O meu antidepressivo

 

Os amigos são o melhor antidepressivo! Passa-se uma tarde com eles e eis que esquecemos o que queremos esquecer! E até há dores físicas que se atenuam. Qual comprimido, qual bebedeira, qual carapuça!

E não são precisos muitos (amigos, entenda-se). Poucos mas bons, eficazes no combate a dores de muita ordem!

Estar com eles é também viajar sem sair de casa… é fazer férias sem gastar muitos tostões! Levar um vaso para ele colocar na janela e um bolo de iogurte feito com ovos caseiros (de preferência) para completar a mesa que ele já tem preparada à nossa espera, tão farta. Recordam-se momentos juntos, rimos a ver fotos, etc. O tempo passa a correr. As suas fobias e problemas são semelhantes aos meus e tudo se mistura com um copo de vinho escolhido cuidadosamente. E assim passamos uma boa tarde e a vida se revela menos difícil.

Quem tem amigo(s) tem tudo.

CAA contra CAA

O blogger CAA escrevia no Blasfémias mas foi expulso pelo deputado CAA, o qual passou a escrever no seu lugar.

O blogger CAA mantinha os comentários abertos, produzia repetidas diatribes, como esta aqui ilustrada,  sobre as artimanhas de Sócrates e até dissertava num jornal, o CM, sobre o “declive ético e político” do PM de então.

Já o deputado CAA fechou os seus posts aos comentários, assobia para o lado face às trapalhadas do seu ministro Relvas e até se insurge contra um jornal, o Expresso, por causa de um texto humorístico do Comendador Marques de Correira, pseudónimo, o qual tanto malhou em Sócrates como o há-de fazer, suspeito, nos passarões deste governo. Já agora, que ninguém fale ao deputado CAA do Inimigo Público sob risco de lhe dar uma coisa má.

A quem souber do blogger CAA, que o incentive a correr com o deputado CAA por forma a que o blogger retome o seu lugar. “Face ao imparável declive ético e político” de Relvas, o primeiro faz falta. Pá.

Nota: Agora é uma boa altura para ler, ali mais abaixo, sobre a ambivalência dos partidos enquanto governo e oposição. É que os partidos são compostos por pessoas, não são?

É preciso contratar mais cem mil professores

A afirmação que serve de título a este texto é tão leviana como as afirmações proferidas por José Manuel Fernandes, habitual produtor de leviandades, sobretudo quando escreve sobre funcionários públicos, essa subespécie do gorgulho. [Read more…]

Correia Sabão Xuxa de Campos

Tenho pena da tarefa inglória de alguns trombones isolados do Partido Socialista, como por exemplo o luzidio Correia de Campos, quando vêm lamentar-se daquilo a que chamam «eficaz campanha montada pela actual maioria para demonizar José Sócrates», em artigo de opinião, hoje, no Público, 23 de Julho de 2012. Não. Não há campanha nenhuma nem se pode demonizar ou redemonizar o que já está bem demonizado. Pelo contrário: choca na actual maioria a elegante decência indecente do silêncio relativo aos erros e delitos de gestão das duas legislaturas anteriores.

Por seu lado, e em geral, os media poupam e omitem o passado recente que envolve esse ex-actor político, deixando tudo para o Correio da Manhã que, por sua vez, vende mais jornais que quase todos eles somados. Mais: mesmo a bloga que mais o causticou, nesses belos anos de crispação estéril, também passa ao lado de qualquer sombra de campanha, como se esse desastre governativo promotor de uma falência em grande do Estado Português, não tivesse sequer exercido funções executivas. Por isso mesmo, tal bloga nunca olha para trás. Por outro lado, contra o que Correia Sabão de Campos exara, também não resulta matéria de fé nem efeito de santos tribunais que, para técnicos e senso comum, institutos públicos e PPP, sob a mão hábil de esse mesmo ex-actor político, tenham sido, sobretudo as últimas, realidades, actos, soluções finais contra o Estado Português e, sobretudo, A Solução Final para os contribuintes portugueses. Vozes como a de José Gomes Ferreira não mentem porque não precisam. É o que é.

