde há terroristas, os mesmos que estiveram na Líbia, a matar a população e Assad, chefe de governo, tem que defender essa mesma população.

    • Nuno Castelo-Branco says:

      Caro Amadeu, “não se ria”, mas creio que também neste caso, D. Duarte tem razão. Uma coisa será aquilo que a CNN e satélites dizem, mas outra é a realidade no terreno. A Síria tem um regime repressivo, sem dúvida, mas ao contrário da Líbia, possui uma sociedade em ininterrupta evolução e onde os direitos das minorias são devidamente salvaguardados. Mais ainda, tem uma vida cultural pujante, onde o Estado cumpre o seu papel promovendo eventos, patrocinado ou protegendo artistas – não, não são pintores de posters à soviética – , escritores, ensino de qualidade, saúde pública, etc. É um Estado laico, sendo cada vez mais uma raridade no Médio Oriente, onde o até agora bastante ocidentalizado Israel caiu na tendência geral, relegando as outras religiões para uma marginalidade que apenas poderá acirrar ânimos. Bashar herdou uma situação bastante complexa, aliás decorrente de longos anos de poder pessoal de Hafez, seu pai, homem da guerra fria e dilecto aliado da hoje extinta URSS. Não sei se tem prestado atenção ás reformas propostas e já em implementação na Síria. Pois devia dar alguma importância às mesmas, até porque a democracia não pode ser sempre interpretada segundo as conveniências do momento. Quando D. Duarte foi convidado por Assad, tal se deveu única e exclusivamente ao facto de ser português – os orientais encaram a história e o seu património de uma forma bem diferente daquela a que estamos habituados e por isso mesmo o Duque de Bragança é recebido em Tóquio como um soberano reinante. Sabia disto? – e parente próximo de pelo menos três soberanos europeus. O presidente sírio parece desejoso de quebrar o monopólio diplomático exercido pelos EUA. França e R.U. Ouso dizer que Paulo Portas perdeu uma excelente oportunidade de intervenção desta pequena potência que é Portugal, mas que tem outro tipo de possibilidades internacionais junto de muitos países não membros da UE ou da esfera da NATO (Brasil, CPLP, América do Sul, etc). Repare que a própria Alemanha tem sido notavelmente circunspecta em relação à Síria, decerto preocupada pela evidente intervenção dessa espécie de novas “brigadas internacionais” que vão surgindo como cogumelos do venenoso fundamentalismo. O “povo indefeso” que a CNN noticia, parece notavelmente armado e organizado até dentro dos próprios bastiões do poder sírio. O que não se percebe é a pressa norte-americana e francesa, pois o resultado da queda de Assad não será o paraíso do voto, muito antes pelo contrário. Claro que além do mais, existem argumentos económicos e militares, daí a resistência russa e chinesa. Mesmo Israel já terá percebido o que significará o arsenal sírio – de contornos pouco definidos mas seguramente bastante ameaçador – nas mãos dos “loucos de deus”.
      A Turquia luta pela hegemonia regional e a óbvia tentativa de destruição do Estado laico khemalista, apenas consiste no primeiro passo que rapidamente poderá evoluir para um revisionismo de fronteiras, por exemplo em direcção à ex-Ásia Central soviética. Se a esta desestabilização juntarmos uma resposta russa que consista na promoção de grupos armados curdos naquela região, imaginemos então um cenário que poderá não estar muito longínquo. Isto, sem contarmos com o Irão. Já é tempo da Europa se preocupar verdadeiramente com os seus interesses, entre os quais a segurança das suas fronteiras estará na primeira linha.

      Aprecie ou não a visita real a Damasco, D. Duarte está uma vez mais certo. Não é a primeira vez, nem será a última. http://combustoes.blogspot.pt/2012/07/a-politica-externa-portuguesa-e-siria.html

      • Amadeu says:

        Caro Nuno,
        Vislumbro em si uma fixação anticomunista parecida com a do meu pai, que do alto dos seus 93 anos tem desculpa (Ou será por ser meu pai ?). Qualquer coisa que lhe cheire a esquerda … desanca nos comunistas soviéticos.

        A ginástica intelectual que faz para minimizar a ditadura tipo monárquica do regime Sírio é em tudo idêntica à dos que tentavam mostrar os lados positivos do regime do biltre Gaddafi.
        Poderá até ter razão em alguns pontos do que diz, mas isso não dá o direito ao filho do pai de aniquilar o seu povo, de ter um regime de partido único, de não tolerar qualquer tipo de oposição. As minorias estão salvaguardadas ? Ah, se não se opuserem ao regime.

        O que tem têm de comum o Duarte coiso com o filho do pai Assad ? Ambos acham que o sangue lhes dá o direito a governar. Ambos não têm onde cair mortos.

        • Nuno Castelo-Branco says:

          Caro Amadeu, não se trata de “fixação”. A história de tudo o que se passou e ainda se passa nalguns pontos do globo, dispensa qualquer tipo de “fixações”. O ogro foi e é o que se sabe – e o Amadeu sabe – , nada acrescentarei. Quanto ao seu pai, pergunte-lhe porquê, a experiência da vida e da informação garantem-lhe a certeza. Para mais, o conceito de “esquerda” é demasiadamente amplo e nele tanto cabe o Sr. Seguro, como Mugabe, Brezhnev, Trotsky, Tony Blair, Sócrates, Fidel Castro, Louçã, o próprio regime de Assad, Mário Soares, Cunhal, Pol Pot e por aí fora. A discrepância é tão grande como catalogar no mesmo plano de direita, Winston Churchill e Hitler. Enfim,é bastante discutível, mas se realmente lhe parece que a URSS foi coisa boa, então nada terei a acrescentar. Oitenta anos foram mais do que suficientes para demonstrar o que aquilo infelizmente foi. Se designa por ditaduras “monárquicas” os regimes como os da Coreia do norte, Cuba, de Lukashenko e tantos outros de recorte sovieteiro,, então use o termo à vontade e neste caso, bastante desfasado daqueles países que na Europa, no Japão e até na América, têm a Monarquia como forma de representação do Estado.
          Não minimizei a ditadura ex-pró soviética e agora bastante amiga do recauchutado Putin, apenas disse que temos de escolher entre dois males onde não existe – por enquanto – outra saída. “Aniquilar o seu povo” – tem provas cabais disso? -, o partido único e o não tolerar qualquer tipo de oposição, parecem ser algumas das inegáveis prerrogativas do sovietismo com que parece simpatizar, ou pelo menos, condescender. Ale´m disso, quem é que lhe garante que a maioria do povo sírio está contra Assad, preferindo desta forma aquiloa que normalmente se designa de mal menor?
          Está equivocado quanto ao Senhor D. Duarte. Não tem o mínimo desígnio de governar e muito menos ainda, de “governar-se” como certa gente que há décadas se tem sentado em Belém, no Eliseu, etc. Apenas serviu como elo diplomático onde é bem preciso, mas se entende que Portugal deva seguir cegamente tudo aquilo que Washington decida, então desde já lhe digo estarmos em profundo desacordo. Se somos aliados dos EUA, pouco perderemos em tentarmos fazer algo que acorde os americanos para a realidade que não deixa de ser extremamente perigosa. Em política os idealismos contam muito pouco, praticamente nada.

  4. Amadeu says:

    Com amigos assim, quem é que precisa de inimigos ?

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