Manual escolar

Daniel Oliveira tem razão e apenas escreveu aquilo que muitos dizem há décadas. Este tema dos manuais escolares, está precisamente na mesma linha daqueles outros tabus anti-fascistas, como a enxurrada de “senhores doutores” ao estilo Freixial pós-1974. Manual escolar é para alguns, um sinónimo de 2ª República. Pois não devia ser.

Que venham os ditos livros únicos, definidos e produzidos pelo Ministério da Educação. Livros que possam permanecer nas escolas durante alguns anos e passem pelas mãos de vários alunos. O desperdício e os escandalosos negócios que exaurem uma imensidão de recursos – sejam eles familiares ou decorrentes da própria produção dos livros -, podem e devem ser evitados.

É claro que tudo isto seria muito interessante, desde que alguns desses manuais – os de História, por exemplo -, não passassem a ser veículos de transmissão de preciosidades dos tempos em que a minha bisavó era uma menina uns anos mais nova que o estudante Salazar : finda a 2ª República há duas gerações, nada de Trotsky, nada de Estaline e nem sequer Cunhal.

Comments

  1. maria celeste ramos says:

    Os livros escolares são a maior negociata e ainda por cima já vi alguns sem estrutura nem forma de aquisição de saberes e outras coisas e as crianças de mochila com kilos de papel inútir a dar cabo do seu esqueleto e postura e etc – negociata como é o OA para dar cabo da lingua porque já não há nada para dar cabo de – pelos meus livros estudou meu irmão e depois dei-os a biblioteca de escola e a filhos de amigas “n” anos depois – o que diz um livro se é bom não tem que ser extorpiado e vendido ao lado das batatas do Continente e ontem vi óptima reportagem a prof e como fazia os alunos ter alegria em aprender no Magalhães + 3 meninos que estava num jardim e nem sabiam quem era o presidente PR antes de Cavaco o que pode não ter interêsse de maior mas eu sei quem era Afonso Henriques ou seja, até se dá cabo da memória dos meninos e da forma de processar o pensamento + etc e no Eixo do Mal disseram-se ontem disparates sobre o ensino e a aventar diz que eu digo baelas e eu estou-me a borrifar para isso pois ainda sei 50 anos depois as famílias dos memíferos e outras coisas empindas a cantar e os meninos de 20 anos adoram falar comigo e eu não tenho paciência para falar com os da minha idade + etc e se o Crato é um parvalhão os professores seguidistas de crata à força perdem eles e os meninos e a tal independância das escolas e prof é uma macacada já que até nem nenhum aluno aprende da mesma maneira e à mesma velocidade e se um livro é estúpido o aluno rejeita e bem e com bom ensino como vi ontem e há anos, os alunos até estudam com os pais e ensinam os pais que não puderam aprender muito – há muito para dizer e este tema não é esgotável – o mais difícil será transmitir o prazer de aprender e todas as crianças querem aprender – até os negros que têm escola debaixo de um imbondeiro ou como vi, sentados nas pedras vulcânicas da cratera do vulcão da ilha do Fogo de Cabo Verde – quem sabe motivar até em cima de pedras conquista meninos

  2. Nuno Castelo-Branco says:

    Claro, Celeste, qual é a dúvida? É bem certo que quem tenha feito a 4ª classe “no antigamente”, estará muito consciente da posição dos vários continentes no globo terrestre; saberá de cor e salteado os monarcas, assim como situá-los no tempo, eventos contemporâneos a cada um deles. E por aí fora.
    O que se pretende não é um regresso ao passado, mas uma racionalização de meios e de custos. É pefeitamente possível um ensino democrático e onde a verdade impere, mesmo que essa verdade apresente heróis, façanhas, odres de pimenta, movimentos sociais, etc. Para gosto de alguns e desgosto de outros.
    Arriscado será sempre a apresentação de manuais escolares dirigistas e creio que a Celeste de imediato percebe o que quero dizer. Nem o Infante foi um precursor de Salazar, nem a Crise de 1383-85 consistiu numa revolução proto-bolchevista. É precisamente este, o risco dos manuais únicos.

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