Mais um


A vida tem destas coisas. Poucos dias depois da morte de um sinistro fascista, morre alguém que lhe fez frente. Pedro Ramos de Almeida (1932 – 2012) passa à História como um lutador pela liberdade. Foi preso e torturado pela PIDE, mas a tudo sobreviveu. A célebre Fuga de Peniche, vergonha do regime, ficará para sempre ligada à sua memória.
Mais um anti-fascista que nos deixa nestes tempos em que tão precisados estamos de relembrar esses anos. À família, mas em especial ao Nuno, um grande abraço.

A vassalagem

Juan Carlos Bourbon presta vassalagem ao assassino Francisco Franco. Foi a 22 de julho de 1969. Um documento zoológico impressionante, vejam como rasteja um verme perante a promessa de alcançar o poder.

via Joana Lopes

Entregaste a casa ao banco?


autoria desconhecida

Não me voltem a dizer que não há dinheiro

Usufruir do que o estado faz e fugir aos impostos tem um nome: roubo.

17 a 26,3 biliões de euros andam escondidos nesses antros de ladroagem chamados offshores, revela agora um estudo.

Não ficamos com uma ideia da parte que corresponde a roubos efectuados em Portugal (e continuamos a ter um covil na Madeira), mas pelos cálculos genéricos apresentados era capaz de, devidamente taxado, endireitar as finanças públicas em pouco tempo.

Não sei quantos portugueses estão entre os 10 milhões de ladrões que o estudo calcula existirem no mundo. Mas sei que usam estradas e hospitais, é o estado que assegura a sua protecção, etc. etc. Numa frase: usam mas não pagam, e os outros é que vivem acima das suas possibilidades.

Vivemos de olhos fechados, elegendo governos que sucessivamente protegem estes malfeitores. Até quando?

Um sério aviso

O fim dos Cursos Profissionais.

Podemos e devemos

escolher os nossos velhos.

Hóquei em Campo: Portugal campeão só com vitórias

Armindo de Vasconcelos

Portugal é campeão europeu e inicia, com a promoção ao Championship II, a subida a um lugar nos escalões mais altos do hóquei europeu. Tida como uma geração de eleição, guiada por dois internacionais (ainda em actividade), Rui Graça e Márcio Marques, eles que são dos poucos resistentes de uma outra grande geração que chegou à Divisão A em “indoor”, esta selecção de sub-21 vem mostrar que Portugal tem grandes intérpretes e, quando bem orientados e com condições mínimas de trabalho, podem sonhar com títulos internacionais.

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Grécia prestes a sair do euro

Freeport, Ases e Valetes

Não me importo que me insultem, rebaixem, humilhem, quando verso assuntos relativos aos que delapidaram Portugal desde que nos tornámos um arremedo de Democracia, a partir de 1974. Talvez tivéssemos ganho imenso se se tivesse promovido uma reconciliação explícita e um levantamento de culpas sistemático e inteligível, a fim de que as bases do novo Regime, após o 25 de Abril, fossem sãs e não uma transição do corporativismo de Estado para o corporativismo dos Partidos. Por exemplo, agora que foram absolvidos Charles Smith e Manuel Pedro, os arguidos no processo de extorsão associado à corrupção que possibilitou o outlet Freeport, em zona protegida, e tendo sido o próprio Ministério Público a pedi-la por entender que os responsáveis por toda a engenharia das luvas para mudar o sentido do estudo de impacto ambiental não foram aqueles, importa reverter as atenções para os verdadeiros corruptos. Ora, quando se fala em corrupção, deve falar-se de quem efectivamente tem poder e influência para operar mudanças de 180º no resultado de estudos de impacto ambiental ou em promover PPP com partes de leão para os privados e custos tamanho elefantíase para os contribuintes. Por isso é que foi emitida uma certidão para accionar um processo que arrole todos os indivíduos referidos no processo, entre eles, sim, o Parisiense. [Read more…]

Horários Zero: desregular e enfraquecer

No post anterior o JF já se referiu ao problema que por estes dias vivem milhares de professores do quadros, com anos e anos de experiência.

