gente de confiança

Nada como um director atento, venerando e obrigado

Sobre esta decisão ministerial, entre o delírio e a anedota, faltava uma cereja sobre o bolo:

Ambos acreditam que, “para se protegerem, alguns directores venham a indicar como tendo horário zero muitos professores que até poderão vir a ser necessários nas escolas”. Filinto Lima, dirigente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) afirma não ter dúvidas de que “isso vai acontecer”: “Professores com muitos anos de carreira, que já nem sabem o que é apresentarem-se a concurso, vão ver-se nessa situação, com graves prejuízos do ponto de vista psicológico e emocional”, realça. Este dirigente, contudo, diz não poder “criticar o MEC”: “Idealmente pedir-nos-iam estes dados mais tarde, mas temos de aceitar as indicações do ministério”, disse.

Vamos por partes. Se o dirigente Filinto tivesse lido o Decreto-Lei n.º32/2012 de 27 de junho (saiu a semana passada mas era conhecido o seu conteúdo) saberia que “os docentes são ordenados de acordo com a sua graduação profissional”, ou seja, o poder discricionário dos directores pelo menos por uns tempos acabou. Mas cerejinha é essa de “não poder criticar o MEC”. Que está obrigado a cumprir uma determinação superior, claro que está, mas que o pode fazer sob protesto pode. De resto uma boa forma de salvaguardar a tempestade que  lhe pode cair sobre a cabeça.

na morte de um periquito

Se me perguntas como se constrói um carro, ou de que é feito o planeta Terra, ou como é que a borracha consegue apagar os riscos do lápis no papel, eu posso procurar na enciclopédia, ou na wiki, e explicar-te, mais coisa menos coisa. Podemos construir uma miniatura do sistema solar e contar os países que há em África. Podemos usar o super olho biónico para ver como é a pele de um braço ampliada, ou um fio de cabelo, ou umas pedras de sal. O mundo é um sítio explicável, sabes?

Mas quando ficamos a olhar o periquito morto, quer dizer, o corpo inerte do periquito, e tu me perguntas onde está agora o periquito e por que é que o periquito já não canta, nem voa, nem tenta bicar-nos os dedos, o mundo deixa de ser tão explicável. Por que é o corpo fica assim, esse miserável corpo hirto, de patas esticadas, esse corpo que já não reconhecemos como o do periquito? Por que é que a vida que pulsava ali deixou de estar? Onde está agora o periquito? Há algum lugar onde ele esteja? [Read more…]

Alguém no Ministério da Educação não está a ver bem a coisa

Alertado pelo Arlindo, fiz umas perguntas durante a tarde, e passo a explicar: hoje sem mais nem ontem o Ministério da Educação avisou os Directores das escolas de que têm até sexta-feira para declararem quantos professores não vão ter horário no próximo ano.

Ora sei de escolas que começaram as matriculas hoje e as têm marcadas até 6ª feira, novos agrupamentos que ainda não têm Comissão Administrativa Provisórias, isto já para não falar de escolas onde ainda não está decidido se as aulas vão ser de 45 ou 50 minutos, de este ano as matrículas não serem obrigatoriamente na escola de residência (o que em algumas cidades levará a muita mudança), e ainda arranjava aqui uns etceteras, mas chega.

Note-se que no caso dos novos agrupamentos ainda sem CAP o que este prazo provoca vira-se contra a intenção de através dos muito mega agrupamentos se pouparem horários…

Donde e há falta de melhor argumento o melhor é o Gaspar das finanças meter esta gente na ordem e mandar prolongar o prazo. É certo que pessoalmente me dá jeito, mas a poupança da pátria acima de tudo.

Está publicado em Lei o novo regime de Gestão das Escolas

Curta se torna a espera de algo que não se quer! No Aventar tivemos oportunidade de pensar as propostas do MEC que agora ganham a forma de Lei.

No contexto Educativo global é mais um instrumento do projeto deste governo para reduzir a Escola Pública a um espaço de alguns, onde outros, com dinheiro, não vão querer estar.

Os pais estão fora do pedagógico e é desta forma que se pretende fomentar a participação da sociedade na Escola. Um absurdo que se junta a outros porque o modelo de gestão que tem por base um Diretor já provou que não serve. Ou será que serve os interesses que estão fora da Escola Pública?

Selecção Nacional: O mito de Scolari acabou


Onde se torna óbvio que ser derrotado nos penalties de umas meias-finais contra a Espanha Bicampeã da Europa e Campeã do Mundo tem muito mais valor do que perder uma Final em casa contra a pobre Selecção da Grécia.
Onde se compara a pobreza franciscana da Selecção de 2012, o que só engrandece o trabalho de Paulo Bento, com o luxo da Selecção de 2004 que Scolari desperdiçou.
A ler no Bitri.

O Ouro da Ana

A Ana Dulce Félix trouxe ouro para Portugal! Ou melhor, conquistou uma medalha de ouro na 21ª edição dos Campeonatos Europeus de Atletismo. A sua primeira medalha internacional “e logo de ouro”!

Ofuscada pelo Euro 2012 e pela derrota da seleção nacional frente à fortíssima Espanha – que veio a sagrar-se campeã da Europa -, esta edição dos campeonatos de Atletismo europeus foi, porém, muito positiva para Portugal:” previsão lusa de três medalhas acabou por se confirmar”.

