Até iluminar o Sol

chegaram à Praça do Sol. Acompanhe a noite mineira de Madrid em directo.

Foto Luis Martínez Méndez

Retratos da Crise – Espera(nça)

Abaixo el-rei Sebastião

É preciso enterrar el-rei Sebastião
é preciso dizer a toda a gente
que o Desejado já não pode vir.
É preciso quebrar na ideia e na canção
a guitarra fantástica e doente
que alguém trouxe de Alcácer Quibir.

Eu digo que está morto.
Deixai em paz el-rei Sebastião
deixai-o no desastre e na loucura.
Sem precisarmos de sair do porto
temos aqui à mão
a terra da aventura.

Vós que trazeis por dentro
de cada gesto
uma cansada humilhação
deixai falar na nossa voz a voz do vento
cantai em tom de grito e de protesto
matai dentro de vós el-rei Sebastião.

Quem vai tocar a rebate
os sinos de Portugal?
Poeta: é tempo de um punhal
por dentro da canção.
Que é preciso bater em quem nos bate
é preciso enterrar el-rei Sebastião.

Manuel Alegre, O canto e as armas

Pensem no assunto

Um episódio a somar-se às bem conhecidas beneditinas limusinas, “ajudas de renda” de casa própria, viagens à conta, menus de estalo com porcos alimentados a bolota, despesismo de representação e outras tantas mordomias típicas desta satrapia disfarçada de democracia semi-parlamentar semi-presidencial. PSD, PS, CDS, PCP, BE, MPT, PND, cada vez mais iguais nas formas de procedimento, na reserva mental e total falta de discernimento.

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Em Madrid


Os mineiros já estão em Madrid. E sim, a classe operária ainda existe.

Leitura muito recomendada: Goldman Sachs acumula carbón colombiano en Asturias.

E que tal perguntarem à Wikipédia como é que eles se financiam?

“Ciberdúvidas poderá encerrar se ficar sem apoios até setembro”, lê-se no JN. Neste país não há vida para além do estado.

O Alergénico Efeito Dias Loureiro

Tenho andado a consumir, consumido, este documentário de pornografia nacional pura e dura. Faço-o lentamente em desgostosa degustação magoada. mas é especialmente ao deparar-me com o depoimento de Dias Loureiro, célebre na fácies de insana infelicidade por ter abarbatado não poucos milhões à canzana sobre a Lei, um «trabalho insano, porque é insano, sabe?», que me acontece ficar todo do avesso e passar-me completamente dos cornos cívicos. É o efeito alergológico Dias Loureiro.

Deve ser inveja, sei lá. Penalizo-me de reagir assim, a quente e a frio, com os nossos azeiteiros da política, todos eles tão iguais, nada frugais, mas sucessivos, friso habilidoso de vampiros que perderam contacto com o mundo real, este, nosso, e lá vivem nesse planeta que nada tem a ver com o nosso empobrecimento inexorável e conformação à estupidez de a aceitar. O que nos aparece nesse documentário é um Dias Loureiro acabrunhado, coitado, triste e infeliz, de voz arrastada e olhos baixos, entaramelando o discurso como se em trânsito por um luto insano. [Read more…]

O estranho caso do governo suicida

Miguel Relvas avança com privatização da RTP. A falta que lhe faz um curso de Ciência Política.

Miguel Relvas, o alegado ilibado

Ao saber que Miguel Relvas se declarou “ilibado em toda a linha” na questão que o opôs ao Público, resolvi ler, numa lenta diagonal, a célebre deliberação da Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC).

Descobri, entre outras coisas, que a ERC considera que “apresentar uma queixa na ERC ou recorrer aos tribunais não consubstancia uma ameaça sobre o trabalho dos jornalistas.” Não sei se é possível comparar esta asserção com a descoberta do bosão de Higgs, mas sempre me pareceu evidente que uma queixa é uma queixa e uma ameaça é uma ameaça. Logo, ameaçar alguém de que se irá apresentar queixa é, por estranho que possa parecer, uma ameaça. Se, ainda por cima, se verifica que o ameaçador não chega a apresentar queixa, confirmamos que se ficou pela ameaça e não há nada que consubstancie mais uma ameaça do que ser… uma ameaça. [Read more…]

Veja-se como é que o estado cresce

O Decreto-Lei nº 140, hoje publicado em Diário da República, vem criar o Gabinete de Prevenção e de Investigação de Acidentes Marítimos (GPIAM), atribuindo a este serviço a missão de “investigar os acidentes e incidentes marítimos, com a maior eficácia e rapidez possível, visando identificar as respectivas causas”.