Para quem não é professor a equação parece simples: se existem Professores a mais, o país não tem dinheiro para os pagar, logo, têm que sair.

Mas, talvez se explique isto com o recurso a uma metáfora. Imagine, caro leitor, que o Presidente de uma equipa de futebol decide cortar na despesa. Exige então ao treinador que invente uma nova arrumação da equipa no terreno de modo a dispensar o guarda-redes. Será assim, com dez jogadores e sem o goleiro que o time entrará em campo.

É mais ou menos isto que se está a passar nas escolas – aumenta-se o número de alunos por turma (sim, essas mesmo, as turmas dos seus filhos!), reduz-se o alcance do Ensino Especial e dos apoios, fecham-se os cursos CEF e os profissionais e assim até parece que a equipa pode jogar sem guarda-redes. Poder, pode…

Esta medida do Governo coloca em causa o serviço público de educação – não é só uma coisa de “prof“.

É algo que vai MESMO mexer com a qualidade do serviço prestado nas escolas.

E chegamos ao fim do mês de julho, com a preparação do ano letivo 2012-13 toda esburacada apenas e só porque o sr. Comentador Nuno Crato resolveu dar uma de Ministro e está à vista o resultado: no parlamento, apertado pela rua, diz que até pensa em vincular Professores aos quadros, para logo a seguir corrigir o tiro e dizer que afinal não será bem assim.

Alguém, além dos contratados crentes, acredita que o sr. Comentador Nuno Crato, agora Ministro, vai meter professores nos quadros quando tem milhares dos quadros sem horário? Quer dizer, obriga a equipa a jogar sem guarda-redes e depois vai comprar guarda-redes que não vão poder jogar?

Será que ainda estamos no plano inclinado?

Horários zero: testemunho na primeira pessoa

É isto que espanta no ministério da educação (e, agora, também da ciência). Todas os anos há mudanças, sem nexo, mudar por mudar para mostrar serviço. Estas mudanças do ministro Crato são isto mas vão mais além, seguindo a filosofia-troika de ir mais além. São mudanças que pioram e muito a qualidade do ensino (turmas de 30 alunos; redução da carga horária de algumas disciplinas) e que permitirão em breve aumentar a diabolização dos professores. Reparem, não há-de faltar muito para que apareça um gráfico a mostrar quantos professores do quadro existem a mais e que, portanto, será preciso agir. Mas isto está a ser feito à custa da qualidade do ensino. Pais, professores, alunos, vós sois os primeiros atingidos. Mexam-se, expliquem aos restantes portugueses o que está a acontecer. É o vosso rabo que está a arder!

Adenda: entretanto o Público disponibilizou online os quatro depoimentos. Podem ser lidos aqui.

Non ou a Vã Glória de Mandar

Uma das obras-primas de Manoel de Oliveira que pode ser utilizada para diversos pontos do programa do 7.º, 8.º e 9.º ano de História, desde a formação de Portugal até ao 25 de Abril, passando pela cena sublime da Batalha de Alcácer-Quibir.
No caso do 7.º ano, a formação do país e o papel de D. Afonso Henriques pode ser utilizada para este tema.

Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 3 – A formação da cristandade ocidental e a expansão islâmica
Unidade 3.4. – A Península Ibérica: Dois mundos em presença

Vila do Conde

Na morte de Helena Cidade Moura

Helena Cidade Moura morreu no mesmo dia em desapareceu José Hermano Saraiva. O segundo ficará para a História como um extraordinário comunicador e não merecerá mais do que isso. A primeira não atingiu a visibilidade do apresentador televisivo, mas desempenhou várias funções meritórias nos âmbitos cívico-político e cultural, sendo exemplo disso a dinamização das campanhas de alfabetização e a dedicação ao estudo da obra de Eça de Queirós. Leiam, por favor, este testemunho de alguém que a conheceu pessoalmente.