É pecado não ser feliz

Encontrei um pedacinho de papel entre as folhas de um Moleskine: um recorte da rubrica «Escrito na pedra» (jornal Público). Não sei desde quando…

 A frase é do célebre escritor argentino J.L.Borges (1899-1986):

No passado cometi o maior pecado que um homem pode cometer: não fui feliz.

Passos Coelho recebe lições de Jorge Jesus

Passos Coelho tem revelado uma inusitada capacidade de usar a gíria e o calão, o que tem espantado os observadores políticos. O Aventar revela, hoje, o segredo: o chefe do governo tem andando a receber lições de Jorge Jesus.

Tudo começou com a célebre frase “Ainda não é a altura de ir ao pote”, passando pela escolha do adjectivo “piegas”, tendo atingido o auge com “As eleições que se lixem”. Fontes próximas do gabinete do primeiro-ministro declararam que, nos comentários à execução orçamental, Passos Coelho irá afirmar “Tivemos munta fortes.” Entretanto, irá aprender a mastigar pastilha elástica com a boca aberta, durante os debates na Assembleia da República, enquanto grita instruções para o grupo parlamentar.

 

Mixórdia de temáticas: musiquinhas profissionais

A partir do minuto 2:18.

Comunidade educativa

Outra vez os concursos de professores

Há por aí uma lei da vida de um tal de Murphy que diz qualquer coisa como ” Quando uma coisa tem que correr mal, vai mesmo correr mal”.

Crato merecia esta confusão! Sim, já estou na fase do quanto pior melhor!

O que estes boys estão a fazer à classe num ano é algo que se aproxima do reinado de quem sabemos, mas temos até medo de falar. Mas o monstro acordou e não vai dar para parar…

Esta semana mais de 50 mil almas têm uma aplicação informática para manifestarem as suas preferências. Tem acontecido de tudo:

– mudam a lei depois do concurso ter começado;

– horas e horas a tentar aceder e nada;

– 15 minutos para guardar um número na aplicação;

– servidor em baixo depois de duas horas a meter códigos;

– limites para coisas que não estavam previstas…

Enfim, um exemplo perfeito do que não pode ser uma aplicação informática. Um exemplo ainda melhor do que não pode ser uma prática governativa. Confesso que estou surpreendido com a capacidade de Nuno Crato. Não pensei que fosse tão mau!

Sabia que era um duque num naipe sem valor, mas não estava à espera que fosse o que está a ser: um gerador de saudades da Maria de Lurdes.

Ai! Escrevi! Cruzes! Canhoto!

Vou para a rua! Às cinco em frente à DREN!

zeros. toca a explodir!

“Que se lixem as eleições”

Que se lixem as eleições, o que interessa é Portugal”, disse o nosso PM, Passos Coelho que, desenganem-se, não está doente, só está a fazer dieta para não ficar barrigudo.

Esta frase vai dar pano para mangas, ou muito me engano!

“Que se lixem as eleições”? Ah?

“O que interessa é Portugal”- sim, concordo plenamente.

E o que fazemos às eleições? (Elas já estão «lixadas» há muito….). Não vamos votar? Como foi «parar» a PM?

O que sugere como substituto às eleições? E o que melhorar no processo de escolha dos nossos representantes? Pelo vistos não está satisfeito, tal como não está o cidadão comum. Andamos preocupados com este assunto. É que não há meio de encontrarmos as pessoas certas através das eleições ?!

Fiquei confusa, sr. PM!

Horários zero: o desnorte do Ministério da Educação

Primeiro, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) quis obrigar as escolas a indicar, até dia 6 de Julho, quantos horários-zero iriam ter, antes de terem a certeza de quantos horários-zero iriam ter, com ameaças aos directores, obrigando-os, no fundo, a indicar horários-zero em excesso. Depois, o MEC adiou o prazo da informação para dia 13, porque assim as escolas poderiam ter mais uma semana para continuarem a não ter a certeza do número de horários-zero que iriam ter. As escolas foram, portanto, obrigadas a indicar um tipo de horário que poderia ser designado por horário-zero-eventualmente-um. Pelo meio, os professores com esses horários-zero-eventualmente-um seriam obrigados a concorrer para sair da escola, embora pudessem, a qualquer momento, ser repescados, caso as escolas viessem a confirmar que, afinal, havia horário para esses mesmos professores, que passariam de um horário-zero-eventualmente-um para um horário-efectivamente-um. Depois disto tudo, o MEC ter-se-á lembrado de pedir às escolas que indicassem o mínimo de horários-zero possível, para além de, aparentemente, permitir que sejam abertas turmas de ensino profissional que estavam, até aqui, fechadas. [Read more…]

Centro de Emprego

Secretas?