Cabe ainda ao GPIAM elaborar “relatórios, promover estudos, formular recomendações em matéria de segurança marítima que visem reduzir a sinistralidade marítima e assegurar a participação em comissões, organismos ou actividades, nacionais ou estrangeiras”.

Até agora, este trabalho era desenvolvido pelo Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM), mas uma directiva comunitária obrigou à criação deste novo organismo. [Público]

Mais um nãoseiquê a precisar de uma hierarquia, naturalmente com chefes, de equipamentos, pessoal administrativo e mais umas cenas. Destes, nenhum chegava, pelos vistos. O bla-bla-bla a escrever por este tal GPIAM será especial, deve levar sal. Ah e tal, foi a europa que mandou. Yes, minister.

Sem comentários

A PSP de Aveiro anunciou ontem, em comunicado, a detenção de uma mulher, de 62 anos, pelo crime de furto. A suspeita, que reside naquela cidade, furtou uma lata de atum, no valor de 1,27 euros, num supermercado local. A PSP não informou quais as medidas de coacção aplicadas à mulher, que depois de ter sido levada ao juiz terá sido libertada. in CM

Não porque me falte vontade de comentar, mas escasseia-me o engenho para conseguir escrever alguma coisa que não inclua várias injúrias a imensas autoridades.

Greve dos médicos

Miguel Relvas ofereceu-se para tirar medicina num instante e dar uma mãozinha

A ponte

(Adão Cruz) 

   O Homem é um ser uno e indivisível, muito complexo. Ele é, no entanto, composto por uma infinidade de sub – unidades, todas elas intimamente ligadas entre si. A mais importante de todas, se assim podemos dizer, a unidade soberana, é o cérebro. Este órgão, bem guardado numa caixa óssea, feita da substância mais dura do corpo humano, é constituído por cerca de cem biliões de neurónios em permanente actividade, através dos quais se processam em cada momento, provavelmente, triliões de neuro – transmissões. O nosso esquema cerebral é idêntico em todos nós mas o conteúdo de cada cérebro é totalmente diferente. [Read more…]

Férias: contagem decrescente

Quem trabalha tem direito a descansar. E este ano, parece-me, todos trabalhámos muito mais, sem, contudo, recebermos na proporção certa. Mas enfim… Adiante.

As férias não são um luxo, nem um escape. São uma necessidade.

Com tanta austeridade, só faltava agora tirarem-nos os poucos dias de férias que nos cabem por direito e mérito! Qualquer dia nem férias temos…

As férias são «sagradinhas» e há até um certo stress em querer que elas sejam perfeitas. Os dias de gozo são tão poucos. Há que aproveitá-los da melhor forma.

Procuramos fazer um corte radical com o trabalho e com a rotina. Deixamos tudo pronto antes de partirmos. Este «partir» não significa, porém, e cada vez mais, ir para longe. Mas, de facto, uma certa distância de casa faz toda a diferença.

As férias aproximam-se para a maioria dos portugueses. Há pequenas coisas que nos falam desse tempo maravilhoso que todos aguardamos. Estou a lembrar-me dos chinelos de dedo (que prazer tê-los nos pés); do café que se vai tomar a seguir ao almoço, sem correrias; do pequeno-almoço que nos permitimos, de vez em quando, tomar na padaria mais próxima; dormir mais um pouco de manhã (o despertador também vai de férias para dentro da mesinha de cabeceira), relaxando, aos poucos, o nosso relógio biológico (coisa difícil); etc.

Para mim estes são os primeiros sinais das queridas férias. Já falta pouco…

Queira alargar esta lista!

Obrigada!

Conímbriga, Cidade Escondida


Para o estudo da Romanização na Península Ibérica
Unidade 2.2. – O Mundo Romano no apogeu do Império

Marcha lenta

Porque é que este sonho absurdo [Read more…]