Milhares nas ruas de Madrid

Polícias, bombeiros, professores, funcionários da administração central – cerca de dois mil funcionários públicos manifestam-se neste momento no centro de Madrid, contra os recortes anunciados pelo governo e a supressão do subsídio de Natal.

Depois das imagens das cargas policiais de há dias, parece que há agora elementos da UIP (Unidad de Intervención Policial) a juntar-se aos manifestantes e a cantar “lo llaman democracia y no lo es”.

Como de costume, por cá ainda não se sabe nada.

[Read more…]

Orgulho

A Lusófona meteu-se numa alhada! Ou antes, algumas das suas práticas junto dos “poderes” colocaram os alunos que a frequentam ou que a frequentaram (na sua maioria são jovens a quem as famílias pagaram, a custo, os estudos) em dificuldades.

Percebe-se, por isso, a preocupação.

Estou certo que o Sr. Miguel tem orgulho na Lusófona. E o sr. João também.

Cursos CEF e Profissionais – é urgente uma solução

Desde há uns anos que as Escolas Públicas (tal como algumas privadas) oferecem aos seus alunos a possibilidade de fazer um curso profissionalizante, algures ali pelo terceiro ciclo. Estes Cursos de Educação e Formação (CEF) destinam-se a alunos com o 6º ano concluído, tal como refere o IEFP:

“Face ao elevado número de jovens em situação de abandono escolar e em transição para a vida ativa, os cursos de Educação e Formação para jovens visam a recuperação dos défices de qualificação, escolar e profissional, destes públicos, através da aquisição de competências escolares, técnicas, sociais e relacionais, que lhes permitam ingressar num mercado de trabalho cada vez mais exigente e competitivo.”

 

Este texto parece saído dos discursos do Paulinho das Feiras, mas retrata, formalmente o que é um CEF  – alunos “complicados”,  em risco de abandono que são encaminhados para um curso onde aprendem uma profissão (pasteleiro, empregado de mesa,…). Naturalmente, pelas suas dificuldades, muitos destes alunos seguiam, depois, para um curso profissional ao nível do ensino secundário.

[Read more…]

Ainda a luta dos professores, pois que a angústia entrou em muitas casas

“A paz, o pão, habitação, saúde, educação
Só há liberdade a sério quando houver
Liberdade de mudar e decidir…” – Sérgio Godinho

é por isso que os tascos têm as janelas tapadas

O tasco ainda tem uma dessas portas de vai-e-vem que nos recordam os saloons, essas portas que dão vontade de empurrá-las, imaginamo-nos a aproximar-nos delas com passos sonoros, pausados, projectando sobre a sala uma sombra que fará com que todos voltem a cabeça na nossa direcção, para apenas descortinarem umas pernas, talvez um chapéu de abas largas, se o tivéssemos. E então poderemos empurrar as portas com firmeza mas sem demasiada força (porque nos lembramos de que as portas que vão também acabarão por vir)  e avançar para o balcão, ou ficar por uma das mesas e pedir um pratinho de moelas ou de tripas enfarinhadas.

Mas não foi isso que aconteceu, eu não cheguei a entrar, passei à porta do tasco e só me detive brevemente à janela. Não sei se já repararam que as janelas dos tascos costumam estar tapadas? Não permitem que olhos indiscretos espreitem esse momento silencioso e solene em que um homem leva o copo à boca, acercando os lábios para que os dedos trémulos não derrubem o vinho, bebe-o com a máxima seriedade, todo concentrado nesse acto, e pousa-o finalmente sobre a mesa, com o gesto já preciso e firme, um movimento rápido, e o olhar de súbito brilhante e mais entristecido. Na janela dos tascos encontramos tantas vezes um cortinado com rendas escurecidas, um estore de lâminas imundas, um simples trapo estendido, mas, para suavizar essa recusa aos olhos de quem passa, a dona do tasco deixa à janela um vaso de begónias ou um lírio-da-paz.

A janela deste tasco, porém, estava desimpedida e deixava ver o único cliente àquela hora, um homem de idade difícil de determinar (cinquenta e muitos, quarentas, recém-entrado nos sessenta?), sentado à mesa mais próxima da janela, absorto nos seus afazeres. [Read more…]

O poder dos sem-poder

Gosto de ler as crónicas de Frei Bento Domingues ao domingo no Público.

Hoje, escreveu: “O poder da palavra é o poder dos sem-poder. Daí, o perigo do seu contágio.”

Que bom podermos dizer livremente aquilo em que pensamos.

