Acerca das mensagens eróticas barradas

percentagem

http://bit.ly/12m8m3J

Depois de ler esta notícia do Público, fui consultar a lei e verifiquei que, segundo a “oitava alteração à Lei n.º 5/2004, de 10 de fevereiro [sic] (Lei das Comunicações Eletrónicas [sic]), alterando as regras do barramento seletivo [sic] de comunicações relativo a serviços de valor acrescentado baseados no envio de mensagem e serviço de audiotexto”,

O acesso aos serviços referidos no número anterior [“serviços que tenham conteúdo erótico ou sexual”] só pode ser ativado [sic], genérica ou seletivamente [sic], após pedido escrito efetuado [sic] pelos respetivos [sic] assinantes ou através de outro suporte durável à sua disposição.

Ao ler o número 4 deste artigo 45.º, lembrei-me de algo que escrevi há uns anos, acerca do mito da percentagem de palavras alteradas com o Acordo Ortográfico de 1990 — aproveito para repetir que lamento o aspecto, mas não tenho culpa.

Como se pode verificar, no número 4 do artigo 45.º, há quatro palavras afectadas pela base IV do AO90. Considerando que há trinta e uma palavras no número 4 do artigo 45.º , isto significa que o impacto do AO90 no número 4 do artigo 45.º é de 12,9%.

Apesar de haver quem escreva que “[n]a prática (…) 1,55% sofrem supressão destas consoantes”, é o próprio ILTEC a admitir que “[e]stes dados dizem respeito aos lemas (i.e., às formas de citação) do VOP, não equivalendo, por isso, ao número de mudanças nas formas flexionadas da nossa base de dados ou em textos”.

Post scriptumOntem, escrevi: “[e]speremos que o próximo – ou a próxima – MNE acabe, duma vez por todas, com esta vergonha“. Acabo de ler esta notícia. Se assim for, não nos esqueçamos: Nuno Melo votou contra.

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