Cenas do Meu Olho-da-Rua

O meu Olho-da-Rua é horrível, um ano lectivo inteiro a ensinar e a reunir em salas de aula-nave-espaciais, Escola intervencionada pela Parque Chular, quinze horas lectivas, um ano inteiro a deslocar-me fundamentalmente por minhas pernas. De autocarro. De Metro. Porém, a nenhum Olho-da-Rua poderei consentir me destrua, por isso determinei-me a transformá-lo num prado aprazível, moldável por minha mão. Conscientemente, sei que o meu Olho-da-Rua está sempre lá, mesmo quando trabalho e me entrego. Ele impede-me à partida alguns movimentos despreocupados, mínimas e médias despesas associadas à vida normal de um quarentão ou, vá!, de um europeu do sul: não fumo, não bebo, pelo que não há qualquer sofrimento por não poder comprar itens desses. Em que pensar? Tanto. O que fazer? Tanto. Aonde ir? Nem mais. Rua! Escritas aqui umas coisas muito livres e muito comentadas mas quase sempre e só no sentido de abater este escriba, rua, pois. O meu Olho-da-Rua inspirou-me a ir para a rua concreta. A minha rua. As ruas onde eu nasci e cresci.

É só transpor a porta de casa dos meus pais, nosso lar comum, e seguir. Acompanho-me das minhas filhas. Levo-as comigo porque passear é bom, porque querem imenso essa aventura em aberto e tão pura, porque há passeios seguros que nos preservam, apesar das tangentes dos carros e camiões que passam, porque há milhentas coisas novas para ver e saborear, treinados olhos olhando o Céu, olhando o Chão, olhando o Mar. Ontem, efectivamente, após um almoço muito leve, fomos pela primeira vez e foi inteiramente desprogramado. Aconteceu. O sol abrira. Acariciava-nos uma brisa húmida. Árvores gigantes, arbustos, flores, sorriem-nos, surdindo dos jardins e muros da minha terra. [Read more…]

Momento “Porreiro, Pá”

Passos Coelho: “Que se lixem as eleições, o que interessa é Portugal”

Encerramento das escolas, fecho do país

Em vários jornais, foi ontem notícia o encerramento de 239 escolas do Primeiro Ciclo. Como é habitual no discurso dos ministros da Educação, Nuno Crato afirmou que a importância dessa medida está relacionada com as vantagens educativas, considerando que, em comparação, a poupança alcançada é pouco importante, embora não tenha revelado o valor dessa mesma poupança.

Tal como os anteriores detentores da pasta, Nuno Crato afirma que todo este processo decorre com a anuência das autarquias, embora uma rápida incursão pela internet pareça desmentir tal asserção, quando passamos por Leiria, Gouveia, Estremoz, Odemira ou Elvas. [Read more…]

Fazedores de milagres

Francisco Vieira de Almeida, de 20 anos, foi o jogador mais jovem da equipa portuguesa de râguebi que conquistou o Algarve Sevens, ao derrotar a Espanha na final, por 7-5. Estão apurados para o Mundial 2013. Parabéns.

O seu comentário tem que se lhe diga: “Com as condições que temos, continuamos a fazer milagres”.

Não é só no desporto que se continuam a fazer milagres em Portugal. Somos «milagreiros» em muitas àreas.

Penso no Ensino: o professor é quase um «fazedor de milagres». Quem é professor percebe bem o que estou a dizer (no meio de tanta papelada ainda arranja tempo para preparar aulas).

Mas penso, sobretudo, nos reformados a viver com miseráveis pensões e nas famílias em que pai ou mãe ou ambos estão desempregados. Como se pode viver sem saber fazer milagres?

«Omoletas sem ovos», uma das especialidades da gastronomia portuguesa (sugiro candidatura a Património Nacional).

D. Jorge Ortiga e D. Torgal Trombudo

Não tenho tido tempo para fazer um levantamento quanto ao tom e pertinência das supostas críticas de Januário Torgal Ferreira a Governos xuxas, só para comparar com as mais frescas aleivosias e passes de letra clericalóide. É que recentemente o homem passou das marcas e, sim, ganha de mais para não exercer alguma lealdade institucional para com quem é eleito por quem vota, nesse arremedo de sufrágio da maltosa que os partidos nos impingem. Não me parece é que o suposto bispo castrense se tenha atirado a Passos. Atirou-se, sim, ao Governo Passos e porque se mostrou desbocado e excessivo, grosseiro e injusto, parvalhão e desmemoriado, foi de menos quanto fogo de artilharia contrargumentária apanhou.

Vejamos: em Portugal não temos propriamente um estado de decadência da actual direita portuguesa. Isto é um chavão faccioso e de bicho ávido. Temos um actual estado de decadência. Ponto. Dizer-se, portanto, que “O Governo é profundamente corrupto.” é algo com que eu concordo imediatamente, desde que o emissor da frase tenha o cuidado de ressalvar que «Os Governos que o antecederam também eram, senão piores.» Mas não. O Januário, que não deve ler jornais há pelo menos dez anos a não ser o que Soares-Pai lhe lê da sua poltrona sapiencial e laica, sai-se com esta de afirmar: «Comparados com estes, os outros eram anjinhos.» Isto é insuportável. Isto é paleio de Táxi, é desaforo de Café e boca clubística de que Portugal não carece. E ainda hoje estou para compreender como é que o intelectual Adelino Maltez lhe achou piada.

Politicamente, é uma daquelas frases mortíferas mas que falham o alvo por quilómetros, dado o indisfarçavel estrabismo espumoso do gordo prelado. O que é profundamente corrupto é a sistemática captura dos Governos pela Banca, pelas Construtoras e pelo Diabo, reduzindo a escárnio o paleio eleitoral, mercadeando as nossas liberdades e condições de prosperidade pelo bem dos Partidos Corruptos habitualmente no Poder. Esses enganaram profunda e repetidamente o eleitorado. Esses traíram profundamente os interesses de Portugal. Esses escolheram a estratégia da terra queimada, abarcando com dívida e favor amiguista todo o dinheiro que puderam, em seis anos de xuxismo socralhento, mais de oitenta mil milhões de agravamento ou escalada de dívida, só para manterem o poder, entre opinadores, órgãos mediáticos favoráveis, inúmeros avençados em lugares de charneira, pequenos-almoços com Figo, internacionalização dos negócios de empresas amigas do PS. O que os movia era essa oportunidade de multiplicar o esquematismo infalível do Freeport elevado à quinta casa de todos os expoentes comissionistas, esperar que tudo ardesse, conforme arde, sem grandes questionamentos nem grandes revoltas.

E zarpar para Paris.

Nada a dizer do tom e pertinência das denúncias sensíveis e inteligíveis de D. Jorge Ortiga.

Golfada de testosterona

Passos avisa que não há privilégios intocáveis nas PPP e nas fundações

Portugal Medieval – Vida quotidiana dos concelhos

Conjunto de episódios sobre Portugal na Idade Média, realizados para a Telescola. Apesar das insuficiências da narração (os alunos costumam adorar a apresentadora) e da realização, tem algum interesse para este tema final do programa do 7.º ano.

Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 4 – Portugal no contexto europeu dos séculos XII a XIV
Unidade 4.1. – Desenvolvimento económico, relações sociais e poder político nos séculos XII a XIV.

Nuno Crato, o ministro da desunião

Tendo em conta o passado próximo, as desconfianças enunciadas pelo Paulo Guinote fazem sentido. No entanto, a atitude hoje assumida por várias entidades, exigindo ser recebidas em conjunto, teve o condão de obrigar Nuno Crato a definir-se.

Em primeiro lugar, mostrou-se manhoso, um político a sério, no sentido maquiavélico do termo, ansioso por conseguir dividir os adversários, lançando-os uns contra os outros. Depois, fez uma declaração que, parecendo explicar a sua atitude, serviu, na realidade, para manifestar o desejo de desunião: “Uma coisa são problemas salariais e falamos com os sindicatos; outra são as preocupações dos pais, e falamos com os pais; outra são as dos directores, como é o caso da organização de trabalho das escolas.”

A verdade é que, do ponto de vista de quem se preocupa com Educação, todas estas questões têm de interessar a todos. Um pai consciente deseja professores justamente remunerados; todos os professores e directores deverão ser sensíveis às preocupações dos pais; a organização de trabalho das escolas não diz respeito apenas aos dirigentes escolares, como é evidente. Note-se, entretanto, a armadilha insidiosamente estendida aos sindicatos e aos professores, reduzidos a uma gente materialista, preocupada, apenas, com o dinheirinho.

Nuno Crato definiu-se. É chegado o momento de todas as entidades e todas as pessoas ligadas à Educação fazerem o mesmo e, a propósito, não é demais lembrar que as manifestações e as vigílias são importantes, mas não são suficientes. Por isso, em minha própria representação, estarei, amanhã, às 17h, em frente à DREN.

Adenda: eu escrevi “amanhã, às 17, em frente à DREN”? Não é amanhã, é hoje. Até logo.