A excitação de Nuno Crato

NunoCratoSer entrevistado por um jornal estrangeiro de fora liberta o que há de mais profundo num governante. Foi o que sucedeu com Nuno Crato perante a jornalista Nathália Butti, da brasileiraVeja: foi um desfiar de fetiches a caminho da privatização do ensino, o que passa pela contratação de professores a cargo do gestor da escola, a cunha, o chicote, a perseguição política, o fim da escola pública como a conhecemos desde 1974 (antes já se saneavam os ideologicamente indesejáveis ou moralmente suspeitos, por exemplo). Pelo meio o mais miserável discurso anti-eduquês, capaz de nos deixar com saudades da Ana Benavente.

Muito aborrecido em vésperas de uma greve docente foi a entrevista ter chegado cá, primeiro elogiada no Blasfémias, olha quem, e ontem sintetizada nos jornais.

Correndo atrás do prejuízo sabemos agora que “o ministro foi mal interpretado“, são planos para 10 anos (eles vieram para ficar, só falta um Gomes da Costa).

Lost in translation, certamente. Para a próxima Nuno Crato não prescindirá dos serviços de um intérprete de confiança.

Comments

  1. Santiago says:

    Quando o nível de argumentação toca na “consciência cívica”, é fácil perceber que Portugal falhou na educação de Nuno Crato…

Trackbacks


  1. […] Lopes, suponho que a sua estreia no mundo do humor negro. Grosso modo é o que pensa Nuno Crato, pelo menos no Brasil.  A cena é […]

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