18 de Julho: voltaremos, venceremos

A página mais negra do séc. XX ibérico: 18 de Julho de 1936, a pior das escórias humanas, verdadeiros suínumanos, levanta-se contra um governo de esquerda legitimamente eleito, lançando o estado espanhol num remoinho de atrocidades inomináveis.

Venceram, com o apoio de Hitler, Mussolini e Salazar. Mas a República voltará, e aos que por ela morreram será feita justiça. Lá chegaremos.

Uma vigília por Portugal

Daqui a pouco, começará a Vigília pela Educação. É conveniente que se saiba que, na realidade, é uma vigília por Portugal, porque não há país digno desse nome sem um sistema educativo estável e de qualidade.

Todos somos responsáveis pelos jovens portugueses. Nuno Crato, na senda dos governos de José Sócrates, está a prosseguir um conjunto de políticas que contribuirão para criar escolas disfuncionais e desumanas, porque serão escolas com 4000 alunos, com turmas de 30 alunos e com muito menos profissionais do que os necessários para que os jovens tenham um desenvolvimento harmonioso, entre muitos outros problemas que deverão continuar a ser denunciados.

Se estiver a ler este texto, ainda está a tempo de se juntar àqueles que vão mostrar que as políticas educativas devem ser corrigidas e já!

É do SNS? fecha já antes que abra

Autarcas de Serpa e Montemor-o-Novo estranham proposta de fecho de urgências que não existem.

É desta Igreja que eu gosto!

Januário Torgal Ferreira diz que “se a Igreja não deve fazer política partidária, deve estar ao serviço da política como um bem comum e abrir voz à cidadania e aos direitos humanos em épocas de crise”. O bispo das Forças Armadas acusou o Governo de ser “profundamente corrupto“.

É isto que eu espero da «minha» Igreja! Denunciar o que está mal. Apontar o dedo.

Não faz nada de mais, mas felicito o bispo da Forças Armadas por ter a coragem, vamos dizer, de comentar publicamente que o Governo não só é corrupto como é profundamente corrupto.

Era bom que «eles» tivessem medo da Igreja.  

“Vai estudar Relvas”


Na etapa raínha do Tour. Onde houver um português Relvas será assobiado. É assim tão difícil de entender que o homem está arrumado?

Um Regime Anal e Corrupto

Soa manso de mais dizer-se apenas e a medo que «este Governo é corrupto». Soa a pouco, também. Lamento imenso, JJC, mas o buraco que devemos violentar fica mais acima e justifica que as bacoradas de um januário qualquer me moam a paciência: nada mais baixo e intelectualmente desonesto que absolver a recente corrupção dilapidadora às mãos contumazes dos Sócra-Xuxas. E é baixo e desonesto concentrar nos herdeiros da batata quente legada por aqueles todo o arsenal disponível de torpezas impróprias de um bruxo, quanto mais de um bispo. Se vamos pela História recente, comecemos pelo espermatozóide ganância xuxa, latrocínio xuxa à pala da política. Comecemos pelo controlo xuxa falsificador dos media, comecemos pelas tropelias e trapaças xuxas com correlata impunidade e teremos mais alvos a apedrejar. Isto era um País a falir. [Read more…]

João Casanova de Almeida e a asneira perfeita

Um governo que tem no seu programa um corte nas despesas da educação pública que acarreta forçosamente despedimentos (até porque no mesmo programa se aumenta a despesa com o ensino privado, contrariando o memorando) devia ter algum cuidado na hora de o aplicar. O Ministério da Educação teve-o, com a habilidade de um paquiderme numa vidraria.

Primeiro antecipa a indicação dos professores que não iriam ter horário para uma altura onde é impossível fazer tal cálculo (as matrículas ainda nem acabaram). Depois fá-lo ameaçando os directores, lembrando-lhes que podem ser alvo de castigo no caso de se esquecerem de alguém. Resultado; mesmo com uma semana de prolongamento de um prazo absurdo: a maioria dos directores na dúvida preferiu arredondar em claro excesso. Não me admiraria que o total nacional de professores ameaçados se aproxime dos 20%.

Depois deixou que critérios diferentes fossem utilizados na selecção desses professores (ver por exemplo nos comentários a este artigo), motivo mais que suficiente para que o concurso seja impugnado, e ainda gostava de perceber de que estão à espera os sindicatos.  [Read more…]

Hóquei em Campo: Portugueses imparáveis

Armindo de Vasconcelos

Portugal acaba de golear o Azerbaijão por 5-0, no primeiro jogo da segunda jornada do Europeu, terminado há minutos.

Com 1-0 ao intervalo, a selecção portuguesa, tal como ontem, partiu para uma segunda parte demolidora em termos de produção atacante e cimentou o primeiro lugar na classificação.

Amanhã, pelas 13,00 horas, os portugueses defrontam Chipre.

Fotos: fphoquei.pt

O Umbigo

O umbigo é a mais bela e simbólica cicatriz corporal. (Uma ideia tonta que me assaltou). Essa depressão na pele que nos marca a todos por igual. Iguais desde o nascimento à morte.

