A Máfia das Parcerias Público-Privadas em Portugal

José Gomes Ferreira continua, metodicamente, a expor o roubo do país. Se não viu, não deixe de ver este Negócios da Semana sobre as Parcerias Público-Privadas.

Da legalidade e da seriedade como empecilhos

Se pudéssemos exportar o chico-espertismo e a esperteza saloia, a balança comercial estaria, com certeza, equilibrada, tal é a variedade de manhas minúsculas e pequenas sagacidades em que somos pródigos.

A classe política, independentemente da graduação académica, produz alarvidades quotidianas que, por muito engravatadas que apareçam, têm a profundidade do grito de um qualquer avinhado que reclame penalties a favor do seu clube numa tasca obscura.

As leis e a seriedade são obstáculos que o político, esse estereótipo sempre confirmado pela realidade, resolve ignorar.

Passos Coelho, aparentemente sem pensar, usando da sua pusilanimidade barítona, já ameaçou estender os cortes aos privados, favorecido por um Tribunal Constitucional que, enredado nas teias partidárias, se vê obrigado, muito a contragosto, a defender a Constituição, relativizando-a, ou seja, atacando-a.

O CDS, sempre cristão no pior sentido da palavra, ignora o ensinamento de Jesus e atira um pedregulho na direcção do Tribunal Constitucional, ao mesmo tempo que ataca os funcionários públicos, recuperando o argumento – desonesto de tão simplista – de que ganham mais do que os privados.

Cavaco Silva, mais preocupado com a sua reforma e com o mural do facebook, teve o gesto do costume em defesa dos trabalhadores: ficou quieto. Será, agora, obrigado a balbuciar uma qualquer vulgaridade equivalente à ideia de que cinco minutos antes de se morrer está-se vivo, ao contrário do que acontece em Belém, onde, um minuto depois de ter sido eleito, o Presidente da República passou a ser um peso morto.

A Grande Mesa da Exclusão

Vejo imperdoável permanecer vivo neste desmoronamento da esperança, trazer todos os dias as carnes laceradas de uma incerteza asfixiante para mim e para os meus próximos, observando que a espécie a que pertencemos parece sensível à hubris da palavra transgredida, mas indiferente à clandestina normalidade de um amor proclamado, que até se possa viver dele, sorrir na própria nudez e indigência, o que nem merece comentários. Eis-me de novo à mesa, à grande mesa da exclusão. Parece que a coutada que os políticos reservaram para si permitiu caçadas excepcionais, prodigiosas. Servos da gleba, para nós nem os restos – ficou estipulado.

O Princípio da Igualdade


Constitucionalista e catedrático da Universidade do Porto, o Prof. Doutor Paulo Ferreira da Cunha lembra neste vídeo que alguns não estão a ver toda a dimensão do principio da igualdade.
Igualdade não é tratar a todos de forma aritmeticamente igual, ainda que seja tratar a todos mal, e promovendo desigualdades. Se tirar apenas a um grupo é desigualdade, tirar a todos o que lhes é devido, atingindo o limite da dignidade pelo menos de alguns, não o seria menos.

Os Ficheiros Sírios

Podemos não concordar com os métodos da Wikileaks, mas sem dúvida que a transparência, o acesso aos “segredos” dos governos, é a única forma dos cidadãos controlarem os seus destinos. A Wikileaks começou a disponibilizar mais de dois milhões de emails, tão comprometedores para o governo sírio como para os seus opositores. Clique na imagem para aceder ao site dos Ficheiros Sírios.

Nero, o Poder e a Loucura


Documentário sobre Nero, um dos mais controversos imperadores romanos. Integrado na série «Eu sou César», que dedica a outros episódios a figuras como Júlio César, Augusto, Adriano, Constantino e Justiniano.
Sobre Nero, está ainda disponível um outro documentário, «Ícones do Mau Comportamento».
Tema 1 do Programa: Das sociedades recolectoras às primeiras civilizações
Unidade 2.2. – O Mundo Romano no apogeu do Império

Miguel Relvas elaborou parecer sobre constitucionalidade do corte de subsídios

O Aventar soube que terá sido Miguel Relvas a elaborar, a pedido de Passos Coelho, o parecer sobre a constitucionalidade dos cortes dos subsídios de férias e de Natal. Com a mesma rapidez com que conseguiu licenciar-se e usando da mesma velocidade com que debita declarações mal lhe põem um microfone à frente, Relvas preparou um parecer em menos de um minuto, escrevendo “Os cortes dos subsídios de férias e de Natal são constitucionais.” A esse douto parecer apôs a sua assinatura, a que juntou os vários títulos académicos que obtém diariamente, terminando com uma referência à sua recente especialização em Direito Constitucional e a uma certificação de pintura automóvel em estufa que iria receber meia hora depois no correio.

O primeiro-ministro ainda terá perguntado se aquele parecer teria sustentabilidade, ao que Relvas terá respondido: “Ó Pedro, pá, então tu duvidas de uma especialização que me levou quase trinta segundos a adquirir, pá? De qualquer modo, o pessoal do TC é nomeado por nós e, mesmo que viessem a decidir em contrário, será suficientemente tarde para que alguma coisa possa ser alterada.”

Quando, ontem, o Tribunal Constitucional, estranhamente, acabou por considerar inconstitucionais os cortes dos subsídios, Passos Coelho ter-se-á mostrado irritado com o ministro adjunto. Relvas, no entanto, explicou que esta era mais uma situação em que o governo sairia a ganhar: “Ó Pedro, a minha futura e larga experiência como Juiz do Tribunal Constitucional diz-me que não seremos obrigados a devolver o dinheiro que já sacámos e que, graças a este acórdão, ainda podemos ir buscar mais algum aos privados. No fim disto tudo, sabes de quem vai ser a culpa? Dos gajos que pediram a fiscalização e do Tribunal Constitucional. Vais aparecer na televisão a dizer que não era nossa intenção, mas fomos obrigados. Até te vai aparecer uma auréola na cabecinha, menino!”