De certeza que o mundo não acabou?

Ao ler esta notícia pela manhã, fiquei a saber  que andei enganada por mais de 20 anos: afinal a proximidade nem sempre foi o oxigénio da imprensa regional, pois que agora é que se vai apostar nela.

E descobrir exemplos como o secular “Aurora do Lima” – que, nas palavras do director – se viu obrigado, ao fim de 150 anos, a contratar um comercial…é mais ou menos como ter um tesouro escondido no soalho da casa sem saber.

Por último, mas nem por isso menos importante, essa janela de oportunidades que nos mostra o presidente da Associação Portuguesa de Imprensa, João Palmeiro: “Estamos a dialogar com o Ministério da Economia para que na preparação do novo quadro de apoios comunitários os CAE (Classificação de Atividades Económicas) das empresas jornalísticas sejam aceites nas candidaturas ao Quadro de Referência Estratégica Nacional» (QREN), disse à Lusa o presidente da Associação Portuguesa de Imprensa (API), João Palmeiro”. Contando que não seja apenas um incentivo feito à medida para os suspeitos sujeitos do costume, tudo bem!

Comments

  1. Amadeu says:

    O link não funciona


  2. Parece-me que agora já funciona, Amadeu.

  3. José Freitas says:

    O problema está longe de ser novo. Há muito que a Associação Portuguesa de Imprensa procura soluções, respostas, janelas de oportunidade, etc., mas até ver não descobriu o caminho. Nem creio que o descubra num qualquer fundo europeu.
    Aliás, está longe de ser um problema apenas em Portugal. É global. Todo o panorama da comunicação social entrou numa fase de profunda mudança e, ao que tudo indica, ninguém sabe onde irá parar. O que sabemos é que mais informação, muito mais informação está longe de corresponder a melhor informação.

    • Amadeu says:

      Pois é, a internet está a dar cabo duma boa parte da imprensa escrita. Como aconteceu com o vinil e depois com os CDs na música. Não acabam, mas as pessoas preferem outros meios incomparavelmente mais eficientes.
      Por outro lado, no meu entender, mais informação é mesmo melhor informação. Claro que há muito mais lixo e ruído de fundo, porque há mais informação, mas não é nada que uns bons FILTROS não resolvam ( exemplo: Google News, com bons alertas e boas pesquisas, o Twitter, os Blogs).
      No bairro onde moro, por exemplo, o Facebook do bairro é muitíssimo melhor que os jornais da junta de freguesia ou da paróquia.
      Não se pode ficar agarrado ao passado.

      Como diria o velho do Restelo:
      “A que novos desastres determinas
      De levar estes reinos e esta gente?
      Que perigos, que mortes lhe destinas
      Debaixo dalgum nome preminente?
      Que promessas de reinos, e de minas
      D’ouro, que lhe farás tão facilmente?
      Que famas lhe prometerás? que histórias?
      Que triunfos, que palmas, que vitórias?”

  4. maria celeste ramos says:

    Não o mundo não acabou mas tem de dar uma cambalhota de pernas para o ar – e o mundo não é o ocidente nem sequer o hemisfério norte que saca o do sul e o suja e inunda de miséria – uma cambalhota do planeta como a que deu quanso Ershel descobir o Planeta Urano – o descoberto em plena Revolução Francesa do séc XVIII – e tal que o que fizeram do sul caia em Berlim e já agora em Paris

  5. Maquiavel says:

    Pera um bom jornal nada como o Chornal do Inacreditável!
    Sempre actual, sempre na crista da onda do meio do momento, seja papel ou suporte informático!

    Ou o Aventar, claro! 😀

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