Uma afro-cantiga do José Afonso, relembrada pelo Samuel, e que dedico ao 31 da Armada que ficou ontem sem herói. Os meus sentimentos.
Deixo também o poema, para quem tiver a placa de som marada.
1
O país vai de carrinho
Vai de carrinho o país
Os falcóes das avenidas
São os meninos nazis
2
Blusão de cabedal preto
Sapato de bico ou bota
Barulho de escape aberto
Lá vai o menino-mota
3
Gosta de passeio em grupo
No mercedes que o papá
Trouxe da Europa connosco
Até à Europa de cá
4
Despreza a ralé inteira
Como qualquer plutocrata
Às vezes sai para a rua
De corrente e de matraca
5
Se o Adolfo pudesse
Ressuscitar em Abril
Dançava a dança macabra
Com os meninos nazis
6
Depois mandava-os a todos
Com treze anos ou menos
Entrar na ordem teutónica
Combater os sarracenos
7
Os pretos, os comunistas
Os Índios, os turcomanos
Morram todos os hirsutos!
Fiquem só os arianos !
8
Chame-se o Bufallo Bill
Chegue aqui o Jaime Neves
Para recordar Wiriamu,
Mocumbura e Marracuene
9
Que a cruz gamada reclama
e novo o Grão-Capitão
Só os meninos nazis
Podem levar o pendão
10
Mas não se esquecam do tacho
Que o papá vos garantiu
Ao fazer voto perpétuo
De ir prà puta que o pariu






É um nojo cuspir num morto durante o período de nojo. Este post é uma nojeira.
Este quantas cabeças de mortos terá cortado? e o porta-chaves com a orelha, foi arrancada ao vivo ou a um morto?
Ah, ok, não mete nojo, eram pretos.
tu é que és um nojo pá. e se tens tantas saudades dele, do Salazar, Hitler, do Duce, atira-te de uma ponte.