O galope das dívidas públicas europeias e portuguesa

O determinismo monetário do BCE tem causado nos últimos dias situações dignas de reflexão, como levar, hoje de novo, o BdP a valorizar o Euro face ao Dólar (1,366 € = 1 UDS) e ao Franco Suíço (1,237 € = 1 CHF).

A citada valorização da moeda europeia é incoerente. Contraria a fragilidade das economias europeias face ao comportamento da economia norte-americana (reduções sucessivas do desemprego e incremento da actividade económica) ou à estabilidade económico-financeira da Suíça, país, de resto, que, embora mais controlado no presente, continua a ser o refúgio de intensas somas de capitais.

O fenómeno ainda suscita mais perplexidade, porque, precisamente hoje, o Eurostat divulgou o agravamento das dívidas públicas na Zona Euro e na própria UE a 27 países, confirmando a fragilidade de uma Europa desigual, sem rumo nem coerência nas políticas da UE e principalmente da Zona Euro.

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O Estado a que isto chegou…

tve

Também eu estou solidário com os trabalhadores da Livraria Sá da Costa. E além destes com a manicure do cabeleireiro do bairro onde cresci, do senhor que tirava imperiais no café e servia os clientes à mesa enquanto jogavam uma partida de sueca ou dominó, ou até com a senhora que se dava ares de importante, atrás do balcão da loja de utilidades domésticas. Não são os únicos. Sucedem-se aos olhos do transeunte, lojas com vidros a precisar uma lavagem urgente, onde apenas se vislumbra por trás da sujidade o anúncio com rosto e telefone do empregado da imobiliária, anunciando uma excelente oportunidade que pelos vistos ninguém pretende aproveitar. Dirão alguns que a culpa é do capitalismo. Outros mais exacerbados em Portugal responsabilizam a troika. [Read more…]

Ó dúvida cruel

A “Presidenta” do Brasil irá tratar o Francisco por “Papo”?

Roubado ao João Roque Dias

Não se pode pedir a um homem de letras que saiba fazer contas…

António Costa, jurista e político português, é o actual presidente da Câmara Municipal de Lisboa, desde 2007. Para ele, a matemática sempre foi uma ciência estranha, difícil de perceber o porquê de ter que ser exacta. Para ele, o aumento do passivo municipal em cerca de 163 milhões de euros nos últimos seis anos não passa afinal de uma redução em relação a 2011. 

Segundo as contas do Sr. Costa, o que deve ser comparado é quanto é que o próprio gastou em 2011 e quanto é que gastou em 2012, não interessando, portanto, se o valor de 2011 já era uma ode à má gestão. Interessa apenas que em 2012 – graças à sua negociata com o governo dos terrenos do aeroporto que lhe rendeu cerca de 300 milhões de euros – até conseguiu ter menos despesa. 

Cantilena

Cavaco falou
O cão ladrou
O gato miou
O burro zurrou
E ninguém se importou

Concursos de Professores

Finalmente! A pouco mais de um mês do arranque de mais um ano lectivo, o MEC finaliza a primeira parte dos concursos de Professores – são as listas que permitem ver quem mudou de escola (entre os efectivos) ou se houve alguém que tivesse entrado nos quadros.

Ou Portugal ou a Autópsia das Culpas

O Presidente falou. Sublinho a aposta inovadora que fez para o futuro nos entendimentos e acordos interpartidários em Portugal, especialmente no eixo da governação, os quais devem passar à normalidade, como nos países europeus mais ricos, mais prósperos e mais descomplexados.

O Presidente havia promovido uma negociação aberta, leal, entre os três partidos de Governo, PSD, CDS, PS, negociação sensível às actuais exigências do País no sentido de um acordo que robustecesse a parte portuguesa no confronto negocial com a Troyka. Esse acordo não foi gerado, mas as portas de diálogo ficaram abertas e nunca mais se podem fechar. Com a sua palavra, o Presidente mata a crise aberta a 1 de Julho. Fora só uma crise política. Uma crise conjugal no Governo. Essas crises superam-se sem esmagar os filhos pelo meio, na refrega estúpida por atenção, por mais sexo ou por outra coisa qualquer que atrapalha a vida de um casal.

Ganha o Governo, com a garantia de remodelação que preparara e vai agora propor. Ganha o Governo com o fôlego novo e o novo foco para os próximos dois anos, a economia. Ganha o Presidente porque define uma saída daquela crise, onde anteriormente se via prolongamento e indefinição dela por sua mão. Repito: era só uma crise política. Um nada comparado com a crise financeira e económica que impacta injustamente na vida das pessoas com cuja realidade os semedo, os jerónimo, os galamba, os sócrates, os soares e os alegre não estão nada preocupados, ocupados que estão no grande jogo-religião fanática do xadrez táctico político, na movimentação de peças cegas que não produzem um prego nem colhem um pepino, mas lançam o azedume, a cizânia do ressentimento e do facciosismo primitivo e insultador. Ganham os portugueses por escaparem a eleições, isto é, aos reles desejos de vingança baixa da Ala Socratista do PS, ainda no Parlamento a instigar a humilhação de Seguro e nos corredores minoritários e demagógicos da baixa conspiração. Perdem todos os grupos e facções que apostam todas as fichas no pior desempenho possível do Memorando, na destruição preso-por-ter-cão-preso-por-não-ter do Presidente, apostados na manutenção no Estado Português da velha pressão vampirista e corrupta das morsas dos partidos que, em 39 anos, têm sempre comprometido um País Viável, um País capaz de Superavits, um País como os outros do Norte europeu, capaz de gerar e distribuir riqueza.

Investe-se demasiado na autópsia das crises políticas e das respectivas más-disposições, Ricardo. Que tal privilegiar o Povo que sobrevive, que muda de vida antes que lha mudem, parafraseando Carlos Sá, o Povo que não vive de política nem para a política, mas de trabalho e de sofrimento pessoal apenas para sobreviver?! O Povo que recusa perguntar o que é que Portugal pode fazer por si e age no sentido de fazer o máximo por si mesmo e por ele?!

Isenção

Depois da comunicação de Cavaco, quis conhecer as “reacções dos partidos” àquela coisa. E vi e ouvi. Meio discurso do BE, um discurso do PSD, meio discurso do PCP, um discurso do CDS. Os labregos que editam os telejornais já devem ter recebido festinhas dos donos.