Hóquei em Campo: Vai um alentejano, Eric, velho amigo?!

Armindo de Vasconcelos

Um gibraltino, Eric Abudarham, e uma austríaca, Marion Gerö, são os directores nomeados pela Federação Europeia de Hóquei (EHF) para presidirem, respectivamente, às provas masculina e feminina dos Eurohockey Junior Championships III que se disputam no Complexo Desportivo do Jamor.

Patrícia Castro e André Rosa são os juízes portugueses destacados para o campeonato masculino, o qual terá, ainda, como árbitro, Paulo Magalhães.

Ana Faias, figura portuguesa emergente na alta-roda da arbitragem europeia no feminino, também foi nomeada para a prova de raparigas, que contará com Rafael Carvalho e Frederico Santos como juízes. Continuar a ler “Hóquei em Campo: Vai um alentejano, Eric, velho amigo?!”

Higgs: “O inventor de Deus”

Esta partícula tem dado «pano para mangas».

Tem muitos nomes: bosão de Higgs, “partícula de Deus”, divina partícula (como lhe chamou o provedor do leitor do Público, José Queirós) ou, ainda, “a maldita partícula” («the goddamn particle», na acepção do físico Leon Ledermann). A que eu gosto mais é mesmo de “partícula de Deus”! Muito mais poético!

Mas vamos onde eu quero chegar: ao homem que, em 1964, com apenas 34 anos, ” imaginou pela primeira vez a existência de uma partícula, a que hoje chamamos o bosão de Higgs ou a “partícula de Deus”, escreveu o jornalista Miguel Gaspar na Pública de ontem. Intitulou a sua crónica de «Peter Higgs O Inventor de Deus». E começou-a desta forma: “Todos os grandes passos foram um dia passos pequenos“. É que Higgs teve aquela genial ideia durante um passeio a pé no parque natural de Cairngorms, na Escócia.

Passaram-se 48 anos.

Higgs esperou quase meio século para ver a sua inspiração comprovada.

Uau! Esperar tantos anos. É admirável ter esta paciência e esta fé em si mesmo. Só por isto merecia o Nobel da Física!

Miguel Gaspar termina assim o seu texto também de elogiar: “O que seria de Deus (e do universo) sem os sonhos dos homens?”

Em tempo de férias, que tal um passeio a pé (ou vários)? Sabe-se lá se nos surge uma ideia brilhante, não digo para o conhecimento do Universo, claro, mas para as nossas vidas! Estamos a precisar!

Um Regime Sob Vaia Permanente

Isto é assim: no actual estado da arte, seria fácil de mais diluir no Regime que nos oprime de incúria e incompetência todas as responsabilidades pelo nosso notório e escusado descalabro. Mas o Regime é quem? Quais os rostos que fizeram da República a matrafona desdentada e consumida de vícios que hoje nos come os ossos e nos arremessa para as bordas do prato mínimo?!

Há, nos actores políticos de maior relevância nas últimas três décadas, rostos suficientes para receber as vaias que lhe são devidas e para nos fazer concluir o quanto mudar de Regime seria suprema higiene porque refundaria tudo sob bases novas e certamente sólidas. Por mim falo pois, sem rebuço, tanto vaio Cavaco como Soares e a cada apupo sublinha-se-me a memória da respectiva nulidade, do evidente falhanço e da incontornável traição ao interesse geral que muito pouco poderia absolver. Só não vaio Eanes, que é um caso raro de sobriedade, se me não escapa alguma Fundação Eanes que por aí prospere à nossa custa porque à pala dos Orçamentos.

Sou democrático e generosos: os meus apupos e disponibilidade para a assuada tanto contemplariam Miguel Relvas como Almeida Santos. Não sou esquisito. Evidentemente que para agentes daninhos em extremo da política nacional sob o escudo e biombo que este Regime insalubre gerou para si, não há vaia que chegue, nem manifestação, nem marcha indignada, nem desordem-montras-partidas nem delitos-cocktail, nem arruaças-molotov, nem motins-temos-fome, nem algazarras-gregas-repelentes-de-turistas, nem vozearias-desespero, nem apupadas, nem montarias. Para esses casos extremos de que Mário Soares não fala e Januário Torgal não lembra, casos raros mas maximamente dissolutos, casos indescritíveis, casos desastrosos, seria necessário que sofressem e morressem milhares de vezes tais as milhares de mortes familiares e sofrimentos pessoais que arrostaram para outros, que não os amigos. Continuar a ler “Um Regime Sob Vaia Permanente”

Pelo teu direito à Escola e à Educação, eu vou!

Nos últimos dias tenho passado por dezenas de escolas do grande Porto e a confusão está instalada. As medidas do comentador televisivo Nuno Crato são de tal forma absurdas que são já os alunos a sofrer com toda esta trapalhada. E os professores, enquanto classe, estão a acordar!

As continuidades, os projetos, as investigações, tudo e mais alguma coisa valem zero para os burocratas que têm a missão de empurrar a Escola Pública, tal como o Sistema Nacional de Saúde, para um cantinho da nossa sociedade – não me surpreende, por isso, o acordar da classe média. É um acordar contra a degradação e contra a privatização da educação e da sáude.

A receita laranja é simples e pode explicar-se em breves linhas: Continuar a ler “Pelo teu direito à Escola e à Educação, eu vou!”

Jornalismo v.2.1

“Há muito tempo,  numa galáxia muito, muito distante…” os jornalistas eram muito estúpidos e só publicavam factos e faziam-no com isenção e ética. Até tinham um código deontológico e tudo que dizia burrices como “O jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade”, “O jornalista deve assumir a responsabilidade por todos os seus trabalhos e actos profissionais, assim como promover a pronta rectificação das informações que se revelem inexactas ou falsas” ou “O jornalista não deve valer-se da sua condição profissional para noticiar assuntos em que tenha interesses”.

Continuar a ler “Jornalismo v.2.1”

Impérios de Pedra – Coliseu

Documentário legendado em português sobre o Coliseu de Roma, um dos monumentos mais importantes da capital do Império.
Um anfiteatro «dedicado à morte», que surgiu a partir de um contexto político que é explicado no filme. O ideal para iniciar o estudo da arte em Roma.