Não podemos esquecer o Ouro dos nossos atletas, a qualidade dos nossos desportistas nesta àrea, que tem sido relegada para lugares secundários, muito injustamente. Há que apoiar mais o Atletismo nacional.

 Parabéns Ana Félix e boa sorte na maratona dos jogos Olímpicos!!

Vila do Conde

A Infâmia…

… a selvajaria e a barbárie nunca desgrudaram da pele do ser humano, apesar dos séculos, dos museus, da “cultura” e da tecnologia.

Agora encontraram uma nova frente, este parvalhão é o seu arauto e merece o mais veemente e claro dos repúdios.

Mas condenemo-lo com cuidado e alguma auto-critica enquanto povo e país. É que, se o homem e seus seguidores não deixam de ser uns obscuros idiotas fundamentalistas, nós, por cá, também não respeitamos lá muito o património colectivo e até da humanidade.

E isso, queiramos ou não, correndo o risco de parecer forçar a analogia, não abona grande coisa a favor da nossa imagenzinha civilizada e assim tão distinta da barbárie.

Privatizar a enfermagem, um excelente negócio

Ainda mais escandaloso do que pagar 3,96€ por hora a um enfermeiro, é o que acabo de ouvir numa rádio: na realidade o estado paga 5€ por hora a uma empresa, esta por sua vez é que fica a ganhar 1,04€ pelo trabalho alheio. Pior ainda, segundo um dirigente sindical o gamanço pode atingir 50% do que é pago pelo estado.

É o capitalismo em todo o seu esplendor. Uns vendem a sua força de trabalho a preço de saldo, outros apropriam-se de uma mais-valia completamente absurda, limitando-se a seleccionar candidatos e a tratar da contabilidade.

Temos por exemplo uma tal de Medicsearch, citada na notícia. Vai-se a ver é pertence à Fly2doc, uma multinacional deste ramo do esclavagismo moderno, pomposamente baptizado de “serviços de consultoria de recursos humanos para a área da Saúde“.

Claro que perante isto só podemos repetir que o nosso mal é estado a mais e privado a menos, que andávamos a viver acima das nossas possibilidades e urge cortar nas gorduras do estado. Haja mais privado, alguém lucrará com isso sem sujar as mãos num único doente.

Viva a Espanha!

Ao contrário de muitas pessoas, fico contente que a Espanha seja Campeã Europeia. Isto só quer dizer que a selecção lusa perdeu e da forma que foi, sem nunca desistir, apenas com a roleta russa que são os penalties, para uma grande equipa.
Feitas as contas, somos os segundos melhores porque conseguimos fazer os españolitos sofrer, suar as estopinhas e só caímos com grandes penalidades.
Viva a Espanha!! Viva Portugal!! Viva a Península Ibérica!!! Amigos espanhóis e vossos familiares, Parabéns!

Noémia Pinto

Jotinhas que nunca trabalharam

O colega aqui do quarto direito, atirou-se, no Forte Apache a um sindicalista que, segundo ele não trabalha desde 1979. Como li o texto um bocadinho depois da hora, ainda pensei que se tratava de um trocadilho sobre o espantoso currículo do Pedro Passos Coelho nas empresas dos amigos, isto é, na Jota do Ângelo Correia.

Li, depois, com mais atenção e percebi, com umas trocas de comentários, que a sátira era sobre uma questão bem mais delicada – a dificuldade de renovação do movimento sindical, algo comum a todas as estruturas coletivas da nossa sociedade.

O que me dizem os responsáveis da igreja, não é diferente do que se passa nas associações de pais, nos clubes, nos partidos e, claro, nos sindicatos.

As jotinhas dos Partidos (PS, PSD e CDS) são um fantástico mecanismo de promoção social – todos o sabem. Também sabemos todos e eu já o escrevi no Aventar, o que significa o movimento sindical para o PCP.

Mas, estas são duas dimensões apenas duma realidade bem mais complexa. Tem havido baixa rotatividade no mundo sindical? Se calhar.

Mas, nas outras organizações tem sido diferente? Ao nível local, quem manda no PS e no PSD não têm sido os mesmos desde sempre?

Respondem-me que, então estão bem uns para os outros, ou antes, estão mal uns para nós! Sim. Claro. E daí o problema!

A questão central é mesmo esta, porque é que as dimensões coletivas da nossa sociedade estão a falhar? E como é que se consegue dar a volta a isto?

Spartacus


Para o estudo da sociedade romana, este documentário em português de Portugal narra a história de Spartacus, o escravo que liderou uma das maiores revoltas contra o domínio de Roma. Há um outro documentário interessante sobre este tema, Spartacus: Por detrás do mito.
O clássico de Stanley Kubrick de 1960, com Kirk Douglas como protagonista e com nomes como Laurence Olivier ou Peter Ustinov, não está integralmente disponível na net a não ser em russo. Mas há um resumo de cerca de 20 minutos, em espanhol, para uso didáctico, e outros resumos em inglês (10 minutos) , mas nenhum em português.
Há um outro filme sobre este tema, «O filho de Spartacus», este sim completo, mas em italiano e sem legendas.
E há muita coisa sobre a moderna série Spartacus, actualmente em exibição (2ª temporada) nos canais por cabo.
Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 1 do Programa: Das sociedades recolectoras às primeiras civilizações
Unidade 2.2. – O Mundo Romano no apogeu do Império

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