Quanto às ditas acusações de corrupção «nunca provadas», segundo Correia Xuxa de Campos, [Read more…]

P*-Na-Oposição e P*-No-Governo

O Joaquim queixa-se ali do bife do Seguro. Mas acontece que essas coisas do anterior governo não foi lavra do PS. Foi outro partido, o PS-No-Governo.  O Partido de Seguro é o PS-Na-Oposição, distinto do anterior e povoado de almas preocupadas com as desgraças causadas pelos anteriores governantes. Que nada têm a ver com eles, claro. Quanto ao PS propriamente dito, só existe no dia da eleição, logo se camaleando numa das outras variantes. Um pouco como o PSD-No-Governo, o PSD-Na-Oposição, o CDS-No-Governo e o CDS-Na-Oposição

Quanto aos PCP-No-Governo e BE-No-Governo, estes partidos não existem por falta de oportunidade, mas procuram lá chegar com despreocupadas promessas enquanto variantes PCP-Na-Oposição e BE-Na-Oposição. Há ainda outro partido com assento parlamentar, o PEV, mas todos sabem que é como as melancias, verde por fora e vermelho por dentro, uma sub-categoria do PCP-Na-Oposição.

Claro que estas dualidades só existem porque os eleitores votam em promessas sem reflectirem na sua exiguidade e sem, depois da eleição, pedir contas pelo incumprimento. Se o esquema de angariação de votos funciona porque hão-de os beneficiários mudar de comportamento? É preciso mudar isto, o que deve  começar com a eleição directa dos deputados sem ser pelo rebanho das listas partidárias. Votar num deputado como forma de responsabilização directa.  Outra frente, como escreve o Fernando, é ler e reflectir sobre o Movimento Revolução Branca. Duas ideias que poderão não ser muito mas é preciso começar por algum lado.

Márcio Marques: A minha figura

Armindo de Vasconcelos

Ainda não se perderam os ecos da vitória total da selecção portuguesa de hóquei em campo no Europeu júnior do Jamor e a granjeada promoção ao Championship II, cujo campeonato Portugal irá disputar em 2014, defrontando, em função dos resultados da prova que decorreu em Cernusco (Itália), a Rússia, Ucrânia, Itália e Suíça. Áustria e Polónia ascenderam ao Championship, a elite europeia. República Checa e Bielorrússia foram os últimos classificados e serão despromovidos ao Championship III. De 26 de Agosto a 11 de Setembro, terá lugar a verdadeira prova da alta-roda do velho continente em Den Bosch (Holanda,) e os últimos, ao serem despromovidos, serão também adversários de Portugal.

Mas a minha figura de hoje é o treinador adjunto da equipa nacional. Que me perdoe o Rui Graça (com quem fizemos, aliás, um trabalho aqui publicado), o enorme respeito que nutro por ele, a grande e velha amizade que nos une, mas, hoje, eu quero falar de Márcio Marques.

Faço-o porque o Márcio é uma referência na modalidade. Como muitos outros, eu sei, que se desdobram em múltiplas actividades, em sacrifícios plurais, para não deixar cair uma modalidade de que gostam muito e que só tem pernas para andar se os seus agentes assumirem essa pluralidade de trabalhos e sacrifícios, suores e renúncias, de doação extrema. [Read more…]

Movimento Revolução Branca: a recuperação do cravo

O Movimento Revolução Branca assume-se como porta-voz de alguma revolta e de muitas preocupações e pretende passar à acção, nomeadamente através da Apresentação da Participação crime contra titulares de cargos políticos. É obrigatório, no mínimo, ler e reflectir.

O Melhor Bife é para Seguro

Sim, Seguro quer coisas, por exemplo preservar o Estado Social. Mas como, se o mesmo Partido Socialista a que preside queimou sem dó nem piedade o mesmíssimo Estado Social ao criar o célebre Estado Socialista, que nunca faltou com nada aos seus, e ao empenhar o País além da Troyka?! Sim porque foram os socialistas os primeiros a ir além da Troyka: foram à sua frente com bons argumentos de incúria, dívida e gestão danosa para preparar melhor a sua chegada. Agora, com tal bebé no colo, o Partido Social Democrata prossegue os acabamentos. Está a dar a pedra de toque, emagrecendo-o para níveis anteriores ao 25 de Abril, quando o País se dividia entre amordaçados que trabalhavam, amordaçados que tentavam ter trabalho e todos os felizardos que se puseram fora daqui. O problema é precisamente quando Seguro quer coisas, mas é esquisito e birrento, porque têm de ser sem isto e sem aquilo. Dá vontade de lhe dar o melhor bife para que se console. Nunca é de mais lembrar-lhe uma coisa muito simples: o PS está para o Estado Social como o coveiro para a cova. Passos veio apenas dar uma mãozinha.

Empreendedorismo à portuguesa

Estudo conclui que alunos do particular têm sido beneficiados.

Maçãs podres

Paulo Morais, ex-vice-presidente da Câmara do Porto e coordenador da Transparência e Integridade que luta contra a corrupção e pela maior transparência na vida pública, disse à revista Visão (19/7): o Parlamento é o “maior antro de tráfico de influências do País».

Conflitos de interesses, promiscuidades, indecências, etc. Paulo Morais nomeia os deputados acusados deste tipo de situações.

“O cidadão comum não consegue escrutinar todo um conjunto de informações formalmente públicas, mas que não são de fácil acesso (…)”, palavras de Paulo Morais.

Somos tomados por lorpas! Até quando?

 

MEC – manifestação de preferências é a confusão total!

Eu sei que para os amigos e leitores do Aventar já começa a ser uma chatice estas coisas dos “Setores“.

Mas são umas em cima das outras e não é fácil deixar passar:

Esta semana é a vez dos candidatos a professor e dos contratados manifestarem as suas preferências, isto é, quem quer tentar um contrato numa escola pública tem que escolher esta semana as escolas. Até aqui nada de novo.

Acontece que o concurso começou em Abril e era balizado pela legislação existente na altura. Agora, no segundo momento do concurso, o MEC diz que a lei é outra, que entretanto publicou!

Isso mesmo: o concurso começa com umas regras que ao intervalo o MEC quer mudar! Espantoso! Depois admiram-se dos Professores andarem na rua!

Grande Contabilidade Mortuária

Há menos de um ano, espantávamo-nos com as mortes solitárias dos nossos velhos, cadáveres de uma, duas ou mais semanas de silenciosa putrescência, cadáveres mumificados e sem odor por meses, anos, de esquecimento e reserva, ou voluntária, no corte com os demais, «para não pesar a ninguém» ou então relegados por uma família deles despreziva, capaz de os olhar de soslaio por serem «demasiado lastro, demasiado monos, demasiado sonoros roçadores de gengivas ou repetidores fastidiosos de estórias». Quanto a mim, os Pessa e os Saraiva, que são uma ordem diversa de mortos, porque sob todos os focos, apresentam-nos sobejas lições de vida e em qualquer caso, mereceriam menor severidade parcialista que aquela suscitada por nós mesmos, comovidos ou não. [Read more…]

Utopia

Em Utopia, o humanista Thomas More critica o quadro sociopolítico do seu país, a Inglaterra do século XVI, o despotismo das monarquias europeias, o servilismo, a venalidade dos altos funcionários, o luxo e a injustiça dos nobres e monges.

Pedi emprestado a uma amiga, ela que tem livros extraordinários no seu T1, uns atrás dos outros, raridades de se encontrar, escondidas umas atrás das outras, tesouros para se descobrir com ajuda de mapa!

Abro à sorte, curiosa, «talvez encontre uma frase inspiradora», entre tantas palavras escritas num tamanho de letra tão pequenino.

Escritas no Renascimento longínquo, elas são tão utópicas, tão impossíveis. Contudo, tão desejadas:

Nesta ilha [da Utopia] divide-se o dia e a noite em 24 horas exactas e destinam-se e destinam-se ao trabalho apenas 6 horas: 3 antes do meio-dia, com intervalo (…), duas de descanso, seguindo-se mais 3 horas de trabalho e a ceia. (…) O tempo livre entre o trabalho, as refeições e o sono é ocupado livremente por cada indivíduo, como melhor o entender. (…) libertos das suas ocupações, se ocupem e empreguem a sua actividade variadamente na arte ou na ciência que mais lhe agrade.”

6 horas de trabalho (fazemos muito mais que isso), 8 para dormir e 10 para nós.

6. 8.10 – uma boa relação para o dia-a-dia. Era bom, não era?

A Utopia tem outro nome: «férias». 15 dias por ano, para quem as pode ter, podemos sonhar com a Utopia.

Em certos sentidos, ainda vivemos na Idade Média…

P.S.: esse tempo de utopia será também a reforma? Ainda me falta tanto… Era agora que me queria cumprir! Tanto que quero fazer e não fazer e não há tempo.

O Primeiro Rei

Pequeno filme animado de cerca de 5 minutos sobre a vida do primeiro rei português e alguns dos episódios mais marcantes da sua governação. Divertido q. b., funciona muito bem em contexto de sala de aula.

Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 3 – A formação da cristandade ocidental e a expansão islâmica
Unidade 3.4. – A Península Ibérica: Dois mundos em presença

Em direcção à luz

O rapaz da bicicleta