Damos-lhe pouco importância.

Não o cientista  Georg Steinhauser, que estudou a sujeira que se acumula no umbigo. Descobriu coisas engraçadas: os fiapos do umbigo não são apenas feitos de tecido. Na sua composição encontram-se fragmentos de pele morta, gordura, suor e poeira.

E depois há as expressões tão curiosas à volta dele:

1. Devemos cortá-lo definitivamente (cordão umbilical)

2. Não devemos centrar-nos no nosso próprio umbigo

3. Não somos o umbigo do mundo

4. Umbigo do sonho (expressão criada por Sigmund Freud: “… existe pelo menos um ponto em todo o sonho no qual ele é insondável – um umbigo, por assim dizer, que é o seu ponto de contacto com o desconhecido”)

Você deve conhecer mais!

Um governo corrupto

Um governo que tem um Miguel Relvas é corrupto (e não quero saber do detalhe anedótico da licenciatura, o caso contado por Helena Roseta é muito mais grave e as mentiras na AR chegavam).

Um governo que não tocou numa PPP mas foi aos bolsos dos funcionários e pensionistas, é corrupto.

Um governo que privatiza o que dava lucro ao estado, e quando privatiza arranja logo uma investigação, é corrupto.

Um governo que capitaliza bancos sem contrapartidas, é corrupto.

Um governo que promove os despedimentos, criando um mercado selvagem de emprego, é corrupto.

Um governo que aumenta os “nichos” de negócios na saúde e na educação, é corrupto.

Um governo que despede professores mas enche o bandulho às escolas privadas, é corrupto.

Um governo que contrata tarefeiros através de empresas de exploração de recursos humanos, é corrupto.

Um governo que não toca nas leis que tornam impossível em Portugal combater a corrupção, é corrupto.

Podem dizer-me que isto não é corrupção, é ideologia – seja -,  é a ideologia da corrupção. Podem tentar o argumento de que foi legitimamente eleito – pois foi -, mas perdeu toda a legitimidade quando prometeu não fazer tudo o que fez num instante. Podem tentar calar um Bispo, caindo-lhe em cima com Torres e Cavalos: não calam os Peões. E ainda agora a procissão vai no adro. Esperem pelas vindimas.

Vigílias pela Educação

Locais confirmados no Facebook, mas em muitas outras cidades os professores já se organizaram nas redes sociais mais arcaicas.

  • Aveiro – Praça da República
  • Beja – Praça da República
  • Braga – Avenida Central
  • Bragança, Praça Cavaleiro Ferreira
  • Coimbra – Pr. da República
  • Évora – Praça do Giraldo
  • Faro – Jardim Manuel Bívar
  • Leiria – Largo da República
  • Lisboa – Junto à Assembleia da República
  • Porto – Praça da República
  • Santarém – Largo do Seminário
  • Setúbal – Praça do Bocage
  • Vila Real – Câmara Municipal
  • Viseu – Rossio

A defesa da escola pública não é um problema apenas dos professores; o despedimento anunciado vai arrasar a qualidade de ensino: mais alunos por turma, mais aulas por professor, é a fórmula de quem quer a privatização das escolas.

Que ninguém fique em casa.

Uma classe zombie e um ministro bárbaro

Santana Castilho *

Numa sexta-feira, 13, a tampa de um enorme esgoto foi aberta ante a complacência de uma classe que parece morta em vida. Nuno Crato exigiu e ameaçou: até 13 de Julho, os directores dos agrupamentos e das escolas que restam tiveram que indicar o número de professores que não irão ter horário no próximo ano-lectivo. Se não indicassem um só docente que pudesse vir a ficar sem serviço, sofreriam sanções. Esta ordem foi ilegítima. Porque as matrículas e a constituição de turmas que delas derivam não estavam concluídas a 13 de Julho. Porque os créditos de horas a atribuir às escolas, em função da deriva burocrática e delirante de Nuno Crato, não eram ainda conhecidos e a responsabilidade não é de mais ninguém senão dele próprio e dos seus ajudantes incompetentes. Não se conhecendo o número de turmas, não se conhecendo os cursos escolhidos pelos alunos e portanto as correspondentes disciplinas, não se conhecendo os referidos créditos, como se poderia calcular o número de professores? Mas, apesar de ilegítima, a ordem foi cumprida por directores dúcteis. Como fizeram? Indicaram, por larguíssimo excesso, horários zero. Milhares de professores dos “quadros” foram obrigados, assim, a concorrer a outras escolas por uma inexistência de serviço na sua, que se vai revelar falsa a breve trecho. Serão “repescados” mais tarde, mas ficarão até lá sujeitos a uma incerteza e a uma ansiedade evitáveis. Por que foi isto feito? Que sentido tem esta humilhação? Incapacidade grosseira de planeamento? Incompetência? Irresponsabilidade? Perfídia? [Read more…]

Cadi

( Já publicado anteriormente)

(Desenho de Manel Cruz)
Cadi era uma mulher esbelta. Uma verdadeira Balanta-Bravo. Não tão bonitas como as Futa-Fulas, as balantas tinham um corpo de fazer inveja a quaisquer outras. A Cadi era o ver-dos-olhos de soldados, sargentos e oficiais. Mas apenas o ver-dos-olhos. Mais do que isso Cadi não permitia. [Read more…]

FNE e Crato: e agora?