Concursos de professores: a angústia em forma electrónica

Concursos. Concorrer. Plataforma. Mobilidade. DACL. DCA.DEGRE.DGAE…

A loucura total em forma de aplicação electrónica. Está a concurso (sem colocação) gente que não concorre desde os tempos em que só o Bill Gates sabia o que era um computador. Com todas as condicionantes emocionais que estão em cima da mesa são mais que muitas as dúvidas e nem sempre a legislação disponível ou o aviso de abertura ajudam a esclarecer. Há gente a tentar ajudar, mas na véspera do concurso começar há ainda algumas coisas pouco claras, que se esperam ver resolvidas ainda antes do concurso terminar (decorre de 2ª a 6ª).

E muita gente pergunta: no meu lugar o que é que fazias?

Mas, infelizmente, a pergunta fica sem resposta – o momento, profissionalmente falando, é tão delicado que nem me atrevo a fazer sugestões. A ajuda é técnica, mas nunca opinativa… Infelizmente, estamos assim!

E ainda me custa mais saber que a 6 de junho, aqui no Aventar, fiz as contas que só agora todos entenderam!

Quem disse que ter razão antes do tempo era bom, enganou-me!

Voluntários à força

RSI: quem recebe obrigado a trabalhar

Fartos de Sujeira

Fernanda Leitão

Algumas vezes tenho ouvido e lido pessoas com responsabilidades na vida pública inquietas com o que lhes parece a aversão dos portugueses aos políticos e à política. Nem sempre o que parece é e por isso discordo dessa opinião. E explico porquê.

Os portugueses apreciam a política quanto baste e, em algumas ocasiões,têm mostrado discernimento e maturidade. Uma dessas ocasiões foi quando, nas primeiras eleições livres, rejeitaram a maioria que o PC ambicionava: perceberam que não era inteligente, nem sensato, substituir uma ditadura de 48 anos por outra ditadura que, na altura, já escravizava há dezenas de anos vários países no mundo. Na sua grande maioria, os portugueses apreciam o centro-esquerda e por isso o CDS só tem chegado ao poder como atrelado do PS ou do PSD, para fazer número e negociatas, ao passo que o PC e a extrema esquerda se mantêm numa marginalidade ruidosa mas de utilidade. Reviram-se em Francisco Sá Carneiro e os fundadores do PSD,todos eles de centro esquerda, homens que se pautaram por honestidade e mãos limpas de quem, com verdade, não se pode dizer que usaram a política para encherem os bolsos. E deram o seu apoio eleitoral ao PS sempre que este enfrentou os comunistas ou simplesmente era alternativa de poder.

[Read more…]

O perfume das revoluções

Tivemos a Revolução dos Cravos há quase quarenta anos. Que ideia bonita buscar cravos aos jardins para baptizar esta revolução da liberdade.

Penso que nos falta uma revolução ou uma revolta neste intervalo de anos. Aquela que devíamos ter levado a cabo, com lírios na mão, sei lá, quando se começaram a fazer investimentos megalómanos e que nos deixaram nesta miséria.

Agora não há dinheiro para se viver decentemente, sem medos, sem depressões, sem o afastamento daqueles que nos são queridos. Há gente a sair do país e da sua cidade para poder viver.

O português migrante (professores) e emigrante para sempre.

Falta-nos o perfume dessa revolução!

Lisboa em meados do século passado


1Instituto Superior Técnico

[Read more…]

Com Duarte Marques o futuro do PSD está assegurado

O PSD é uma agremiação cujo principal objectivo é o de garantir que Portugal continuará a ser governado pela mesma raça de políticos medíocres que já apareciam, pelo menos, nas páginas de Eça. O facto de alternar no poder com o PS serve para que se possa proceder à passagem dos ministros para os negócios privados, ao mesmo tempo que cria a ilusão de uma diferença, sempre útil em tempos eleitorais.

Para se ir longe na estrutura de qualquer uma destas agremiações, é necessário, alardear, desde a mais tenra idade, uma total ausência de originalidade, evitando, a todo o custo, exprimir um pensamento próprio ou, até, um pensamento. Ao mesmo tempo que cola cartazes, agita bandeiras e lambe botas, o futuro político grita frases do líder, tornando-as tão aparentemente suas que alguém acabará por reparar nele e pensará: “Este rapaz é tão destituído que poderá chegar a ministro.” [Read more…]

Átila, o Huno


Longa metragem sobre o mítico Átila, rei dos Hunos.
Tema 3 do Programa: A formação da Cristandade Ocidental e a Expansão Islâmica
Unidade 3.1. – A Europa -Cristã nos séc. VI a IX.

%d bloggers like this: