Governo quer dispensar 50 mil profissionais na Educação

Será que ainda precisam de mais motivos para participar na manifestação ou está bom assim?Manif_26jan2013

Será que é preciso mais algum exemplo para provar que esta gente não está nada preocupada com o Sistema Educativo, nem com a qualidade do que lá é feito?

Dispensar na Educação, sejam Professores, sejam Funcionários só poderá acontecer à custa da qualidade, isto é, do serviço que é prestado aos alunos – quem é pai sabe em que condições estão as escolas ao nível dos funcionários.

Para dispensar Professores só fazendo uma de duas coisas, ou ambas:

– aumentar o número de alunos por turma (mais de 30?);

– aumentar o horário de trabalho dos Professores. Neste caso, obviamente, se trabalho mais tempo com mais alunos, alguém (além do próprio!) irá ficar a perder: os alunos.

Confesso que já não há paciência para o e-bio, para a avaliação e até para quantos entram no IEFP ou quantos foram excluídos – o que está em causa é a ESCOLA PÚBLICA!

Comments


  1. Meu caro, pois não é o governo, é sim o FMI em alternativa às inconstitucionalidades pretendidas pelas apresentações ao TC!
    Todas as propostas alternativas serão sempre piores para os portugueses em relação às iniciais… e agora vamos ver se Cavaco vai bater nelas enquanto saídas da boca do FMI!
    A manifestação que o meu caro apregoa no panfleto, é um mal menor se não descambar, que espero que este seja o seu ideário.
    Pois que se não for, vai certamente ajudar “à penalização” que bem espreita!
    Temos isso sim, de pedir explicações do BPN, das PPP e agora do flagrante apoio ao BANIF.
    Continuarei a ler os seus escritos!

    • João Paulo says:

      Obviamente não vai descambar – a luta faz-se com educação, com respeito pelas regras democráticas, sendo que às vezes… a vontade possa sugerir outros caminhos, mas enfim 🙂 Eu percebo a questão FMI / GOVERNO, mas não consigo deixar de pensar que o meu povo votou num governo e não no FMI!
      Obrigado por ler as minhas parvoíces 🙂
      JP

      • luis says:

        A luta faz-se com educação? Se eu o tentar roubar na rua você vai educamente pedir que eu não o roube? A CGTP tem que deixar de ser um dos guardiões deste regime. Estes ataques são brutais e a CGTP organiza desfiles. E que tal mudar de estratégia? Sinceramente, não acha que a estratégia da CGTP/Fenprof (manifs educadinhas, greves gerais de 1 dia, etc) não está a dar resultado? Ou estão à espera que o PC diga que já se pode lutar a sério?

    • luis says:

      Foi o FMI? Tem a certeza? O Governo português participou neste “estudo”.
      http://www.tvi24.iol.pt/503/economia—economia/fmi-governo-relatorio-tvi24/1408192-6377.html


  2. A questão é saber se 50 mil chegarão.

  3. Pedro Marques says:

    A luta tem de ser geral, e neste caso os alunos também têm de estar do lado dos professores, e vice-versa. O mal é sempre para os dois, para haver alunos, tem de haver professores.

  4. MAGRIÇO says:

    Porque será que tenho a sensação que esta “recomendação” do FMI foi encomendada?

    • luis says:

      É óbvio que este “estudo” serve interesses privados. Querem destruir a escola pública e torná-la privada com subsídios públicos. É a velha teoria do capitalismo para os trabalhadores e socialismo para os investidores.

  5. Miguel says:

    A equação do FMI tinha como resultado uma poupança. A variável era o numero de professores a despedir.

    Eu defendo que é necessário reduzir professores, mas não é assim, à toa, atirando números para o ar. Não acredito que o ensino sobreviva com essa redução.

    • luis says:

      Mas você defende isso porquê? Baseia-se em que para defender a diminuição de professores? Ou foi o espírito santo que lhe segredou durante um sonho que havia professores a mais?

      • Miguel says:

        Eu devo ser o único que tive professores terríveis. Mas nao, porque conheço muita gente que tambem os teve.

        Tambem tive excelentes professores, e sei de muita gente que os teve e de casos de recuperação escolar devido à paixão destes professores. E eu nao conheço tantos professores.

        Por isso defendo o despedimento dos maus e terríveis professores. Na minha opinião quem nao sabe o que esta a fazer, nao faz. Ainda mais quando brinca com o futuro de pessoas. E pior, acham-se com razão.


        • Totalmente de acordo consigo, caro Miguel!

          Como em todas as profissões, sem excepção, há bons e maus; veja-se o exemplo dos políticos! E nós queremos pôr os maus políticos fora do governo embora haja falta de bons políticos; então, por que havemos de estar contra o afastamento dos maus professores e dar oportunidade aos bons? Ou os professores são uma raça de intocáveis como o são os políticos?

          • João Paulo says:

            Isabel, leu o que eu escrevi? Leu o relatório do FMI? Eu li as duas coisas e não percebo o seu comentário – o que é que o FMI diz sobre a qualidade do trabalho? ZERO! Despede-se e …


          • Ó João Paulo, mea culpa, mea culpa! Eu apenas estava a concordar com o Miguel sobre despedir maus professores, tal como no privado se despedem maus colaboradores!

            Longe de mim concordar com o despedimento massivo a que o governo se propõe! As minhas desculpas se não fui suficientemente clara. 🙁

        • luis says:

          O que é que haver maus professores tem a ver com um despedimento em massa, sem qualquer critério como o que está a acontecer agora e virá a acontecer? Você sabe, minimamente, o que está a acontecer com os professores em Portugal?

    • João Paulo says:

      Miguel, uma coisa é questionar a qualidade da Educação, dos professores, etc… Outra é despedir. São maus? Podem sair? Mas, será que podemos despedir os bons? Foi isso que aconteceu nos últimos 2 anos e é isso que vai continuar a acontecer: despedir apenas porque sim.


  6. Reblogged this on Sonhos desencontrados and commented:
    A triste realidade deste Portugal que se perde…

  7. Observador says:

    “Só há duas coisas infinitas. O Universo e a Estupidez Humana, mas não estou seguro da primeira. Da segunda pode-se observar como nos destruímos só para demonstrar quem pode
    mais.”
    Albert Einstein

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  1. […] estado em que as coisas estão, o pessoal está por tudo, mas os alunos não! E não podemos ficar em silêncio perante estas propostas sem qualquer tipo de […]

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