A onda está em movimento e como se viu em 2008 já não dá para parar.

Há blogues que continuam a pensar na presença ou na ausência, porque é sempre mais fácil dizer do que fazer, bater depois de acontecer, em vez de avançar antes de ocorrer. Os chamados treinadores da blogosfera que acertam sempre no resultado depois do jogo acabar. Também há os que parecem estar do lado dos professores, mas que depois acabam por subscrever as maldades que nos fazem.

Mas, como aqui no Aventar, não temos esse tipo de limitações, podemos avançar para a rua sem medos, verdadeiramente livres – vamos a jogo antes dele acabar!

E há gente por aí a colocar-se em bicos de pés para aparecer.

A FNE, federação sindical de professores próxima do PSD, tem assinado tudo quanto é acordo com o sr. Ministro e depois, quando percebe que a onda está lançada, aparece para a tentar apanhar. Os professores lançam os foguetes e eles aparecem para apanhar as canas.

Lamento, mas desta vez, não vão apanhar a boleia – parte do que está a acontecer aos professores é culpa da FNE, que irresponsavelmente assinou o que não podia ter assinado, aliás, o mesmo acontece com a “UGT que tem andado de braço dado com a TROIKA”. Respeito a sua estratégia e a condução que é feita pelos seus dirigentes, mas não podem dizer uma coisa para a classe e depois fazerem outra na mesa negocial.

E, como Professor, é isto que vou dizer a quem me ouvir ou a quem tiver chegado a este ponto do post.

Vamos para a rua com quem temos que ir e com quem podemos contar! Não quero ter que escrever que fomos novamente enganados. Não seremos!

 

Hóquei em Campo: Portugal entra a golear

Armindo de Vasconcelos

Portugal goleou a Grécia por 5-1 (1-0, ao intervalo) na jornada inaugural do Campeonato da Europa que decorre, desde hoje de manhã, no Complexo Desportivo do Jamor.

Entretanto, no primeiro jogo do dia, Azerbaijão e Gibraltar tinham empatado a uma bola, depois de, ao intervalo, os gibraltinos estarem a vencer por 1-0.

S. Bento e a Ordem Beneditina


Apesar do tom demasiado beato para o meu gosto, o presente documentário tem partes que se aproveitam para o estudo da organização da Igreja Católica e da difusão do Monaquismo.
Tema 3 do Programa: A formação da Cristandade Ocidental e a Expansão Islâmica
Unidade 3.1. – A Europa -Cristã nos séc. VI a IX.

Juro!

O discurso é um pouco como a Verdade: hoje é uma coisa, amanhã é o seu oposto.
O que importa é continuar a sorrir e a acenar, sorrir e acenar

D. Januário Torgal Ferreira:

O Bispo das Forças Armadas, D. Januário Torgal Ferreira sempre gostou de uma boa polémica. Sempre o admirei, mesmo quando não concordo com ele. Gosto da sua frontalidade. Diz o que pensa mesmo quando, raramente, não pensa no que diz.

Por muito que custe a alguns, basta reparar nas diversas caixas de comentários dos blogues, e independentemente do alvo (ele também disparou contra o anterior Governo, faço-lhe essa justiça recordando o facto) ele desta vez embarcou na treta de café ou de táxi.

A diferença, contudo, é que nem ele é taxista nem os jornais são mesas de café. D. Januário atirou lama em direcção a uma multidão. Fez como a polícia nas cargas efectuadas nas manifestações: bateu em tudo o que mexe, culpados, inocentes, incautos, distraídos e tipos que só estavam a passar naquele momento.

Nesse aspecto, sublinho e quero aplaudir publicamente as palavras do Ministro da Defesa:

Eu espero que o senhor bispo tenha apresentado na PGR os factos que fundamentam essa declaração, até porque o senhor bispo deve obediência às regras da Igreja e o falso testemunho é matéria que não obedece às regras da Igreja”, afirmou José Pedro Aguiar-Branco.

As coisas são como são.  Enquanto Bispo, D. Januário não é uma pessoa qualquer. A forma como o afirmou obriga-o a explicar quem são os corruptos e quais os crimes que cometeram, deixando para a justiça terrena a prova. É o mínimo que se lhe pode exigir.

Nem imaginam o quanto me custa escrever estas linhas. Tenho uma enorme consideração por D.Januário Torgal Ferreira. Mesmo sabendo que estas últimas declarações são fruto das incómodas notícias sobre a sua reforma. Contudo, homem inteligente como é, já deveria estar preparado e sendo Bispo das Forças Armadas sabe muito bem que na guerra todos dão e levam, como sabiamente diz o povo.