Almançor

Mesquita de Cordoba 13

Interior da Grande Mesquita de Córdoba

No apogeu do Califado Omíada de Córdoba e extensão máxima do território muçulmano na Península Ibérica, governou o Al-Andalus o hajibe Abu Amir Muhammad Ibn Abdullah Ibn Abi Amir, de cognome Al-Mansur, “o vitorioso”, conhecido pelos cristãos pelo nome de Almançor.

Homem extremamente ambicioso, determinado e implacável, político hábil e grande estratega militar, foi senhor absoluto da corte de Córdoba, remetendo o Califa em exercício para um papel de mera figura decorativa. Levou a cabo 57 campanhas militares contra os reinos cristãos do Norte, durante as quais nunca conheceu a derrota, fixando a fronteira ao longo do vale do Douro. Dos seus feitos contam-se os ataques a Barcelona, Santiago de Compostela, León e Pamplona.

A audácia e coragem de Almançor granjearam-lhe um enorme prestígio entre os muçulmanos da sua época e um correspondente temor e ódio por parte dos cristãos, como ilustra uma passagem da Crónica Silense sobre a sua morte:

“Mas, no final, a divina Piedade se compadeceu de tanta ruína e permitiu erguer a cabeça dos cristãos, pois passados doze anos foi morto Almançor na grande cidade de Medinaceli, e o demónio que havia habitado em si foi para os infernos.” (Cronica Silense, in WIKIPEDIA, página electrónica citada) [Read more…]

Pedro é o lobo

Pedro Passos Coelho agradece, secretamente, o trilho desbastado por Sócrates, recebe, penhorando-nos, a ajuda de Cavaco, e exulta, contido, com o contributo do Tribunal Constitucional.

Na alcateia em que vive, o macho-alfa chama-se Merkel. Pedro, o lobo, vive na base da hierarquia e limita-se a receber ordens. Entre as suas presas preferidas avultam o sistema nacional de saúde e as escolas públicas. Não lhe passa pela cabeça atacar PPPs e BPNs, festim exclusivo de outros canídeos superiores. Num país pastoreado por predadores, a ovelha é que se lixa, mas quem nasceu para ovelha tem de ser comido por lobos.

O mais baixo magistrado da nação

Sem o auxílio do bolo-rei, as declarações de Cavaco Silva têm outro sabor. De acordo com o vídeo, Cavaco não manda fiscalizar o Orçamento de Estado, porque nenhum outro Presidente o tinha feito. Ficamos, ainda, a saber que Cavaco, mesmo que entreveja alguma inconstitucionalidade num Orçamento, prescindirá da sua função de defensor da Constituição e dos cidadãos. E assim se confirma que o Presidente da República é, actualmente, o mais baixo magistrado da nação.

Amanhã à mesma hora um novo dia

O convite para integrar o “elenco” desta magnífica companhia chegou por mãos amigas. Olha lá uma coisa que ando aqui a remoer há uns tempos: queres juntar-te ao Aventar? Eu disse logo que sim, orgulhosa por o meu amigo Fernando considerar as minhas fotos dignas de tão nobre montra, sem pensar muito no assunto, toda contente por aqueles senhores de um dos blogs mais lidos do País acharem que eu tenho alguma coisa a dizer ao mundo através das minhas fotografias, que são, como hei-de dizer, a minha voz.
Mas como as fotografias não obedecem nem deixam de obedecer ao acordo ortográfico e como hoje é o primeiro dia do resto da minha vida, resolvi então escrever este textinho inaugural e juntar-lhe a primeira de muitas fotografias que gostaria de ir partilhando com os leitores/espectadores deste espaço de liberdade bem frequentado.

A outra tourada de San Ferminak

Nesta os touros vão fardados.

Prenderam o amigo libanês

Esse portento de rectidão, Dias Loureiro, ficou sem parceiro de negócios.

Caso Relvas: Outras licenciaturas rápidas e competentes

A pedagogia do oprimido. As minhas memórias de Paulo Freire

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Recebi-o no Instituto de Ciências Sociais, da Organização Mundial para a Educação e a Unidade-ORMEU, da UNESCO, que eu presidia. Não tinha trabalho, convidei-o a ser mais um docente do Instituto. Mas que docente! Corria o ano de 1966. Fugia da perseguição irracional do Presidente do Brasil, Marechal Castelo Branco. Esteve meses em prisão e submetido a tortura.
Antes, mandei-o descansar, mas Paulo era Paulo Freire: o seu melhor descanso era ensinar. Começou de imediato. [Read more…]

O ano em que encarece a palha

Num país estranho de que me falaram, rapazes de vida airada brincavam até aos 40 anos, aprendiam tudo acerca de intriga, manobrismo e rasteiras nos partidos em que, tendo começado a colar cartazes, acabaram por ser dirigentes, passadeira pela qual chegaram a mandantes. Estudar é que não era com eles e nem mesmo trabalhar, porque para isso estavam aboletados na CP (Casa do Pai). Sabiam vagamente do interior do país e do seu povo por serem dados à grande cidade e às delícias que ela traz a quem não sabe quanto a vida custa a ganhar.
Mas um dia perceberam que, na grande cidade, eram olhados de alto por uns barões e marqueses de muito título e pilim. Mudaram de agulha e resolveram ser como eles. Começaram pelo pilim, pelas negociatas proporcionadas por uns bardinas partidários que sabiam da poda. Quando a carteira engordou, trataram dos títulos: como não era possivel ser barão  ou marquês, mesmo rebentando com o Visa e a conta bancária, porque é aquela chatice de haver neste mundo coisas que não se compram, atiraram-se a ser “dótores”. Sem estudarem, porque eles não tinham pachorra para isso.  Que estudassem outros, uns parvos sem o golpe de asa dos ladinos. E era esse país tão estranho que o puderam fazer na mais estrita legalidade, segundo roncaram os donos das escolas por onde saltaricaram.  É que as leis eram cozinhadas no parlamento, sítio esquisito onde os partidos estavam acampados: por fás e nefás eram todos primos e compadres. Tão esquisito, o tal sítio, que nele pai e filho não podiam parlamentar ao mesmo tempo. É que, se ao pai fosse perguntado o que fazia o filho, não podia o progenitor sujeitar-se à violência da verdade: meu filho deputa. [Read more…]

Os últimos dias de Pompeia


Pompeia passa ao lado do programa de História do 7.º ano. Os próprios manuais da disciplina raramente fazem alusão ao tema. A verdade é que, graças a Pompeia, é possível saber muito sobre a soicedade romana e seu quotidiano.
O cinema tem dedicado a sua atenção à tragédia de Pompeia. Na net, está integralmente disponível a longa metragem de 1959, «Os últimos dias de Pompeia», dirigida por Sergio Leone.
Outros filmes sobre o tema: «Pompeia: A fúria dos deuses» (dobrado em brasileiro) e «Pompeia – Último dia» (legendado em português). Este último, um documentário-filme, talvez seja o que tem mais interesse do ponto de vista do programa da disciplina de História.

Tema 1 do Programa: Das sociedades recolectoras às primeiras civilizações
Unidade 2.2. – O Mundo Romano no apogeu do Império

A ganhar as mentes e os corações

Os EUA matam mais 15 em ataque de drones no Paquistão.

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